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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Cristo o fundamento e o Senhor da Igreja


O significado da palavra "igreja - ekklesia"

A palavra Igreja apareceu pela primeira vez no Novo Testamento, em Mt 16:18, e é tradução do termo grego ekklesia, que significa, literalmente: "assembléia dos que são chamados para fora". No contexto do Novo Testamento, significa os que foram chamados para deixarem o mundo e pertencerem a Deus, em Cristo Jesus (Mt.16:16-18; Jo.15:19; 17:14-16; At 15:14; 20:28; Gl.6:14). Indica, também, a união no Corpo de Cristo de todos os cristãos, em todas as épocas e lugares, que aceitaram a Cristo como seu Salvador e Senhor de suas vidas. Esta Igreja é considerada como o organismo vivo e santo, que tem Cristo por cabeça e todos os filhos de Deus, como seus membros (Rm.12:5; 1Co.12:-12-31).

A Igreja nunca deve servir como indicação de templo ou edificação, onde acontecem as reuniões dos cristãos, dizendo: “vamos para a igreja”, nem tão pouco como propriedade particular (“qual é a sua igreja?”, ou "a minha igreja", ou “a igreja de fulano é...”) O certo é dizer como está na Bíblia, assim: "(...) a igreja que está em Éfésio" (Ap 2.1a., localidade), etc. Ler: Rm 1.7; 1ª Co 1.2; Ef 1.1; Cl 1.2; Ap 1.4a. Isto quer dizer que a Igreja está ali, mas, não é mais dali, é dos céus, é "ekklesia" como disse Jesus: "Dei-lhes a tua palavra e o mundo os aborreceu, porque não são do mundo (kosmos), assim como eu não sou do mundo (kosmos). (...) Não são do mundo, como do mundo eu não sou". É como indica a Palavra de Deus em: "(...) As igrejas de Cristo vos saúdam" Rm 16.16b. Ler: (Mt.16:18; 18.15-20; 1ª Co.14:4, 26, 28, 35; Cl 4.15). Nestes textos, quando se faz referência à igreja local, não se está reportando ao prédio, mas sim, às pessoas que oravam, ouviam a Palavra de Deus, cantavam salmos, ouviam as profecias, interpretavam as línguas e ensinavam a doutrina, tudo sob a inspiração do Espírito Santo. (1ª Co 14.26). Da mesma forma, em Mt.18:17-20, Jesus está se referindo aos seus discípulos na Igreja local, e não ao prédio. E, para fazer essa distinção, entre o prédio e a igreja local, é que Jesus ensinou, assim: "Não está escrito: “a minha casa será chamada, por todas as nações, casa de oração?" (Mc.11.17 – citação de Is.56:7).

Cristo o fundamento da Igreja - "Pedra principal de esquina" - At 4.11; 1ª Pe 2.6-7.
A Igreja só pôde ser revelada quando - JESUS - o Verbo de Deus (Logos) - se fez carne e habitou entre nós, (Jo 1.14), para só assim poder morrer, derramar seu sangue expiatório, redimir nossos pecados, ressuscitar gloriosamente e assentar-se à direita de Deus Pai para nossa justificação e intercessão. (Jo.1:1,14; Rm 4.25; Hb.7:22-25; 9:22-28; 10:10,14; 1ª Pe.1:18,19; 1ª Jo 2.1-2; Ap.1:5; 5:6-9).

Quando o próprio Senhor Jesus disse (Mt.16.18) que iria edificar Sua Igreja sobre Ele, a (Petra) “Rocha” principal de esquina, (Mt 21.42-44; Sl 118.22-23; At 4.10-12), é que foi revelado, pela primeira vez na Bíblia, a Igreja (ekklesia), de quem era a Igreja, quem a edificaria, qual seria o nome da Igreja (Rm 16.16b), e qual o seu único fundamento, como disse o apóstolo Paul0: "(...) Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo (1ª Co 3.11). Esta revelação, dada por Deus Pai a Simão Pedro, com relação ao Seu Filho, é inédita, imutável, insubstituível, irrevogável e eterna, porque, sem Cristo e a Sua obra redentora, não poderia existir a Sua Igreja (Mt At 4:11; 20:28; Rm.16:16b; 1ª Co 3:11).

Portanto, esta única Igreja de Cristo universal, não tem limite de tempo e espaço, e só tem um único dono e Senhor, um único Pastor, (Jo 10.11,14,16,27-30), um único Noivo e Esposo (Ap 21.9-10) , cujo o nome é insubstituível - o do Cordeiro de Deus, o de Cristo - (Jo 1.29), o qual é sobre todo nome, e permanece eternamente, (Fl 2.5-11). O apóstolo Paulo exortava aos pesbíteros da igreja em Eféso (At.20:17), para pastorearem a Igreja que Cristo Jesus tinha resgatado com seu próprio sangue. Neste texto fica claro quem é o dono e Senhor da Igreja, quando nos ordena a zelar e pastorear a Sua propriedade - a Igreja - "(...) que Ele resgatou com Seu próprio sangue". Como reconhecimento justo devemos manter o nome legítimo de Cristo nas igrejas locais, como uma expressão visível da nossa aceitação como Salvador e Senhor. Isto se verifica, também, em Rm.16:16b. Nosso dever é manter sempre o nome do legítimo dono e Senhor da Igreja: Cristo.

À esta única Igreja corpo de Cristo universal (1ª Co 12.12-13), pertencem todos os genuínos cristãos, salvos, sem limitação de tempo ou espaço, todos quantos são redimidos pelo sangue derramado na cruz do calvário por Jesus Cristo, que nasceram de novo (regeneração) pela operação do Espírito Santo. Sem dúvida alguma, esta é a Igreja Universal, invisível, que estava oculta no coração de Deus e que foi revelada aos homens: o corpo de Cristo (Jo.1:11-13; 3:1-7; Rm.5:1-2; Ef.1:12-14; Tt.3:4,5; 1ª Co.12:12,13; 1ª Pe.1:18,19, 23; 2.1-9). (Continua)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

A Igreja de Cristo Universal

Cristãos martirizados em Roma
Revelação da Igreja de Cristo Universal:

Depois que Jesus ouviu o relatório de seus discipulos sobre à pergunta que Ele mandou fazer ao povo, dizendo: "Quem dizeis ser o Filho do homem?" O povo O confundiu como alguns dos Profetas, até mesmo com João Batista, (Mt 16.13-14), c povo não sabia quem Ele era. Então, esperando que alguém disesse quem Ele era mesmo, e a revelação do Pai Eterno sobre a Sua "Igreja", Jesus perguntou aos seus discípulos, dizendo: "(...) E vós, quem dizeis que eu sou?
A resposta está na Bíblia assim: Em Mt 16.16-19 - 16"E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. 17E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que está nos céus. 18Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus".


Também, foi revelado o mistério de Deus - a Igreja - e a missão do Seu Filho Amado, para com a humanidade perdida, pelo o apóstolo Paulo, assim:

Jesus Cristo como a Pedra (Petra) principal da esquina - o fundamento da Igreja - (1ª Co 3.11):
Em Ef 2.16-21. - "(...) 16e, pela cruz, reconciliar ambos (judeus e gentios) com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. 17E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto; 18porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. 19Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus; 20edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; 21no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, 22no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito".

O mistério da vocação dos gentios revelado a Paulo:

Em Ef 3.1-12 - "(...) 1Por esta causa, eu, Paulo, sou o prisioneiro de Jesus Cristo por vós, os gentios, 2se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada; 3como me foi este mistério manifestado pela revelação como acima, em pouco, vos escrevi, 4pelo que, quando ledes, podeis perceber a minha compreensão do mistério de Cristo, 5o qual, noutros séculos, não foi manifestado aos filhos dos homens, como, agora, tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas, 6a saber, que os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho; 7do qual fui feito ministro, pelo dom da graça de Deus, que me foi dado segundo a operação do seu poder. 8A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo 9e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que, desde os séculos, esteve oculto em Deus, que tudo criou; 10para que, agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, 11segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus, nosso Senhor, 12no qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele".

Edificação da Igreja como o corpo de Cristo:

Em Ef 4.11-16. - "(...) Pelo que diz: . 11E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, 12querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, 13até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, 14para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente. 15Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, 16do qual todo o corpo, bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor".

A Igreja como a santa esposa de Cristo:

Em Ef 5.25b-27. -(...) , como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, 26para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, 27para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.”
Igreja como a nova Jerusalém - a Noiva, a Esposa do Cordeiro:
Revelada ao apóstolo João na ilha de Patmos - Em Ap 21.9-11 - "9.. Um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas veio e me disse:– Venha, e eu lhe mostrarei a Noiva, a Esposa do Cordeiro. 10..Então o Espírito de Deus me dominou, e o anjo me levou para uma montanha grande e muito alta. Ele me mostrou Jerusalém, a Cidade Santa, que descia do céu e vinha de Deus, 11..brilhando com a glória de Deus. A cidade brilhava como uma pedra preciosa, como uma pedra de jaspe, clara como cristal".

Esta é a revelação - o mistério oculto desde os séculos - da "única Igreja de Cristo, invisível, santa e universal, que é o corpo de Cristo, à qual pertencem todos os genuínos cristãos, que serão ressuscitados, transformados, transladados e arrebatados, na vinda de Jesus, como Igreja triunfante e que, na terra, se manifesta nas igrejas locais, como igrejas militantes.” (continua)

sábado, 12 de janeiro de 2008

A Missão dada à Igreja


Já estudamos sobre a missão de Jesus Cristo na sua vida, morte vicária na cruz, ressurreição e ascensão ao céu à direita do Pai, onde, agora, está glorificado no pleno exercício do Sumo-Sarcedote segundo a ordem de Melquiseque, conforme está escrito, assim: " (...) A qual temos como âncora da alma segura e firme, e que penetra até ao interior do véu, onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque". (Hb 6.19-20) (...) "Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus". (hb 7.26). Como dissse Jesus: "(...) Está consumado". (Jo19.30).

A MISSÃO DADA À IGREJA.

A partir daí Jessus delegou à Sua Igreja a missão de pregar a mensagem do Evangelho por todo o mundo.

Foi assim que o Senhor Jesus Cristo deu a grande comissão de pregar o evangelho para edificação e expansão da Sua Igreja, a saber:

“Disse-lhes Jesus: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho de Deus, vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, (Petros), e sobre esta pedra (Petras) edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. (Mt. 16-15-18).

"E chegando Jesus, falhou-lhe, dizendo: É-me dado todo poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinando-os a guardar todas as coisas que e vos tenho mandado; e eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém." Mt 28:18-20

E disse-lhes Jesus: "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. Ora o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém". Mc 15.15-20.

Disse-lhes Jesus: "Mas, recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. At 1.8.”

“E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão, chamado Níger, e Lucio cireneu, e Manaem, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo. E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Baranabé e a Saulo para a obra q que os tenho chamado. Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Seleucia e dali navegaram para Chipre. E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus (...)”.

O livro dos atos dos apóstolos registra toda história de como foi dado início a pregação do Evangelho pela Igreja primitiva, como também, as epístolas de Paulo, Pedro e João.

A necessidade de testemunhar a ressureição na pregação da Igreja:

Paulo o apóstolo dos gentios explica a necessidade e importância da morte vicária e da ressurreição de Jesus Cristo, com estas palavras: "O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação" (Rm 4.25). Daí a importância que os apóstolos davam da ressurreição de Jesus, na missão de pregar o Evangelho, pois, sem a morte vicária e a ressureição de Jesus Cristo, não tinha a "Mensagem da Cruz", nem ressurreição, nem esperança da vida eterna, nem salvação e nem a glorificação dos filhos de Deus. Vejamos:

Em At.2:24, o apóstolo Pedro testifica, dizendo: “ao qual (Jesus) Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, pois não era possível que fosse retido por ela”. Era impossível pelo fato de ser Ele o Filho de Deus e, na qualidade de Filho do homem, foi-lhe outorgada a verdadeira imortalidade por parte de Deus Pai (Jo.5:25-27; 6:57; 11:25,26). Eis a nossa esperança! O mesmo tipo de vida é prometido a todos os que estão nEle. Por conseguinte, também é impossível que a morte possa reter qualquer remido pelo sangue do Senhor Jesus, porquanto todos eles são verdadeiramente filhos de Deus.

Também, era impossível essa retenção de Cristo pela morte, pois Ele era o Verbo de Deus encarnado, Ele é o Príncipe da Vida, o Pai da Eternidade, razão pela qual a morte não poderia jamais retê-Lo (Is.9:6; Jo.1:1-5). Porquanto era da vontade do Pai que Ele ressurgisse dentre os mortos, como prova completa da autenticação de Sua Pessoa e de Sua missão divina, salientando o fato de ser Ele as primícias dos que dormem, mas que, finalmente, os seus remidos haverão de ressuscitar triunfalmente. É como o apóstolo Paulo disse: "(...) E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos (...) Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vificados em Cristo". (1Co.15:17-22). (Continua)