quarta-feira, 11 de junho de 2008

Escatologia - Acontecimentos Finais das Profecias (I)



INTRODUÇÃO

Toda revelação bíblica do plano eterno de Deus, desde o Gênesis até o Apocalipse, se encerra com o cumprimento das profecias escatológicas reveladas no livro de Apocalipse - revelação de Jesus Cristo dada ao apóstolo João - quando ele (João) estava preso na ilha de Pátmos por causa do testemunho de Jesus Cristo. (Ap 1.1). O coroamento de toda profecia escatológica só se completará com o segundo advento de nosso Senhor Jesus Cristo, com poder e grande glória, para reinar. (Mt 24.29-31; 25.31-46; Jd 14). Assim culminará o círculo completo da vitória de Jesus Cristo conquistada na cruz e na Sua ressurreição, (Mt 28.16-20), como está escrito: "E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesús, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir". (At 1.10-11). "Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso". (Ap 1.7-8).


O estudo das profecias das Últimas Coisas, ou Coisas Finais, é chamado de ESCATOLOGIA. No grego a palavra é formada de duas palavras: escathos – posterior, final, e logia – estudo, ensino.
Foi o profeta Isaias que previu o resultado total da Obra de Cristo Jesus no calvário, - (Is 53.11a) "(...) o trabalho de sua alma ele (Jesus) verá, ficará satisfeito (...)" - que só se completará após o arrebatamemto da Igreja Triunfante, o milênio, o juizo final, a prisão eterna de Satanás com todos seus companheiros, e a entrada na era da eternidade, isto é, "(...) quando tiver entregado a Deus, ao Pai, e quando houver aniquililado todo o império, toda potestade e força, (...) até que haja posto todos inimigos debaixo de seus pés". (1ª Cor 15.23-25). Ler: Is 53.10-11; 1ª Cor 15.20-28, Ap 19.11-21; 20.11-15; caps. 21 e 22.

Esses acontecimentos futuros e o nosso estado eterno futuro serão abordados, tendo em vista, o centro dos “acontecimentos proféticos futuros”, sobre estes pontos principais, que comentaremos resumidamente. Dividiremos este assunto em duas partes, no Antigo e no Novo Testamento, a saber:

I – NO VELHO TESTAMENTO:

1) A estátua do sonho do Rei Nabucodonoso. Foi interpretado pelo profeta Daniel, que descreve profeticamente a seqüência dos impérios mundiais e a sua destruição por Cristo, por ocasião da Sua segunda vinda, período que se chama de “os tempos dos gentios”. Dn 2:31-45; 7:1-28; Mt 20:33-46; Lc 21:24; Rm 11:25; Ap 13:1-10; 16:13-19;

2) A septuagésima semana profética de Daniel do “fim dos tempos”: (Dn 9:24-27) A qual corresponde ao período da tribulação, dividido em duas metades de três anos e meio. (Dn 12.11-12; Mt 24.15-35; Lc 21.24; Rm 11.25; Ap 11.2; 12.6,14)

3) O trono de Davi. Conforme consta nas profecias de: II Sm 7:12-16; Sl 2; 89:34-37; 110; Is 9:6,7.

II – NO NOVO TESTAMENTO:

1) A Pessoa de Cristo Jesus. Como o Messias se assentará no trono chamado de “o trono de Davi”, para exercer o governo milenial: Dn 7:9-14; Hb 1.-13; Lc 1:31-33; Mt 25:31-32ss.; Fl. 2:9-11; I Co. 15:23-28; Ap 19:11-16; 20:6.

2) A iminência – A supresa do segundo advento de Cristo. “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus...” (Mt 24.36). Exortação à vigilância: Mt 24:36-51; 25:1-13; Mc 13:32-37; Lc 21:34-36; 12:42-48; I Co 4:2; I Ts 3:13; 5:23; I Jo 2:28; 3:1-3; Ap 22:12.

3) Período da Igreja Universal ou tempo do Evangelho da graça de Deus. Como disse o apóstolo Paulo: “(...) contanto que cumpra com alegria, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do Evangelho da graça de Deus” (At 20.24). Lc 21.24; Rm 11.25. Este é o PARÊNTESE ESCATOLÓGIGO, definido no livro de Apocalipse como “as coisas que são (...) Ap 1.19a.

4) O arrebatamento da Igreja Triunfante - O Mistério oculto, não estava revelado no Velho Testamento, o qual o foi só no Novo testamento, pois, Jesus ainda não tinha sido crucificado e ressuscitdo para ser o fundamento da Igreja, (Mt 16.17-18; 1ª Cor 3.11). Como disse Paulo: “(...) Eis que vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta (...). (Mt 24:36-41; Lc 17:25-37; Jo 14:1-3; 1ª Co 15:51-58; 1ª Ts 4:13-18; 5:1-10).

5) O julgamento dos salvos no tribunal de Cristo, para receber os galardões e as coroas. Aqui não há condenados, mas sim, somente salvos vencedores, galardoados para receber posição de glória e poder para reinar com Cristo Jesus, como reinos e sacerdotes. Como está escrito: "E, eis que cedo venho, e o meu galadão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra". Ap. 21; 22. Ler mais: I Cor 3.11-15; 9.24-27; II Tm 4.7-8; Tg 1.12; Ap 2.10b; Pe 5.3-4; II Cor 5.10; II Jo 8.

6) A Parousia - A volta de Jesus, como Rei Filho de Davi, à terra no final da tribulação, para reinar. (“...) mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos” (Ap 20.6b). Ler:Zc. 12:10; 13.7-9;14:4-15; Is 29:6; Mt 24:29-31; Jo 18.33-37, 19.14; Ap 1:7; 16:15-19; Jd 14

7) Julgamento das nações vivas. Quando Cristo (como Filho do homem) voltar à terra, depois da tribulação para julgar as nações existes nesse tempo, e, após, dar entrada no milênio: Mt 25:31-46.

8) O milênio ou reino milenar - O modelo e o padrão do reino milenar de Cristo sobre a terra, durante mil anos: "Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na pfimeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo; e reinarão com ele mil anos". (Ap.20.6). Ler: Dt 28:13; Is 11:1-16; 52; 65:18-25; Zc 8:20-23; Ap 20:1-6.

9) O juízo final do trono branco. Depois do reino milenial, todos os condenados que não aceitaram a graça de Deus em Cristo Jesus como Salvador e Senhor, serão julgados segundo as suas obras de pecados e serão lançados no lago de fogo e enxofre que é a segunda morte. Como está escrito: “E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, (...), e vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. (...) e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, (...) e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. Aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”. (Ap 20.11-15).

10) A era da eternidade - Fim do que compreendemos por tempo, e, início da eternidde que não terá mais fim. I Co. 15:24-28

Neste “resumo escatológico” nos reportaremos, principalmente, aos livros do Antigo Testamentode: Daniel, Salmos, Isaias, Zacarias, e, do Novo Testamento, especificamente, de Mateus, (Cap. 24 e 25), Lucas, (Cap. 21), Apocalipse, e de algumas epístolas dos apóstolos Paulo e Pedro, " (I Ts 4:1-18; 5:1-10; II Ts. 2:1-11; II Pd 3:1-15). (Continua>>>>)

sábado, 31 de maio de 2008

AS TRÊS CRUZES DO DISCIPULADO



O DISCÍPULO DE JESUS DEVE LEVAR SUA CRUZ CADA DIA.



O sentido da cruz do discípulo que segue após o Senhor está exarado nas seguintes palavras ditas por Jesus, assim: "(...) se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perde-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará". Lc 9.23-24.

Como a mensagem da cruz opera no discipulado? Opera de três maneiras importantes, a saber:

1a. Opera crucificando o "ego" do discipulo para que a sua vida seja dirigida acima das pressões sociais. (Lc 9.23; Mt 5.13-16)

A crucificação do "égo" - Do "ego", ou do próprio "eu" do ser humano é que procede o egoismo, os seus próprios interesses e a soberba. É, na alma do ser humano, na sua personalidade onde reside a vontade, as paixões, as faculdades psíquicas, intelectuais, morais, os afetos e os sentimentos que o dominam. A vida do homem sem a cruz de Cristo, naturalmente, torna-se uma vida egoista, materialista, hedonistica, etc. O homem só se submete à vontade soberana de Deus quando o seu "ego" for crucificado com Cristo, e, se ele nascer novamente do Espírito, (Jo 1.12-13; 3.3-7). Só então, poderá viver a vida abundante em Cristo e seguí-Lo. Isto significa que o "ego" humano deve ser substituido pelo "ide" do Espírito Santo que o guiará por toda a vida. (Rm 8.5-14). Como está escrito em 1ª Cor 5.17: "Assim que, se alguem está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo".

Negando-se a si mesmo - O verdadeiro discipulo de Cristo deve provar sua lealdade "negando-se a si mesmo", crucificando todo o seu egoismo e submetendo-se à soberana vontade do seu Senhor. Como disse o apóstolo Paulo nestas palavras: "Já estou crucificado com Cristo, e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim". Gl 2.20. Quando Jesus disse: "segue-me" está indicando a própria autonegação do "ego" do discípulo. Ele está ensinando a seus discípulos a negarem as suas próprias vontades, seus próprios interesses, renderem-se à Sua soberana vontade, e seguirem-nO.

2ª. Opera crucificando a vida presente do discipulo.

Negando a vida secular presente. - A verdadeira vida cristã que acompanha o discipulo resulta da dedicação completa no servir a Deus de todo o coração. Quando Jesus disse: "(...) Pois, quem quiser salvar a sua vida perde-la-á, mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á", está monstrando a relação inversa sobre a vida diária do discípulo em comparação à superioridade da vida espiritual, agora e na eternidade. O discípulo deve descansar sob o jugo de Jesus sem ansiedade, como Ele disse: "(...) Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas". (Mt 11.29). A prioriodade pelo o Reino de Deus na vida diária é a regra comportamental ideal do discipulo, ao invés da ansiedade e da preocupção exessiva com a vida material, como está escrito assim: "(...) Mas buscai primeiro o reino Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas (materiais) vos serão acrescentadas". (Mt 6.33). Ler: Mt 6.24-34;16.24-27; Lc 9.23-27; Mc 8.34-37.

3ª Opera crucificando o mundo (kosmos) que o cerca. (Gl 6.14).

Crucificando este mundo secularizado. - O mundo (kosmos) como já vimos, anteriormente, é gerido por Satanás, seu príncipe regente, o qual é oposto ao reino de Deus. Razão porque, o mesmo deve ser tratado pelo discípulo de Jesus, como estando crucificado. Para o verdadeiro discípulo do Senhor, tanto o "ego" humano quanto o mundo (kosmos) materialista, secularizado, corrompido devem estar crucificados, mutuamente, isto é, como mortos, aniquilados, a fim de que o discípulo cristão possa viver vitoriosamente sob à vontade soberana de Deus. O mundo (kosmos) e o Reino de Deus, são por natureza antagônicos, portanto, este deve sobrepor, sempre, sobre aquele. (Mt 6.24). Como o apóstolo Paulo disse: "14Mas eu me orgulharei somente da cruz do nosso Senhor Jesus Cristo. Pois, por meio da cruz, o mundo está morto para mim, e eu estou morto para o mundo". Gl 6.14. Quanto à nova posição do discípulo de Jesus, o apóstolo Paulo alerta, assim: "1Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. 2Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra; 3porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. 4Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, também vós vos manifestareis com ele em glória.5Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria." Col 3.1-5. L Ler: Mt 6.24; 13.7, 22; Fl 3.7-8; 1ª Tm 6.6-10; Tg 2.1-7; 5.1-6.

Exemplos de casos especiais na Bíblia: Moisés, (Hb 11.24-27), os Apóstolos, (Mt 19.23-30), Zaqueu, (Lc 19.1-10), o jovem rico. (Mt 19.16-30; Mc 10.17-31; Lc 18.18-30).

Conclusão. A cruz do discipolo de Jesus, portanto, significa, primeiro: negar-se a si mesmo, negar a sua vontade própria para ceder à vontade soberana de Deus; segundo: negar seus interesses individuais em favor dos interesses do seu próximo; terceiro: crucificar o mundo (kosmos) com suas concupisciências e as vaidadades da vida presente secularizada etc, em troca dos valores espirituais do Reino de Deus. Como disse Jesus: "24Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará. 25Porque que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo? (Lc 9.24-26). (...) 34Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal". (Mt 6.34).

O apóstolo João explica muito bem o porquê da crucificação do discípulo para viver a sua vida firmada no amor a Deus, o qual está acima das coisas materiais deste mundo, assim: "(...) 15Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. 16Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 17E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. (1ª Jo 2.15-17). Como disse Jesus: "(...) Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração". (Mt 6.21). Então, onde está vinculado o teu coração? No Reino de Deus, ou nas coisas que são só desta terra? Amém.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

POR QUE TRÊS CRUZES NO CALVÁRIO?


a) A Profecia de Isaias.

Já tinha sido previsto pelo profeta Isaias que Jesus seria "contado com os transgressores" na Sua morte, então, esse acontecimento tem importante signficado na crucificação de Jesus no monte do calvário! Foi assim que o profeta Isaias vaticinou: "(...) derramou sua alma na morte e foi contado com os transgressores, mas ele levou sobre sí o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu". (Is 53.12b). Em cada cruz do calvário tem uma mensagem com posições definidas diante do juizo de Deus, com repercussão eterna para toda humanidade. Vejamos a seguir:


b) Como estão mencionadas a três cruzes nos quatro evangelhos assim:

1. No evangelho segundo São Mateus: "(...) E foram crucificados com ele (Jesus) dois salteadores, um à direita, e outro, à esquerda. (...) os príncipes dos sacerdotes, com os escribas, e anciãos, e fariseus, escarnecendo, diziam: Salvou os outros e a sí mesmo não pode salvar-se. Se é o Rei de Israel, desça, agora da cruz, e creremos nele (...) E o mesmo lhe lançaram também em rosto os salteadores que com ele estavam cruficados". (Mt 27.41-44).

2. No evangelho segundo São Marcos: "E crucificaram com ele (Jesus) dois salteadores, um à sua direita, e outro à esqurda. E cumpriu-se a Escritura que diz: E com os malteiroes foi contado". (Is 53.12b; Mc 15.27-28).

3. No evangelho segundo São Lucas:

"(...) alí o crucificaram e aos malfeitores, um, à direita, e outro, à esquerda. (...) E, um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso". (Lc 23.33, 39-43).

4. No evangelho segundo São João: "E, levando ele (Jesus) às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado calvário, que em hebraico se chama Gólgota, onde o crucificaram, e, com ele, outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio". (Is 53.4-5; Jo 19.17-18).

c) Sentido das mensagens proferidas nas três cruzes.

São três cruzes porque através de cada cruz tem uma mensagem eterna para toda humanidade, setenciada nas palavras ditas por cada um daqueles que estavam sendo crucificados.


1. Na cruz do centro estava Jesus o Salvador. - A missão de Jesus como o Cristo, Senhor e Savador já foi explicada na mensagem com o título: "As palavras de Jesus na cruz", postada anteriormente. (Q. vide). Entretanto, Jesus está no centro como a mensagem principal, completa para a salvação do pecador. Pois, é o único que morreu sem pecado, justo e inocente, substitutivamente, para justificar o pecador diante de Deus. Como disse o apóstolo Paulo: "O qual (Jesus) por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação". (Rm 4.25).


2. Na cruz da direita estava o salteador arrependido e salvo. - Quanto ao malfeitor da cruz à direita que se arrependeu e apelou para o Senhor, foi salvo, imediatamente, porque Jesus assumiu a culpa dos pecados dele, e o perduou. Tornou-se um tipo de todo salvo pela fé em Cristo Jesus.


3. Na cruz da esquerda estava o salteador inconverso e perdido. -Quanto ao malfeitor da cruz à esquerda que blasfemou insultando a Jesus, foi condenado porque os seus pecados não foram perdoados e permaneceram nele sob a "ira de Deus". (Jo 3.36). Tornou-se um tipo de todo perdido por não crer em Jesus Cristo como Salvador suficiente.

d) São três, respectivamente, as mensagens implícitas nas três crucificações, a saber:

1. Jesus foi crucificado, sem pecado, no lugar do pecador assumindo a culpa e a pena do pecado diante de Deus, na sua morte. Levou sobre si e sob a cruz todos nossos pecados expiando-os com seu sangue como vítima substitutiva diante do Pai, salvando inclusive o malfeitor arrependido da Sua direita. Como está escrito assim: "Levando ele (Jesus) mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados". 1ª Pe 2.24. Como profetizou Isaias cerca de 700 anos antes de Cristo, assim: "Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas feridas, fomos sarados". (Is 53.5).

2. O malfeitor da direita reconheceu seus pecados, arrependeu-se, e, foi salvo, apelando para Jesus dizendo: "Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino". E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso". (Lc 23.42-43). Então, este ladrão à direita de Jesus, foi salvo de graça, imediatamente, tornando-se um tipo do pecador salvo sem mérito, pela graça incomparável de Deus em Cristo Jesus. Ef 2.8-9. Jesus tomou sobre Si os seus pecados, como tomou, também, os nossos pecados sobre Si, riscando a nossa dívida pecaminosa, como está escrito em Col 2.13-14: "(...) vos vivificou juntamente com Ele, perdoando-vos todas as ofensas, havendo riscado a cédula que era contra nós, nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz".

3. O malfeitor à esquerda de Jesus não se arrependeu, blasfemou dEle dizendo: "Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós". (Lc 23.39b). Este malfeitor à esquerda de Jesus foi condenado porque não se arrependeu, e, assim a culpa de seus pecados permaneceu sobre ele, tornado-se um tipo, para toda a humanidade, do pecador perdido que rejeita Jesus como suficiente Salvador. Portanto, a ira de Deus permanecu sobre ele, como está escrito em Jo 3.36: "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece".


Conclusão - A mensagem da cruz permanece imutável, eternamente, objetivando a salvação do pecador, sendo proclamada em todo o mundo, afirmando que "todo aquele que nele (em Jesus) crer e for batizado, será salvo". Como está na grande comissão dada por Jesus à Igreja: "Disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado", (Mc 16.15-16).Então, quem crer como o malfeitor à direita da cruz de Jesus, será salvo; mas quem não crer como o fez o malfeitor à esquerda da cruz de Jesus, será condenado. Creia em Jesus como teu salvador suficiente, e, "(...) serás salvo, tu e a tua casa". (At 16.31b).



sábado, 3 de maio de 2008

O PRÍNCIPE DO REINO DAS TREVAS (II)



I - COMO SATANÁS OPERA NO MUNDO (KOSMOS)


a) Em relação à Obra Redentora de Cristo

1. Perseguição e conflito (Gn 3:15). 2. Tentação contra Cristo (Mt 4:1-11). 3. Usou várias pessoas tentando boicotar a obra de Cristo Jesus. (Mt 2:13-16; 16:21-23; Jo 8:44-59). 4. Ele possuiu o corpo de Judas Iscariotes para trair Jesus. (Jo 13:21-27) 5. Usou Pilatos e sua mulher para soltá-Lo (Mt 27:1-24; Jo 18:39-40; 19:1-16). 6. Usou também os soldados, a multidão e o ladrão da cruz à esquerda de Jesus (Mc 15:29-32; Lc 23:35-39)

b) Em relação às nações

Ele interfere nos sistemas econômicos, políticos, sociais e nas guerras. 1. Econômicos: "Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim protetor, entre pedras afogueadas". Ez 28.16. Ler: Mt 6.24; 1ª Tm 6.8-10; Ap 18.11-16. 2. Políticos: "(...) Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei, senão a César". Jo. 19.15. Ler: Jo 19.1-16; Mt 27.11-31; Êx 7 a 14; 1º Rs 16.29-34; 18; 19; 20; 21; 2º Rs 24; 25; Dn 2; Ap 13.11-18. 3. Sociais: Como disse Jesus: Mt 24.7: "Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares". Ler: Êx 1.8-22; 1ª Rs 11.1-39; Mt 14.1-12; At 16.17-24. 4. Guerras: Também disse Jesus: Mt 24.6 "E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim". Ler: 2ª Rs 17.24-34; 18.13-37; 20.12-18; Ap 16.13-21; 19.11-21; 20.7-10.

c) Em relação aos descrentes

Ele cega seus entendimentos: "Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus", (2ª Co 4:4) 2. Ele (Satanás) arrebata a Palavra de seus corações:"Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a atendendo, vem o malígno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; esta é a que foi semeada no pé do caminho". (Mt 13:19; Lc 8:12) 3. Ele usa homens para se opor à obra de Deus (At 16:17-24; Ap 2:13).

d) Em relação ao crente

1. Ele o tenta a mentir (At 5:3). 2. Ele acusa e difama o crente. (Ap 12:10) 3. Ele dificulta o seu trabalho (I Ts 2:18). 4. Ele se vale de demônios para tentar derrotá-lo (Ef 6:11-12). 5. Ele tenta à imoralidade (1ª Co 5:1-13; 7:5). 6. Ele semeia o joio (filhos do maligno) entre os crentes. (Mt 13:38-39). 7. Ele incita perseguições contra os crentes, porém, o acusador é derrotado, assim: 10"E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora chegada está a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite.". Ap 2:10. (Jo 15:18-21; 17:14-16).

II - A DEFESA DO CRENTE CONTRA SATANÁS

a) A intercessão de Jesus Cristo a nosso favor. 9"Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus". (Jo 17:9-21)


b) A proteção dos anjos do Senhor. 7"O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra". 10"Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus". (Sl 34:7, 19; Mt 18:10).

c) A proteção do sangue do Cordeiro, Jesus. 10"E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora chegada está a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite. 11E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram a sua vida até à morte". (Ap 12:10-11).

d) O crente deve resistir a Satanás. 7"Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. 8Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai o coração". ( Tg 4:7-8).


e) O crente não deve falar de Satanás com zombaria. 8"E, contudo, também estes, semelhantemente adormecidos, contaminam a sua carne, e rejeitam a dominação, e vituperam as autoridades. 9Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda".(Jd 8-9)

f) O crente deve usar sua armadura espiritual. 10"No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. 11Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; 12porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. 13Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes (...)". (Ef 6:11-18). (Esboço baseado na Bíblia Anotada)

CONCLUSÃO - Devemos estar conscientes de que há dois reinos opostos e bem definidos. O Reino de Deus, onde reina nosso Senhor Jesus Cristo e o reino das trevas, deste mundo (kosmos), onde reina Satanás. Segundo a palavra de Deus não podemos estar divididos servindo aos dois senhores dos dois reinos ao mesmo tempo. É como disse Jesus em Mt 6:24, “Ninguém pode servir a dois senhores: porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará a outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom”. (Riquezas). Ou se constitui amigo de Deus, O amando prioritariamente, ou se constitui inimigo de Deus amando o mundo (kosmos), conforme está escrito na Bíblia, assim: Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo (kosmos)costitui-se inimigo de Deus” (Tg.4:4). “(...) Quem ama o mundo e as coisas do mundo, o amor do Pai não está nele”. (I Jo 2:15). Então, como filhos de Deus, devemos amar a Deus sobre todas as coisas, como prova de sermos seus servos fiéis e amigos, como disse Jesus: “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando”. (Jo 15:14). Amém.

O PRÍNCIPE DO REINO DAS TREVAS (I)



I - ORIGEM DO SISTEMA MALÍGNO DE SATANÁS:

Satanás é um anjo caído, chamado pelos judeus de Belzebu, príncipe dos demônios ( Mt 9:34; 12:24). Jesus o chamou de o príncipe deste mundo organizado (Kosmos), (Jo 12:31; 14:30), e decretou seu julgamento, dizendo: “E quando ele (o Consoladdor) vier, convecerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo, (...) Do juízo porque já o príncipe deste mundo está julgado”. (Jo 16:8, 11). São Paulo chamou-o de “o príncipe das potestades do ar, (...) que opera agora nos filhos da desobediência”. (Ef 2:2b). Assim, podemos deduzir que Satanás é o príncipe regente de uma hierarquia organizada de anjos rebeldes (caídos) chamados demônios. (Ef 6:11-12; Ele é também chamado de “o dragão vermelho que levou após sí a terça parte dos anjos caídos, lançando-os sobre a terra”, (Ap 12:4, 7), tornando-se, assim, o sistema organizado onde Satanás reina... O apóstolo João também confirma o mesmo pensamento, dizendo: “Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo (kosmos) está no maligno” (1ª Jo 5:19). Quando da tentação de Jesus no deserto, Satanás se revelou como príncipe deste mundo, falando assim: “(...) e mostrou-lhe todos os reinos do mundo (kosmos), e a sua glória. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostado, me adorares” (Mt 4:8-10). É claro que, diante desse insulto, Jesus o expulsou da sua presença, conforme está escrito em Mt 4:10: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”. Este sempre foi o desejo de Satanás desde o princípio, ser adorado como Deus, conforme está escrito em Ez. 28:13-19, Is. 14:12 -20, e 2ª Ts 2:4; Ap 13:4,8,15.

II - A POSIÇÃO, O PECADO E A QUEDA DE SATANÁS

a) A posição original de Satanás:

É assim que a Bíblia registra a sua posição original: “Estavas no Éden, jardim de Deus. Eras um querubim ungido para proteger, (...) no monte santo de Deus, (...) perfeito eras nos teus caminhos desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti” (Ez 28:13-15).

b) O pecado e queda de Satanás:

O princípio da sua rebelião e queda está firmado na exaltação, na soberba, na desobediência, na mentira e no orgulho pessoal, como está escrito em Is. 14:13-14. a) “Eu subirei ao céu”. (...) “acima das estrelas (anjos) de Deus exaltarei o meu trono”. "(...) no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte”, ou assembléia dos anjos, "(...) subirei acima das mais altas nuvens”. Queria usurpar a glória de Deus: "(...) serei semelhante ao Altíssimo”, caracterizando uma falsa imitação de Deus. Queria ser igual a Deus possuidor do céu e da terra. O seu pecado é chamado por Paulo, em 1 Tm 3:16, de orgulho (soberba) ou “condenação do Diabo”, e “mentiroso e pai da mentira”, por Jesus em Jo 8:44b.

c) Punição e juízo contra Satanás:

Segundo a Bíblia, ele foi julgado e punido por Deus, conforme podemos ver a seguir:

1) Foi expulso de sua posição original no Céu. (Ez 8:16;

2) Julgamento pronunciado no Eden (Gn 3:14-15);

3) Julgado na Cruz (Jo 12:31; 16:11);

4) Será expulso dos lugares celestiais, com seus anjos caídos, na metade da tribulação. (Ap 12:9, 13); 5) Será preso no abismo no início do Milênio (Ap 20:1-3);

6) Será lançado no lago de fogo para sempre (geena) ao fim do milênio (Ap 20:10). (Esboço baseado na Bíblia Anotada).

Apesar dele (Satanás) já está julgado, ainda influencia no sistema malígno organizado do mundo pecaminoso, através "das potestades, dos principados das trevas deste século e das hostes epirituais da maldade, nos lugares celestiais" (Ef 6.12), até que venha o segundo advento de Jesus Cristo para reinar. (II Ts 2.4-12). Como disse o apóstolo João em sua I epístola assim: "(...) que todo mundo (kosmos) está posto no malígno" (I Jo 5.19b). É por isto que o crime organizado, a corrupção generalizada e a destruição dos valores éticos cristãos, são abundantes na sociedade caótica da pós-modernidasde. Continua>>>