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sábado, 12 de janeiro de 2008

Conseqüências da ressurreição


1) A ressurreição de Cristo o confirmou como o Senhor da vida. Ele é Aquele que tem a vida em Si mesmo, e pode concedê-la a quem quer;

2) A ressurreição de Cristo declarou a sua divindade, conforme Rm.1:4;

3) A salvação em sua inteireza, do princípio ao fim, depende da ressurreição de Cristo. A justificação é garantida nela (Rm.4:25). Mas, agora, a vida depende da "vida que nos foi dada, através da ressurreição de Cristo". Podem os remidos, compartilhar de sua vida eterna (Rm.5:10; 1Co.15:12,17,20).

4) Fomos regenerados para uma viva esperança: a conversão original, a regeneração, a transformação progressiva segundo a imagem de Cristo, haverão de ser compartilhadas por nós, mediante a graça de Deus em Cristo (Jo.5:25,26; 6:57; 2Co.4:14; 1Pe.1:3,4).

5) Devido a ressurreição de Cristo, O corpo dos remidos ressurrectos não serão compostos dessa carne e sangue, visto que “a carne e sangue não podem herdar o reino de Deus” (ICo.15:50). Antes, será semelhante ao corpo de Cristo (Fp.3:21; 1Jo.3:2).

A ascensão de Cristo ao céu. (At.1:6-11)


Esta breve seção é a principal fonte informativa sobre esse acontecimento fundamental da fé cristã. O evangelho de Lucas encerra essa mesma narrativa, em forma abreviada (Lc.24:49-51). Mas, o que ela representa?

Como Filho do Homem, o Senhor Jesus Cristo venceu todas as coisas e assentou-se à direita do Pai. Ninguém, senão Ele só, tem esse direito. A maravilha está em que Ele deseja compartilhar isto com seus irmãos! (Jo 20.17; Rm 8.16-17, 29). Somos feitos filhos de Deus, por adoção, para que tenhamos acesso a esta graça, (Gl 4.5-7). Brevemente, Ele virá nos arrebatar para Si mesmo, a fim de que onde Ele esteja, estejamos nós também (Jo.14:1-4).

A ascensão significou para Cristo, como Filho do homem, ser glorificado à direita do Pai (Jo.17:1-5), não somente no que diz respeito à sua posição, acima de todo principado e potestade (Ef.1:20-23), mas também no tocante à real transformação de seu próprio ser, que nunca mais experimentará a morte (Rm.6:9,10; Ap.1:17,18).

A ascensão foi uma prova mais de suas reivindicações messiânicas, porquanto somente o grande Sumo-Sacerdote, que era o Logos eterno, poderia ter entrado assim até à própria presença de Deus Pai, tendo ele recebido esta exaltação (Gn 14.18-20; .Sl 110.4; Hb.7:21-8:2; 9:11-28).

A ascensão assinalou a inauguração do ofício de Cristo, como o único mediador, entre Deus e os homens (Rm.8; 1ª Tm.2:5,6).

A ascensão era necessária como condição da descida do Espírito Santo para estar na Igreja (Jo. 7.38-39; 14.16-17; 16:7,13-14; At.1:4,8,9; 2:1-4).

A ascensão é a garantia de nossa participação na glória do Pai, tal como a Sua ressurreição é garantia de nossa participação em sua vida ressurrecta. Nele, fomos feitos participantes de todas essas coisas e, finalmente, iremos para onde ELE entrou como nosso precursor. Participaremos da mesma transformação e da mesma vida que Ele desfruta atualmente. (Ef.1:19-23; 2ª Co.3:18; Cl.2:8,9).

Agora, Cristo está assentado à mão direita de Deus, até que todos os seus inimigos lhe fiquem sujeitos (Sl.110:1; 1ª Co.15:27,28; Fp.2:9-11). Ele está à direita do Pai para, finalmente, dar entrada aos remidos, por igual modo. Hb.2:12-13; 6:16-20; 7:1-28.

Apareções do Senhor Jesus Cristo ressuscitado


A ordem dos acontecimentos da ressurreição do Senhor Jesus Cristo:

Ladd, em Teologia do Novo Testamento, sugere a seguinte ordem dos acontecimentos, baseando-se em Mt.28.1-20; Mc.16.1-8; Lc.24.1-53; Jo.20.1-21.25:

1) As mulheres: Maria Madalena, Maria mãe de Salomé, Maria mãe de Tiago, Joana e “outra Maria” dirigiram-se ao sepulcro, no primeiro dia da semana (domingo de madrugada Ap 1.10), levando especiarias para ungir o corpo de Jesus;

2) pouco antes, descera um anjo de Deus (ou anjos) e removera a pedra do sepulcro, causando grande temor entre os guardas, que caem como mortos. Houve um terremoto e eles fugiram;

3) pouco depois disso, chegaram as mulheres. Elas encontram a pedra revolvida. Dois anjos falaram com elas a respeito da ressurreição de Jesus, e mandam-lhes compartilhá-la com os apóstolos e discípulos, e dizer-lhes que Ele iria adiante deles para a Galiléia;

4) Pedro e João, ao receberem a notícia, vão ao túmulo e nada encontram, a não ser os lençóis enrolados, (Lc 24.12; Jo 20.1-10);

5) Pedro e João examinam o túmulo e vão embora (Jo.20:1-10);

6) Maria Madalena volta à cena da ressurreição, chorando, ainda duvidosa; então vê os dois anjos e o próprio Senhor Jesus (Jo.20:11-18). Em seguida, Maria Madalena vai contar tudo aos outros discípulos;

7) Maria, mãe de Tiago, retornou com as outras mulheres ao sepulcro; as mulheres vêem os dois anjos (Lc.24:4,5; Mc.16:5-8), e ao receberem a mensagem angelical saem à procura dos discípulos, mas ao encontro delas sai o próprio Senhor Jesus (Mt.28:1-10; Jo 20.11-18);

8) Jesus aparece aos dez apóstolos (Tomé não estava) e aos discípulos, dentro da casa onde eles estavam, (Jo 20.19-23);

9) Jesus aparece aos dois discípulos no caminho de Emaús e entra em sua casa. Após dar graças pelo alimento, desaparece. Eles, deixando tudo, correm à Jerusalém para avisá-los aos apóstolos, (Lc 24.13-35);

10) Oito dias depois, Jesus reaparece aos discípulos, estando Tomé entre eles, que o adora como Deus e Senhor, (Jo 20.24-29);

11) Jesus aparece aos apóstolos, junto ao mar da Galiléia, em Tiberíades, (Jo 21.1-19);

12) A grande comissãoda dada a Igreja, (Mt 28.16-20; Mc 16.15-20; Lc 24.46-49; At 1.8);

13) A ascensão, próximo à Betânia, (Lc 24.50-53; At 1.9-11).


As tradições que envolvem a ressurreição, até mesmo aquelas preservadas nos evangelhos sinópticos, diferem muito quanto à ordem das manifestações e ao seu número. Mas, são unânimes na narrativa do grande fato da ressurreição.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

A ressurreição foi prevista nas Escrituras, comprovada pelos apóstolos e pela Igreja


A ressurreição de Jesus Cristo é o grande alicerce histórico da Igreja Cristã, sendo o elemento do qual se origina uma das principais diferenças da doutrina cristã, quando contrastada com outras religiões, cujos fundadores jamais puderam prever quando morreriam e que ao terceiro dia ressuscitariam, nem puderam se apresentar aos seus discípulos, como ressurretos dentre os mortos e, após inúmeras provas de suas ressurreições, serem glorificados à direita de Deus, o qual testificasse desse fato! O único foi o Senhor Jesus!

Comprovada pelos apóstolos: "(...) depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera; aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando do que respeita ao reino de Deus". (At 1.2-3). "(...) E que foi visto por Cefas (Pedro), e depois pelos doze". "(...) Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos. E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como um abortivo". (1a. Co 15.5,7,8). Os quatro evangelhos, detalhadamente, testificam desse fato (Mt.28; Mc.16; Lc.24; Jo.20).

Comprovada pela Igreja primitiva: Paulo afirma que mais de quinhentos irmãos tinham visto Jesus, após a sua ressurreição, assim: "Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também".(I Co.15:6). Teria sido fácil verificar o testemunho dessa gente, quando Paulo fez tal declaração.

Comproda pelas Escrituras - As Escrituras, também, previram e comprovam esse notável acontecimento:

a) Foi predito pelos profetas (Sl.16:10; At.2:22-36;13:34,35). Foi tipificada no sacrifício de Isaque (Gn.22:13; Hb.11:19); em Jonas (Jn.2:10; Mt.12:40);

b) Prevista pelo próprio Senhor Jesus (Mt.17.8-9; 20:17-19; Mc.9:9,10; 14:28; Jo.2:19-22);

c) O Senhor Jesus deu muitas provas infalíveis de sua ressurreição (Mt.28:1-10; Lc.24:35-43; Jo.20:20,27; 21:4-25; At.1:3,6-11);

d) A ressurreição foi confirmada pelos anjos (Mt.28:5-7; Lc.24:4-7, 23); pelos apóstolos (At.1:22; 2:32; 3:15; 4:33); pelos seus inimigos (Mt.28:11-15); e pelo apóstolo Paulo (At.25:19; 26:12-19, 23);

e) Ela foi efetuada pelo poder de Deus (At.2:24; 3:15; Rm.8:11; Ef.1:20); pelo Seu próprio poder (Jo.2:19-21; 10:17,18; 11:25-26); pelo poder do Espírito Santo (I Pe.3:18); no primeiro dia da semana (Mc.16:9); no terceiro dia após a sua morte (Lc.24:46; At.10:40-41; I Co 15:4).