segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A Ética Cristã e a Sociedade Pós-Moderna


RECENTEMENTE, CRISTÃOS FORAM QUEIMADOS VIVOS NA ÁFRICA, POR CAUSA DA PREGAÇÃO DO EVANGELHO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO


Textos bíblicos:
Disse Jesus: - Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. Jo 16.33. (...) Eu lhes dei a tua palavra; e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. 15 Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. 16 Eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Jo 17.14-16 -

(...) Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; 15 nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. 16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. Mt 5.13-16

Disse Tiago: Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. 5 Ou pensais que em vão diz a escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúme? Tg 4.4-5.

Introdução - Que tipo de mundo se referem esses textos bíblicos citados acima? Que tipo de Ética o cristão deve ter? O cristão não pode amar o mundo (kosmos) e desagradar a Deus, tornando-se inimigo de Deus, como está escrito na Bíblia. Para se responder à estas perguntas é preciso saber que há, resumidamente, três tipos principais de Éticas e três tipos de mundos citados nas Escrituras onde o cristão deve se comportar e influenciar, prudentemente, a saber:

i. No cristianismo – Na ética cristã há um firme embasamento na revelação do Evangelho de Jesus Cristo, especialmente, no sermão do monte prescrito em Mateus capítulos 5 a 7. Trata-se de um referencial em termos de revelação imutável e absoluta, isto é, a revelação de “cima”, e a vivência e experiência humana daqui “de baixo do Sol”, respectivamente, de “a ética mística vertical” e de “a ética horizontal” na humanidade. Portanto, há uma resultante ideal e equilibrada do - “sobrenatural absoluto de Deus” – e, o - “natural-horizontal, circunstancial” - do ser humano criado a imagem e semelhança de Deus. (Gn 1.26-27; Mt 5.13-16; Rm 8,14; 1ª Co 2.9-16; 2ª Co 3.18; 5.17).

ii. O mundo "kosmos". No mundo "kosmos" há um sistema do mal organizado, invisível, espiritual, comandado por Satanás, o adversário de Deus, como disse o apóstolo Paulo: "v11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo; v12 pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniquidade nas regiões celestes". Ef 6.11-12.

Vejamos os três tipos de "mundos", a fim de situarmos o mundo "kosmos" onde Satanás gerencia:

a) O mundo geográfico. Mundo "geo" terra criada por Deus. A criação do céu e da terra e de tudo o que neles há: Gn 1.1,31 - v1 No princípio criou Deus os céus e a terra (...) v31 E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto. Na criação quem atua e sustenta é Deus que criou o céu e a terra, para que o homem seja alimentado, preservado e sustentado

b) O mundo secular: "era". Mundo "aion" que significa era ou século, contagem do tempo. A grande comissão da Igreja de Cristo age, através dos séculos, tirando um povo para o Seu nome, até a vinda de Jesus para reinar, como ele Disse: "v19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; v20 ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos". Mt 28.19-20. Neste tempo presente é onde vemos a história do comportamento humano, bem ou mal, conforme o homem obedece às leis de Deus ou não, até o dia final em que prestará conta quando Cristo Jesus haverá de julgar os atos históricos dos homens: v49 Assim será no fim do mundo (gr aion século): sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, v50 e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes". Mt 13.49-50; (...) E irão eles (ímpios) para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna". Mt 25.46. (Ler: Mt 25.31-46; Jo 3.16; Ap 20.7-15)

c) O mundo "kosmos" organizado por Satanás. O mundo "kosmos" que é o sistema mundano organizado por Satanás onde ele reina com os demônios. No mundo "kosmético" ele é o "príncipe regente" de tudo que tem origem "cosmética", para induzir o ser humano contra o Reino de Deus, como disse Jesus: "v30 Já não falarei muito convosco, porque vem o príncipe deste mundo, e ele nada tem em mim; Jo 14.30. (...) -, Novamente o Diabo o levou a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles; v9 e disse-lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares. v10 Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás". Mt 4.8-11. Neste sentido há três níveis do sistema mundano, a saber

1. Para os habitantes do mundo (gr kosmos): Como disse Jesus: "Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. v19 Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo (gr kosmos), antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia" Jo 15.18,19. (Ler: Jo 1,10; 3.16; 12.19;17.21; 14.17,21; Hb 11.38).

2. Para assuntos mundanos ou "kosméticos": É usado para assuntos derivados do mundo (gr kosmos) "cosmético". Neste sistema organizado por Satanás, invisível, espiritual, econômico, político, religioso, e dos prazeres carnais que despertam a concupiscência da carne, (Gl 5.16-21), é onde o Diabo opera contra o Reino de Deus, o qual culminará com o juízo final destinado a condenação eterna dos ímpios. (Ler: Mt 16.26; 1ª Jo 2.15-17; 3.17; 1ª Co 7.31; Ap 20.7-15).

3. Para as coisas abstratas que têm valores espirituais, morais ou imorais. Como está escrito assim: 1ª Co 2.12 (...) "o espírito do mundo"; 3.19 (...) "a sabedoria deste mundo"; (...) 7.31 "a aparência deste mundo"; Tito 2.12 "paixões mundanas (gr kosmikos)"; 2ª Pe 1.4 (...) "a corrupção das paixões que há no mundo (gr kosmos). Por isto que o cristão deve "a si mesmo guarda-se inconminado do mundo (gr kosmos), Tg 1.27. (Do livro: Não ameis o mundo de Watchman Nee)

iii. Valores éticos e sociais. Os valores universais, éticos e sociais são forjados, historicamente, na sociedade como um todo. Neste sentido, resumidamente, há três tipos de Éticas, a saber:

Segundo a Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, J. R. Champlim e J.. M. Bentes, Ed Candeia, a ética está dividida, resumidamente, em três tipos principais, onde a sociedade sedimenta os seus valores ético e sociais, a saber:

1. Ética absoluta, que procede de Deus;
2. A Ética relativa ou da situação que varia com as circunstâncias temporais;
3. A Ética de valores, que é o meio termo entre as duas Éticas acima mencionadas.

1. Ética absoluta que procede de Deus. Na ética absoluta o fundamento está firmado na Palavra de Deus que é invariável, absoluta, imutável e eterna. Daí todo aquele que crer na Palavra de Deus como única base de doutrina e fé prática, por conseguinte, todos os valores são forjados nas Santas Escrituras, tem como base os princípios eternos e absolutos, portanto, entram em choque permanente contra os valores relativos, mutáveis, éticos, morais e sociais, pós-modernidade. O fundamento está no Deus Imutável e Absoluto que disse: "EU SOU O QUE SOU", o Deus que não muda, como está escrito: v14 "Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós. Êx 3.14 (...). Como disse Jesus: v8 Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso. Ap 1.8 (...). Como disse o apóstolo Paulo: v8 Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente Hb 13.8.

2. Ética relativa da situação. Já nos valores da Ética relativa forjados nos valores circunstanciais da Ética da situação momentânea, que não têm permanência, porque eles são baseados no hedonismo, no materialismo, no individualismo, no utilitarismo, humanismo, e são amorais, portanto, variam diariamente a mercê dos interesses pessoais e coletivos. Isto é, não passa pela renúncia da vontade própria, do egoísmo, da cruz do discipulado, nem tem compromisso com Reino de Deus e com o próximo. A Ética relativa é acéfala aos valores absolutos do Deus Eterno, Santo, Absoluto, Invariável e Insubstituível (Hb 13.8).

3. A Ética de Valores. Quanto à Ética de valores, é o meio termo entre a Ética absoluta e a Ética relativa causando um conflito permanente de interação e acomodação, isto é, quando os valores são forjados na Ética cristã permanentes, então, influenciam e transformam a sociedade no temor de Deus, porém, ao contrário, quando a sociedade tende para a Ética relativa torna-se pluralista, eclética, vulnerável, corrupta, amoral, injusta. Em virtude das mudanças rápidas influenciadas pela mídia, pela televisão e pela internet, etc, consequentemente, os valores cada vez mais são mutáveis, ecléticos, vulneráveis, sincréticos, não tendo o tempo necessário para serem forjados e se estratificarem, e portanto, são frágeis e relativos.

iv. Nesse sistema dos valores forjados na sociedade - Os valores religiosos, éticos, econômicos, políticos e sociais, - têm de alguma maneira o toque invisível da influência de Satanás contra Deus, por mais que sejam "iluminados racionalmente". Isto nós vemos pelos fatos diariamente publicados nas manchetes em todo o "mundo kosmos", na televisão, nos filmes, nas guerras, nas drogas, nos sexos ilícitos, na pedofilia, nos assaltos, nos sequestros, nos roubos de verbas púbicas, e em coisas semelhantes, todos são forjados em valores maléficos numa sociedade que não quer ingerência de Deus!

v. O dilema do cristão diante da sociedade pós-moderna. O cristão tem que ser firme e resistir ao Diabo pela fé para que ele fuja para longe, (1ª Pe 5.6-10). Tem que tomar uma posição firme e inabalável. Se fraquejar e tornar-se amigo do mundo (gr kosmos), cedendo às pressões sociais corruptas, torna-se inimigo de Deus, ou se for fiel, e, portanto, amigo de Deus, certamente, influenciará e transformará a sociedade em que ele vive, assim: "(...) Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus". Mt 5.16.

vi. COMO O CRISTÃO DEVE AGIR ETICAMENTE

Como já sabemos o comportamento humano só pode ser mudado a partir da conversão e de uma mudança interior impulsionado pelo Espírito Santo, através do novo nascimento (Jo 3.3-7), e não do exterior circunstancial para o interior, assim: (...) Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. Jo 3.5. Como disse também Paulo:"Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo". 2ª Co 5.17

O cristão deve agir tendo em vista quatro padrões básicos do comportamento:

Primeiro - todos nós precisamos tomar decisões com boa base normativa;

Segundo - toda pessoa toma as suas decisões a partir daquilo que ele sabe o que é certo ou errado.

Terceiro - todas as decisões cristãs, eticamente corretas, são baseadas no nosso referencial ético, imutável, e absoluto, que é a Bíblia. Ela é o nosso manual de fé e de comportamento prático;

Quarto - quando o cristão toma decisões sem base bíblica, certamente erra e paga pelas suas consequências, como está escrito: "7 Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará; 8 Porque quem semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna". Gl 6.7-8.

vii. Princípios universais. Em qualquer sociedade humana é preciso ter normas ou princípios que orientem o comportamento das pessoas em comunidade. Caso contrário prevalece a desordem, acontecendo como nos dias da liderança dos juízos sobre o povo de Israel, assim: “Naqueles dias, não havia rei em Israel, porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos”. (Jz 21.25). A desordem foi estabelecida por falta de obediência às normas a todos prescritas a Moisés por Deus .

viii. O dilema do cristão. Como o cristão deve se comportar? Como resistir à pressão social que vem de fora? De que lado deve se posicionar o cristão para agradar ao Senhor da sua vida? Claro, ou há de agradar a um e desprezar o outro, ou há de dedicar-ser a um e desprezar o outro. Aos dois ao mesmo tempo não pode agradar, como disse Jesus: "24 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas". Mt 6.24

ix. Conflitos entre os valores éticos e sociais. Por conseguinte, o cristão genuino, verdadeiro, santo, entra em conflito permanente com a sociedade forjada nos valores relativos, mutáveis, amorais a mercê da situação momentânea e dos interesses pessoais. Dai o cristão deve atuar na sociedade como "sal e luz", interagindo, transformando-a com a pregação do Evangelho e com o seu testemunho autêntico. Se ele não tiver essa força espiritual e moral que procede do seu intimo submisso a Palavra de Deus, então, como disse Jesus, "Para nada mais presta, a não ser para ser lançado fora e ser pisado pelos homens", isto é, será desprezado pela sociedade em que ele vive, como está escrito assim: "v13 Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. (...) v16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus". Mt 5.13,16. Damos como exemplo o quadro acima que ilustra um conflito recente ocorrido na África, no qual muitos cristãos tiveram seus corpos carbonizados por causa da pregação do Evangelho.

x. Uma decisão certa e corajosa. A exemplo do profeta Daniel que não obedeceu ao decreto do rei Dario para só fazer petição a ele e não orar ao seu único Deus, foi lançado na cova dos leões e, mesmo estando sob sentença de morte, a sua fé não mudou e permaneceu fiel, assim: "22 O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, e eles não me fizeram mal algum; porque foi achada em mim inocência diante dele; e também diante de ti, ó rei, não tenho cometido delito algum". Dn 6.22. Resultado, o rei Dario se convenceu de que o Deus de Daniel era o único vivo, e fez outro decreto para que Ele (Deus) fosse adorado em todo o seu extenso império Medo-Persa, assim "(...) Com isto faço um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo, e permanece para sempre; e o seu reino nunca será destruído; o seu domínio durará até o fim". Dm 6.26. Pela sua fé firme em Deus Todo-Poderoso, Daniel mudou o conceito do rei idólatra para que o Deus verdadeiro fosse adorado em todo o seu império, portanto, houve uma transformação para o melhor.

Considerações finais. Devemos estar convictos de que o mundo (gr kosmos) é o sistema diabólico contra o reino de Deus. Temos que lutar com a Palavra de Deus nas mãos, com as armas espirituais, contra as hostes da maldade nos lugares celestiais, orando em todo tempo, para vencermos o sistema mundano, cosmético de Satanás, (Ef 6.'12). Para isto, é preciso crucificar esse mundo (gr kosmos) tenebroso, corrompido, e Deus será conosco, como disse o apóstolo Paulo: "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo". Gl 6.14. Como cristão devemos amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, batalhando contra as concupiscências mundanas, transformando a sociedade onde vivemos com nosso bom exemplo, tendo em vista o que ensinou o apóstolo João, a saber: v15 Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. v16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo. v17 Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre". 1ª Jo 2.14-15 -. Portanto, vivamos no presente século, justa e piedosamente, como "sal e luz" transformando a sociedade corrompida e carente de valores eticamente sadios e justos. Amem, (Pr Djalma Pereira).

Hino: Quem Tem Jesus Tem Tudo - Luiz de Carvalho

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O DESTINO DA ALMA APÓS A MORTE


Textos bíblicos: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” Mt 16:26

“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado”, 1ª Pe 1.18-19 -
“ (...) v19 E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. v20 Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? v21 Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus. Lucas 12:15-21

Introdução. O que é a alma? Por definição a alma (Gr psyche) quer dizer: “substância incorpórea, imaterial, invisível, imortal do ser humano, fonte e motor de todos os atos humanos, criada por Deus à sua semelhança”. (Gn 1.26-27; Mt 10.28). É onde reside o “psique” humano, a razão, a vontade, os sentimentos e as emoções (Gn 42.21, constituindo a personalidade e o caráter do homem, forjado nos valores éticos e sociais. Para o cristão é onde existe o “novo ser gerado, o “homem interior”, unido ao Espírito Santo de Deus”, submisso a Sua soberana vontade de acordo com os valores ético-cristãos com base no Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. (Gl 2.20). Nesse estágio espiritual a alma se alimenta, com prazer, das coisas celestiais onde reside o seu tesouro maior, na esperança da vida eterna. Espiritualmente já vive com Cristo nos lugares celestiais pela fé, e não pensa só nas coisas efêmeras e materiais da terra, porque houve uma troca na sua visão por valores melhores. Como disse o apóstolo Paulo: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória”. Cl 3.1-4. A grande pergunta é esta: Para onde irá a alma do ser humano depois da morte? Vejamos algumas revelações da Palavra de Deus neste sentido:

A EXISTÊNCIA ETERNA E A CONSCIÊNCIA DA ALMA

i. A existência da alma é eterna. Existe no corpo ou fora do corpo depois da morte, conforme está escrito:. Ap Ap 6.9; 20.4). “E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos”.Ap 20:4. (Is 10.18)

ii. Tem consciência e memória até depois da morte – Na história do rico e Lazaro Jesus mostra que o rico no inferno tinha lembrança de seus irmãos aqui na terra, e dialogava com o “Pai Abraão” pedindo o socorro:de Lázaro, assim:. Lc 16.19-31 (...) “E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama”. Lucas 16:24; (...) Já no livro de Apocalipse capítulo 6.9-11, vemos “as almas que foram martirizadas clamando com grade voz, pedindo vingança do seu sangue”, assim: “E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram”. Ap 6:9-11. (Ler: Ap 6.9-11; 14.11-13; 24.4).

A MORTE FÍSICA É A SEPARAÇÃO DA ALMA DO CORPO

i. Morte física em Gn 3.17-19 -.Aqui Deus decreta a morte física para todo ser vivente por causa do pecado da desobediência à sua Palavra, ou seja, assim: (...) “E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás”. Gn 3:17-19. Como também disse Salomão no livro de Eclesiastes: (...) e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu. Ec 12.7

ii. O apóstolo Paulo chama-a de “a lei do pecado e da morte”. O apóstolo Paulo reafirma a morte física chamando-a da “lei do pecado e da morte”, assim:. “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte”. (Rm 8.2), e, também, a origem do pecado e da morte desde Adão: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”. Rm 5:12

A MORTE ESPIRITUAL É A SEPARAÇÃO DA ALMA, DE DEUS

i. Primeira morte espiritual em Gn 2.16-17
- v16 "Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; v17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Portanto, pelo pecado a morte passou a todos os homens, como disse o apóstolo Paulo: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor”. Rm 6:23.

ii. Segunda morte espiritual em Ap 20.14-15.. Depois da queda pelo pecado desde Adão, o homem foi separado de Deus, espiritualmente e, a partir daí, passou a morrer tanto espiritualmente como fisicamente, tornou-se dicotômico, só alma vivente, só com alma e o corpo. Se morrer sem crer em Jesus como seu suficiente, Salvador, não “nascer de novo”, vai para o "inferno ou para lago de fogo e enxofre que é a segunda morte espiritual", existindo eternamente, porém, separado de Deus, no corpo do pecado, porque a alma é eterna em sua existência, não se extingue com a morte física. Como está escrito assim: “E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” Ap 20:14-15. (Ler: Ap 20.11-15).

A GRANDE SALVAÇÃO DO PECADO E DA MORTE

i. A grande salvação. Como escapar de tão grande condenação? Só crendo em Jesus e nascer de novo da água espiritual que é a Palavra de Deus e do Espírito Santo, que é o selo de Deus na alma do salvo por Jesus, como está escrito: “(...) Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo; em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória”. Ef 1:12-14. Para aniquilar a "lei do pecado e da morte", só mesmo uma "grande salvação", assim: "(...) v17 Porque, se pela ofensa de um só, a morte veio a reinar por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. v18 Portanto, assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação e vida. v19 Porque, assim como pela desobediência de um só homem muitos foram constituídos pecadores, assim também pela obediência de um muitos serão constituídos justos. v20 Sobreveio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; v21 para que, assim como o pecado veio a reinar na morte, assim também viesse a reinar a graça pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor".

ii. O Novo Nascimento - Como Deus reconstitui a tricotomia no homem, ou seja, corpo, alma e esírito, como está escrito em 1ª Ts 5.23? “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo". Só através do Novo Nascimento espiritual, quando o homem aceita Jesus e crer genuinamente nEle, "nasce de novo da água e do Espírito Santo", assim: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus". João 1:12-13, conforme Jesus disse a Nicodemos: “Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”. Jo 3:5-6. Com outras palavras disse o apóstolo Paulo: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” 2ª Co 5.17

iii. Todo crente genuino em Jesus tem o Espírito Santo habitando nele. Como disse Paulo: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça”. Rm 8:9-10.. Desta maneira o homem é reconciliado com Deus, selado com o Espírito Santo, (Ef 1.13,14; 2.8-9), e a partir daí, é novamente reconstituído a sua semelhança com a Trindade Divina, passando a ser "tricotômico", porque é gerado de novo, ou seja "regenerado" pelo Espírito Santo, e é por adoção chamado filho de Deus, como está escrito assim: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”. Rm 8.15-16. (Ler: Jo 3.1-7; Rm 8.14)

O DOM GRACIOSO DA VIDA ETERNA (Ef 2.8-10)

i. A vida eterna – Disse Jesus: Jo 5.24 “Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida”.(...) Jo 17.2-3 – “v2 assim como lhe deste autoridade sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos aqueles que lhe tens dado. v3 E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste” (...) . Rm 6.23 Disse o apóstolo Paulo: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor” (...) Disse o apóstolo João: 1ª Jo 5.8-13 – “v10 Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê, mentiroso o fez; porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu. v11 E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. v12 Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. v13 Estas coisas vos escrevo, a vós que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna”.

ii. A adoção de filho na família de Deus – Atentemos para a palavra do apóstolo Paulo sobre este tema importante, sobre nossa adoção de filhos e co-herdeiros de Cristo Jesus: “v15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai! v16 O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus; e, se nós somos filhos, também somos herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; v17 se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados". Rm 8.15-17(...). “v26 Pois todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. v27 Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo. v28 Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”.Gl 3.26-28.

iii. À semelhança do corpo de Cristo ressuscitado. O apóstolo João neste texto afirma que seremos "semelhantes a Ele" (Jesus), quando Ele se "manifestar", e nossos corpos forem ressuscitados, imortalizados e glorificados na Sua vinda para arrebatar a Sua Igreja, assim: v1 Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus; e nós o somos. Por isso o mundo não nos conhece; porque não conheceu a ele. v2 Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos. v3 E todo o que nele tem esta esperança, purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro”.1ª Jo 3.1-3 (...) Em outros termos o apóstolo Paulo explica como traremos a "imagem do segundo homem celestial e espiritual", assim: "(...) v47 O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu. v48 Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais. v49 E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial". 1ª Co 15.47-49.

A RESSURREIÇÃO PARA A VIDA ETERNA

iii. A ressurreição para a vida eterna, Dn 12.1-2, “Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo; e haverá um tempo de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. (...) Disse Jesus: Jo 5.28-29 – “Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”.

a. Transformação espíritual dos corpos dos salvos.
A transformação dos corpos dos salvos em Cristo, como disse o apóstolo Paulo: 1ª Co 15.50-53 “(...) v50 Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção. v51 Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, v52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. v53 Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade”.

b. O Arrebatamento dos salvos após a primeira ressurreição. Após a primeira ressurreição, o destino dos salvos em Cristo Jesus, como filhos de Deus, herdeiro de Deus e co-herdeiros com Cristo, é o paraíso ou terceiro céu, como disse o apóstolo Paulo: 1ª Ts 4.16-17 -(...) 1ª Ts 4.13-15 - v13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança. v14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. v15 Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem."
v16 Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. v17 Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor". .Como disse o apóstolo João no Apocalipse: (...) Ap 20.6, “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos”.

c. O Paraíso é a morada dos salvos em Cristo. Nesse texto bíblico abaixo fica claro o destino das almas dos salvos em Cristo após a primeira ressurreição, será o Paraíso ou o terceiro céu, para vivermos eternamente com Cristo na presença de Deus Pai. É o mesmo lugar onde Jesus na cruz disse para o ladrão da sua direita, assim: (...) “40 Respondendo, porém, o outro (ladrão), repreendia-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando na mesma condenação? v41 E nós, na verdade, com justiça; porque recebemos o que os nossos feitos merecem; mas este nenhum mal fez. v42 Então disse: Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.v43 Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. Lc 23.40-43. O apóstolo Paulo foi arrebatado ao Paraíso e revela-nos sua experiência com estas palavras: “v2 Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei; Deus o sabe) foi arrebatado até o terceiro céu. v3 Sim, conheço o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei: Deus o sabe) v4 que foi arrebatado ao paraíso, e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir”. 2ª Co 12. 2-4. Portanto, é só se arrepender dos seus pecados e crer em Jesus como salvador suficiente para ter a vida eterna e morar com Cristo na eternidade. Ler: Jo 14.1-4.

OU PARA A CONDENAÇÃO ETERNA

d. Na segunda ressurreição para a condenação e morte eterna. Como está escrito no livro do Apocalipse:

i. Condenação eterna. Após o juízo final - “v7 Ora, quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, (...) v11 E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles. v12 E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras v13 O mar entregou os mortos que nele havia; e a morte e o hades entregaram os mortos que neles havia; e foram julgados, cada um segundo as suas obras. . Ap 20.7, 11-13.

ii. A morte espiritual eterna. Como está, também, escrito: “v14 E a morte e o hades foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. v15 E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo” . Ap 20.14-15. (...) v8 Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte” Ap 21.8.

Depois do juízo final, do trono branco, o destino das almas condenadas é para sempre, eternamente, no lago de fogo e enxofre que é a segunda morte espiritual. Medite bem nisto e faça uma decisão firme aceitando Cristo Jesus como Salvador e Senhor da sua alma, para não ir para este terrível lugar!

Considerações Finais. O valor de uma alma é incalculável como está escrito acima (Mt 16.26) É por isto que Deus deu o Seu Filho amado - Jesus Cristo - para morrer na cruz pelos nossos pecados, cujo sangue é o preço da nossa redenção, assim: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Jo 3.16. Consideremos o que disse o apóstolo Paulo: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertecem a Deus”. 1ª Co 6.19-20. (1ª Pe 1.18-19)

Portanto, é a própria Palavra de Deus que nos diz sobre a nossa salvação e filiação na família de Deus através de Jesus Cristo. Mas, só é para quem crer em Jesus Cristo e nascer de novo da água e do Espírito. Atente para a advertência que Jesus fez ao louco rico da parábola, como esta escrito acima, e tome uma decisão agora, aceitando Jesus como Salvador e Senhor da sua alma para ir morar no Paraíso, moradada eternna dos salvos: "Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus". Lc 12:20-21. Amém. (Pastor Djalma Pereira)

OS GALHOS SECOS DE UMA ÁRVORE QUALQUER - RENASCERAM

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

NATAL É TER JESUS NO CORAÇÃO


Textos bíblicos: Lc 2.9-11; Jo 1.11-12; 17.23; Rm 8.9, 14; 1ª Jo 5.9-13.

E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Lucas 2:9-11.

Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. João 1:11-13

Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim. João 17:23

(...) v11 E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. v12 Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. v13 Estas coisas vos escrevo, a vós que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna”. 1ª Jo 5.11-13

Introdução - Examinando o nascimento de Jesus na manjedoura em Belém observamos que o verdadeiro sentido do Natal é ter o conhecimento do que quer dizer: “Emanuel”, isto é, Jesus está habitando conosco, como está escrito: E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, (Is 7.14), que diz: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco. Mateus 1:21-23. Porque, o nascimento de Jesus na manjedoura em Belém, significa que Jesus veio a este mundo pecador para nascer em cada coração arrependido que O recebe, assim:. "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo" (Ap 3.20). No Reino de Deus ter Jesus como Salvador e Senhor no seu coração, é nascer de novo para ser filho de Deus, (Jo 1.11-12), ser genuino cristão e ter o Espírito Santo habitando no coração (Rm 8.9,14). Então, só assim pode dar testemunho de sua transformação, porque tem o Espírito Santo habitando no seu coração, (Rm 8.9), e portanto, tem poder para testemunhar do nome de nosso Senhor Jesus Cristo, com frutos dignos de arrependimento.

O verdadeiro Natal é ter Jesus no coração nas seguintes condições:

i.Ter Jesus no coração para ter a vida eterna. “Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida”.Jo 5.24; (...) v12 Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1ª Jo 5.12)

ii. Entrar pela porta no aprisco celestial. Como disse Jesus: "Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens" (Jo 10.9). A fé salvadora em Jesus Cristo é a porta de entrada na Graça de Deus para a salvação pela fé em Jesus Cristo como suficiente Salvador e Senhor, pela redenção dos nossos pecados pelo sangue de Jesus derramado na cruz do Calvário - Obra Perfeita Eficaz de Cristo – (1ª Co 6.19; 1ª Pe 1.18-19). Como escreveu o apóstolo Paulo, o doutor dos gentios: “v1 Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, v2 por quem obtivemos também nosso acesso pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e gloriemo-nos na esperança da glória de Deus”. Rm 5.1-2. (...) “v8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. v9 não vem das obras, para que ninguém se glorie. v10 Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas” Ef 2.8-10.

iii. Ter obras para provar a fé que tem, realmente, no coração. Como disse Tiago: “Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? Tg 2.14 (...) Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma. Tg 2.17. Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Tg 2.17-18. (...) Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta. Tg 2.18.

iv. Ter testemunho autêntico. Praticar a Palavra de Deus provando que é genuino cristão. Como disse Jesus no sermão da montanha: v21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. v22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? v23 E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; v24 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha”. Mt 7.21-24. Assim, o cristão genuíno dará verdadeiro testemunho como luz no meio das trevas do pecado. (Êx 20.16; Mt 5.37; Jo 8.12; Ap 21.8)

Considerações finais. O verdadeiro Natal é ter Jesus reinando na “manjedoura do nosso coração”. Para isto é preciso “nascer de novo da Água (da Palavra) e do Espírito Santo”, para poder entrar no aprisco celestial. Dai a necessidade de nascer de novo como Jesus disse a Nicodemos: “(...) Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”, (Jo 3:5), isto é, ser transformado em nova criatura, como disse o apóstolo Paulo: Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. (2ª Co 5:17). (...) “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. (Gl 2.20). (...) “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito”. Gl 5:24-25.

Portanto, o verdadeiro Natal de Jesus é ter Cristo habitando e reinando em todo nosso ser – corpo, alma e espírito – que quer dizer “EMANUEL, Deus conosco”, (Mt 1,23), conservando-nos em inteira santidade até a volta de Jesus para arrebatar a Sua Igreja, como está escrito assim: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. 1ª Ts 5:23. Amém. (Pr Djalma Pereira)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

INTERDEPENDÊNCIA EM TER, SER, DIZER E FAZER



Textos bíblicos: Jo 5.24; Rm 5.1,9; Mt 7.21-29; Tg 2.14-18; 1ª Co 3.4-16, Ap 22.12


Introdução - Examinando os verbos ter, ser, dizer e fazer observamos que é indispensável ao conhecimento do verdadeiro discípulo de Jesus, saber que os referidos verbos, são interdependentes e complementares, porque, no Reino de Deus sem ter Jesus como Salvador e Senhor, portanto, por não ser filho de Deus, (Jo 1.11-12), não tem o Espírito Santo habitando nele (Rm 8.9), não tem autoridade de dizer ou pregar o Evangelho, e não tem como fazer obras dignas de arrependimento dando testemunho de sua transformação. Como não tem Jesus, nem o Espírito Santo, (Rm 8.9), por conseguinte, não tem frutos para a vida eterna. Evidentemente, há uma “corrente inquebrável”, um entrelaçamento interdependente no discipulado e na vivência prática no Senhor, em ter, em ser, em dizer e em fazer, tendo o Evangelho de Jesus Cristo, como a única regra de fé e conduta prática. Como Ele mesmo disse: “vós sois os meus amigos se fizerdes o que vos mando” Jo 15.14.


Vejamos agora a interdependência sequencial entre o Ter, o Ser, o Dizer e o Fazer.>>>>>a) O VERBO “TER”- Primeiro é preciso ter Jesus no coração e ter a vida eterna, para depois ser, dizer e fazer como discípulo. Portanto, é imprescindível ter Jesus como Senhor e ter o Espírito Santo reinando no íntimo do seu ser, para que exista uma interdependência espiritual entre Cristo Jesus e seus discípulos, como Ele disse assim: Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. Jo 15:5.


O Ter Jesus implica em ter as seguintes condições:


i. Ter Jesus no coração para ter a vida eterna. É preciso ter Jesus para ter a vida eterna, como Jesus mesmo disse: “Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida (Jo 5.24). É como o apóstolo João disse a respeito do Filho de Deus assim: (...) v11 E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. v12 Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. v13 Estas coisas vos escrevo, a vós que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna”. 1ª Jo 5.11-13


ii Ter paz com Deus pela fé em Jesus Cristo é a porta de entrada da Graça. Ter esclarecimento de que a salvação é de graça pela fé em Jesus Cristo como suficiente Salvador e Senhor, e que o galardão no Tribunal de Cristo, (2ª Co 5.10) é o prêmio para os fieis servos trabalhadores da Seara ( Mt 10.42; Lc 9.62; 2ª Tm 4.7-8; 2ª Jo v8; Ap 22.12;). Portanto, a salvação de graça é para quem tem fé genuína na redenção dos seus pecados pelo sangue de Jesus derramado na cruz do Calvário - Obra Perfeita Eficaz de Cristo – (1ª Co 6.19; 1ª Pe 1.18-19), porém, o galardão é o prêmio para os servos fieis trabalhadores da Seara do Senhor. (Mt 25.19-23). Como escreveu o apóstolo Paulo, o doutor dos gentios: “v1 Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, v2 por quem obtivemos também nosso acesso pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e gloriemo-nos na esperança da glória de Deus”. Rm 5.1-2. (...) “v8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. v9 não vem das obras, para que ninguém se glorie. v10 Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas” Ef 2.8-10


iii. Ter obras para provar a fé genuína que tem. Como disse Tiago: “Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? Tg 2.14 (...) Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma. Tg 2.17. Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Tg 2.17-18. (...) Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta. Tg 2.18.


iv. Ter obras de boa qualidade para ter galardão na glória eterna. Haverá o julgamento das nossas obras como discípulos no tribunal de Cristo, para recebermos os galardões, assim: (...) v13 a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será revelada no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um. v14 Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão. v15 Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo. 1ª Co 3.13-15. (...) Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”. 2 Co 5:10. (...) Eis que cedo venho e está comigo o meu galardão, para retribuir a cada um segundo a sua obra. Ap 22.12.



v. Ter testemunho autêntico. Praticar a Palavra de Deus provando o discipulado verdadeiro. Como disse Jesus no sermão da montanha: “v18 Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. v19 Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.

v20 Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. v21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. v22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? v23 E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; v24 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha (Mt 7.21-24). Assim, dizer e não fazer o que diz, é falso testemunho. (Êx 20.16; Mt 5.37; Ap 21.8)


b) >O VERBO "SER" – O ser é a essência do caráter de Deus. O ser sem ter Jesus e não praticar a sua Palavra na vida diária, não tem valor para com o Deus que Se declarou ser a verdade e ser o mesmo eternamente, como disse Jesus, assim: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”, Jo 14:6.

i. Como disse Deus a Moisés: “v14 Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos olhos de Israel: EU SOU me enviou a vós”. Êx 3.14.


ii. Como disse Jesus: “(...) Antes que Abraão existisse “EU SOU”. Jo 8.58b.


iii. Como também disse o apóstolo Paulo aos Hebreus:Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente”. Hb 13:8.


iv. Portanto a conjugação do verbo “ser” para o verdadeira discípulo de Jesus, tem o caráter da eternidade e da verdade. Ser autêntico aqui e agora, para ser o verdadeiro filho de Deus na eternidade. Pois, assim como Ele é o seremos, herdando a mesma natureza eterna do “novo ser espiritual”, como está escrito: Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”. 1ª Jo 3.1-2. (1 João 3:1-2; 1ª Co 15.44-64; Fl 3.20-21).


v. Não ser ouvinte esquecido, mas, cumpridor da Palavra de Deus como também disse Tiago: V22 (...) E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. v23 Pois se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante a um homem que contempla no espelho o seu rosto natural; v24 porque se contempla a si mesmo e vai-se, e logo se esquece de como era. v25 Entretanto aquele que atenta bem para a lei perfeita, a da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas executor da obra, este será bem-aventurado no que fizer. Tg 1.22-25



c) O VERBO "DIZER". Dizer sem fazer é ser falso discípulo de Jesus. O discurso, muitas vezes eloquente e emocionante, se não for autenticado com a vivência prática, perde o valor e autoridade de quem fala. “O exemplo convence, porém, as simples palavras voam ou desaparecem no esquecimento”. É como disse Jesus: Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”. Mt 7:21


d) O VERBO "FAZER" – O fazer primeiro para depois dizer ou ensinar, credencia o discurso autêntico e verdadeiro. É diferente da doutrina dos fariseus, comparado por Jesus como o “fermento dos fariseus”, que ensinavam, mas, não faziam, não praticava o que diziam. Fazer como Jesus fez primeiro para depois, ter autoridade de ensinar (dizer) a verdade, assim: “(...) E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina; porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas”. Mt 7:28-29. Como está confirmado em Atos dos apóstolos: (...) “v1 Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar, V2 Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera; At 1.1-2. O verdadeiro discípulo de Jesus tem que ter frutos dignos de arrependimento, evidenciando a fé que tem no seu coração, através de suas boas obras ou frutos. (Tg 2.14-18).


Considerações finais. Dizer sem fazer é ser falso discípulo, e evidencia que a pessoa não tem Jesus reinando no seu coração, porque não “nasceu de novo da Água (Palavra) e do Espírito”, como Jesus disse a Nicodemos: Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”, (Jo 3:5), isto é, não foi transformado em nova criatura, como disse o apóstolo Paulo: Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. (2ª Co 5:17).


Portanto, assim fica claro a “interdependência” em ter, ser, dizer e fazer. Porque dizer sem fazer é ser falso discípulo, e evidencia que não tem Cristo reinando no seu coração, por não ter sido transformado em nova criatura, por conseguinte não ser filho de Deus. É preciso ter Jesus reinando no coração para ser, dizer e fazer, e para declarar que Jesus Cristo é o Senhor da sua vida, como autêntico discípulo, assim, como também disse o apóstolo Paulo: “(...) e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo”. (1ª Co 12.3b). (...) “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. (Gl 2.20). (...) “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito”. Gl 5:24-25. Amém. (Ler: Fl 2.9-15) (Pr Djalma Pereira)







sábado, 5 de novembro de 2011

O PRINCÍPIO DA UNIDADE NA IGREJA.


O AMOR É A BASE DA UNIDADE NA IGREJA.
Textos bíblicos: (Sl 133; Jo 17.11, 21-23; At 2.42; 1ª Co 1.10; 12.12-13, 25-27; Ef 4.1-16)

Oração Intercessora de Jesus pela unidade: “(...) Eu não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda-os no teu nome, o qual me deste, para que eles sejam um, assim como nós” Jo 17.11. ( ...) v20 rogo não somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; v21 para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. v22 E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. V23 Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim”. Jo 17.11,20-23.

Introdução. O testemunho vivo da Igreja está na unidade espiritual expresso pelo amor dos membros do corpo de Cristo Jesus – a Igreja - que somos nós vinculados pelo amor, assim: Ef 4.15-16 “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor”. (...) “Se alguem diz:Eu amo a Deus, e aborrece a seu irmão, é mentiroso. pois quem não ama a seu irmão, o qual viu, como pode a amar a Deus, que não viu?” 1ª Jo 4.20.

a) A união espiritual no Corpo de Cristo – a Igreja. 1ª Co 12.12-13, “v12 Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. V13 Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito”. (...) 1ª Co 12..26-27; “De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular”.

b) União na fé confessional. 1ª Co 1.10; “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. (...) Ef 4.13; Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”.

c) União na doutrina; At 2.42; ”(...) e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”. Ef 4.14. “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente”.

d) União comunitária; At 4.34-35; Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha”.

e) União Espiritual nos cultos. At 2.46-47. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”.

f) O testemunho vivo da Igreja - consiste em vivermos intensamente o amor de uns para com os outros pelo poder do Espírito Santo que em nós habita. (Rm 8.5,9; 1ª Co 6.19-20; 13). Jo 17.23; Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim. (...) "Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus". (1ª Co 6.19-20).

Considerações finais. O distintivo maior e melhor do verdadeiro Cristão, é viver em comunhão no amor incomparável que nosso Senhor Jesus Cristo nos ordenou, assim: Jo 13.34-35; Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. Amém. (Pr Djalma Pereira)



b) A união na fé confessional. 1ª Co 1.10; “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer”. (...) Ef 4.13; “Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”.

c) União na doutrina. At 2.42; ”(...) e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”. Ef 4.14. “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente”.


d) União comunitária. At 4.34-35; Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha”.

e) União Espiritual nos cultos. At 2.46-47. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”.

f) O testemunho vivo da Igreja. Consiste em vivermos intensamente o amor de uns para com os outros pelo poder do Espírito Santo que em nós habita, assim: (Rm 8.5,9; 1ª Co 6.19-20; 13). Jo 17.23; “Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim”. (...) Ef 4.15. “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor”.

Considerações finais.O distintivo maior e melhor do verdadeiro Cristão, é o viver em comunhão no amor incomparável de nosso Senhor Jesus Cristo como Ele nos ordenou, assim: Jo 13.34-35; “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. Amém. (Pr Djalma Pereira)