A Igreja nunca deve servir como indicação de templo ou edificação, onde acontecem as reuniões dos cristãos, dizendo: “vamos para a igreja”, nem tão pouco como propriedade particular (“qual é a sua igreja?”, ou "a minha igreja", ou “a igreja de fulano é...”) O certo é dizer como está na Bíblia, assim: "(...) a igreja que está em Éfésio" (Ap 2.1a., localidade), etc. Ler: Rm 1.7; 1ª Co 1.2; Ef 1.1; Cl 1.2; Ap 1.4a. Isto quer dizer que a Igreja está ali, mas, não é mais dali, é dos céus, é "ekklesia" como disse Jesus: "Dei-lhes a tua palavra e o mundo os aborreceu, porque não são do mundo (kosmos), assim como eu não sou do mundo (kosmos). (...) Não são do mundo, como do mundo eu não sou". É como indica a Palavra de Deus em: "(...) As igrejas de Cristo vos saúdam" Rm 16.16b. Ler: (Mt.16:18; 18.15-20; 1ª Co.14:4, 26, 28, 35; Cl 4.15). Nestes textos, quando se faz referência à igreja local, não se está reportando ao prédio, mas sim, às pessoas que oravam, ouviam a Palavra de Deus, cantavam salmos, ouviam as profecias, interpretavam as línguas e ensinavam a doutrina, tudo sob a inspiração do Espírito Santo. (1ª Co 14.26). Da mesma forma, em Mt.18:17-20, Jesus está se referindo aos seus discípulos na Igreja local, e não ao prédio. E, para fazer essa distinção, entre o prédio e a igreja local, é que Jesus ensinou, assim: "Não está escrito: “a minha casa será chamada, por todas as nações, casa de oração?" (Mc.11.17 – citação de Is.56:7).
Cristo o fundamento da Igreja - "Pedra principal de esquina" - At 4.11; 1ª Pe 2.6-7.
Quando o próprio Senhor Jesus disse (Mt.16.18) que iria edificar Sua Igreja sobre Ele, a (Petra) “Rocha” principal de esquina, (Mt 21.42-44; Sl 118.22-23; At 4.10-12), é que foi revelado, pela primeira vez na Bíblia, a Igreja (ekklesia), de quem era a Igreja, quem a edificaria, qual seria o nome da Igreja (Rm 16.16b), e qual o seu único fundamento, como disse o apóstolo Paul0: "(...) Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo (1ª Co 3.11). Esta revelação, dada por Deus Pai a Simão Pedro, com relação ao Seu Filho, é inédita, imutável, insubstituível, irrevogável e eterna, porque, sem Cristo e a Sua obra redentora, não poderia existir a Sua Igreja (Mt At 4:11; 20:28; Rm.16:16b; 1ª Co 3:11).
Portanto, esta única Igreja de Cristo universal, não tem limite de tempo e espaço, e só tem um único dono e Senhor, um único Pastor, (Jo 10.11,14,16,27-30), um único Noivo e Esposo (Ap 21.9-10) , cujo o nome é insubstituível - o do Cordeiro de Deus, o de Cristo - (Jo 1.29), o qual é sobre todo nome, e permanece eternamente, (Fl 2.5-11). O apóstolo Paulo exortava aos pesbíteros da igreja em Eféso (At.20:17), para pastorearem a Igreja que Cristo Jesus tinha resgatado com seu próprio sangue. Neste texto fica claro quem é o dono e Senhor da Igreja, quando nos ordena a zelar e pastorear a Sua propriedade - a Igreja - "(...) que Ele resgatou com Seu próprio sangue". Como reconhecimento justo devemos manter o nome legítimo de Cristo nas igrejas locais, como uma expressão visível da nossa aceitação como Salvador e Senhor. Isto se verifica, também, em Rm.16:16b. Nosso dever é manter sempre o nome do legítimo dono e Senhor da Igreja: Cristo.
