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domingo, 13 de janeiro de 2008

Clonclusão da Santificação


Concluindo. A santificação em três aspectos efetiva-se, integralmente, em todo nosso ser, EPÍRITO, ALMA E CORPO, de dentro para fora, diante de Deus e dos homens, como LUZ E SAL DA TERRA, (Mt 5.13-16), interagindo, interoperacionalizando, refletindo-se em todo nosso ser, (1ª Ts 5.22-23), de tal maneira que possamos, como embaixadores do Rei e Senhor Jesus, resplandecer, verdadeiramente, a Sua imagem pura e santa, em toda nossa maneira de viver. (1ª Pe 1.15-16).

Os meios e provisões para isto já foram providenciados por Deus, que são aqueles três:

1. O SANGUE DE JESUS, QUE NOS PURIFICA DE TODO PECADO, (1ª 5.7, Ap 7.13-15; 12.11);

2. O ESPÍRITO SANTO, QUE NOS REGENERA E NOS GUIA, (Jo 1.12-13; 3.3-7; Rm 8.5-17);

3. E A PALAVRA DE DEUS, QUE NOS PURIFICA, LAVA POR DENTRO E POR FORA, ATÉ A DIVISÃO DA ALMA E DO ESPÏRITO.], (Jo 4.13-14; 7.38-39; 14. 4-10; 15.3; Ef 5.26-27; Hb 4.12; Ap 22.1-7).

O que devemos agora é vivenciar a Palavra de Deus, como disse o apóstolo Pedro: "Como filhos obedientes, (...) NÃO VOS CONFORMANDO COM AS CONCUPISCÊNCIAS QUE ANTES HAVIA EM VOSSA IGNORÂNCIA; MAS, COMO É SANTO AQUÊLE QUE VOS CHAMOU, SEDE SANTOS EM TODA VOSSA MANEIRA DE VIVER, PORQUANTO, ESCRITO ESTÁ: SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO". (I Pe 1:14-16).

Terminamos usando as palavras de Tiago, irmão do Senhor, o qual define a verdadeira Religião para com Deus, devendo apartar-se da corrupção do mundo (kosmos), a saber: "A religião pura e imaculada para com Deus e Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e APARTAR-SE DA CORRUPÇÃO DO MUNDO". Assim é como Deus quer que vivamos neste mundo, sendo as suas fieis testemunhas, para honra e glória do Seu nome. Obedeçamos o mandamento do Senhor Jesus que está escrito em Jo,17:17, "Santifica-os na VERDADE, A TUA PALAVRA É A VERDADE". Amém.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Jesus Cristo, homem

A Encarnação do Filho de Deus já estava prevista nas Escrituras (Gn.3:15; Is.7:14; 9:6,7; 11:1-5; 53). Sob esse tema, vários pontos merecem nossa atenção:

1) Deus Filho se fez carne:

Não foi o Deus Triúno, mas a segunda Pessoa da Trindade que assumiu a natureza humana. Desta forma, é melhor dizer que “o Verbo se fez carne” (Jo.1:1-14; 6:38). Ao mesmo tempo, vemos que a Trindade agiu na encarnação (Mt.1:20; Lc.1:35; Jo.1:14; At.2:30; Rm.8:3; Gl.4:4); que Cristo Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem (Fp.2:5-11; Cl.1:13-22; 2:9; Tt.2:13,14; IJo.4:1-3).

Para ser Mediador entre Deus e os homens era absolutamente necessário que Jesus Cristo fosse feito homem, sem participar da natureza pecaminosa (Rm.8:3). Destacamos, a seguir, os aspectos humanos encontrados nEle, necessários para a nossa redenção:

a) nasceu de uma virgem e viveu sob o jugo da Lei (Gl.4:4,5);
b) cumpriu toda a Justiça, sendo obediente (Mt.3:13-15; Rm.5:18; Fl 2.5-11);
c) morreu por nossas transgressões para nos reconciliar com Deus (Rm.4:25; 5:1-10);
d) ressurgiu para ser garantia da nossa ressurreição e redenção (I Co.15:17,23; 1ª Ts 4.13-18).

2) Jesus Cristo: “o último adão”.

Esta expressão encontramos somente nas epístolas de Paulo. Em Rm.5:11-21, encontramos a origem do conceito bíblico:

a) Em Adão, o pecado gerou a morte e a justificação não se alcançou pelas obras da Lei;
b) Jesus Cristo, “o último adão”, pelo Seu Ato de Justiça venceu o pecado e a morte; a justificação veio pela fé; e a vida eterna por meio dEle.

Comparação quanto à origem (I Co15:45-49)

a) Adão é: Ser vivente; homem terreno; veio da terra.

b) Cristo é: Espírito vivificante; homem celestial; veio do céu.

Trouxemos a imagem do primeiro, traremos a imagem do último (v.49). Somos participantes das primícias (Ef.2:6).

Quanto às conseqüências de seus Atos (Rm.5:11-21):

a) Em Adão: Opecado trouxe a morte; a morte reinou; sua desobediência gerou pecadores.

b) Em Cristo: Ato justo trouxe justiça e vida; quem O recebe reinará em vida; Sua obediência gerou justos.

Ambos são representantes e, portanto, carregam em si e em seus atos todos os que são nascidos deles.

A missão do último Adão foi a de vencer a morte, trazendo a vida; condenar o pecado na carne (Rm.8:3); salvar os pecadores (2Tm.1:9; Gl.4:4,5). Como vencer o pecado pela humanidade se Ele mesmo não o vencesse em Sua vida? Somente vencendo o pecado pôde Ele comunicar aos que crêem nEle a Sua própria Justiça! Jesus cumpriu toda a lei (Gl.4:4,5. Mt.5:17,18), a si mesmo se entregou (Hb.7:26,27), sacrificou-se por todos nós (1Co.15:3).

Jesus Cristo: o único Mediador entre Deus e os homens


Jesus Cristo homem é o único Mediador - É como está escrito em 1ª Tm 2.5. assim: "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem".

Jesus é o Sumo-Sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque (Hb.6:19,20), que intercede pelos pecadores (Is.53:12); pela Igreja (Jo.7:9; Rm.8:34; Hb.7:25).

Nas passagens de Lv.9; Hb.5:1-4; 7:25 encontramos as principais características do ofício sacerdotal, as quais destacamos a seguir:

a) sacerdote é tomado dentre os homens para ser o seu representante;

b) Ele é constituído por Deus, conforme o versículo Hb.5:4;

c) Ele age como mediador entre Deus e os homens, buscando os interesses dos homens nas coisas pertencentes a Deus;

d) Sua tarefa especial consiste em oferecer a Deus sacrifícios pelos pecados;

e) Ele fazia intercessão pelo povo e os abençoava, conforme Lv.9:22.

A Palavra de Deus, ainda no Velho Testamento, prediz e apresenta o Sacerdote Eterno e o Sacerdócio do Redentor que haveria de vir. Há claras referências a isto em Gn.14:18-20; Sl.110; Zc.6:13. Cristo Jesus é o Sacerdote Eterno, segundo a ordem de Melquisedeque.

No Novo Testamento, há várias passagens que se referem à Obra sacerdotal de Cristo Jesus, mas somente na epístola aos Hebreus é que encontramos uma exposição mais clara e completa sobre este importantíssimo tema. Ele o nosso único, verdadeiro, eterno e perfeito Sumo-Sacerdote, constituído por Deus, que assumiu, substitutivamente, o nosso lugar e, pelo sacrifício de Si mesmo, obteve uma perfeita redenção (Rm.3:24,25; 5:6-8; 1ª Co.5:7; 15:3; Ef.5:2; Hb.3:1; 4:14; 5:1-10; 6:19,20; 7:1-28; 8:1-13; 9:11-15, 24-28; 10:11-14; 1ª Jo.2:2; 4:10).

A Obra sacrificial de Cristo Jesus tem os seguintes aspectos principais:

1) Possui natureza expiatória e substitutiva:

As Sagradas Escrituras testificam o fato de que os sacrifícios de animais, instituídos na Lei dada a Moisés, como nas ofertas pelo pecado e pelas transgressões, tinham o caráter expiatório (Lv.1:4; 4:29-35; 5:10): no ato da imposição de mãos que simbolizava a transferência do pecado e da culpa, para a vítima, como em Lv.16:21,22; no derramamento e aspersão do sangue sobre o Altar de Bronze (pelos sacerdotes levitas) e sobre o Propiciatório (pelo Sumo-Sacerdote uma vez ao ano, no Dia da Expiação), como em Lv.16 e 17; no perdão das ofensas cometidas daquele que trazia sua oferta pelos pecados: Lv.4:26-31.

2) Possui Natureza Profética:

Os sacrifícios ordenados por Deus tinham um caráter profético, e se destinavam a prefigurar os sofrimentos vicários do Senhor Jesus Cristo e a Sua morte expiatória na cruz. No Salmo 40:6-8, o Messias é apresentado como aquele que substitui os sacrifícios previstos na Lei, pelo Seu próprio Sacrifício, conforme constatamos ao lermos Hb.10:5-10.

Há claras indicações no Novo Testamento de que os sacrifícios previstos na Lei prefiguravam Cristo e Seu sacrifício vicário, como em Hb.9:19-24; 10:1; 13:10-13. Ele é o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29), em cumprimento a Êx.12 e Is.53; Ele é o “Cordeiro sem defeito e sem mácula” (IPe.1:19); e “nosso Cordeiro Pascal”, que foi imolado por nós (I Co.5:7).

3) Seu Propósito:

Os sacrifícios previstos na Lei não podiam expiar os pecados, mas eram figuras do verdadeiro sacrifício vicário de Cristo, ainda por vir (Hb.9:1-14). Em Hb.10, lemos que aqueles sacrifícios não podiam aperfeiçoar o ofertante (v.1); não podiam remover pecados (v.4). Na verdade, eles somente tinham significação real de salvação para Deus, quando realizados com verdadeira fé e arrependimento, na medida em que levavam a atenção do ofertante a fixar-se no Redentor vindouro e na Redenção prometida.

Importante é compreender que Cristo é o Sumo Sacerdote, não somente terreno, mas também, e especialmente, celestial. Ele é, mesmo quando assentado à destra de Deus, com majestade celeste, "ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem" (Hb.8:2).

Em Hb.8:5, lemos: "...como Moisés foi divinamente avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se mostrou". Ele é o Sacerdote verdadeiro (o Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque - Hb.5:1-11); o Sumo-Sacerdote de fato e de direito, conforme o Decreto irrevogável de Deus Pai (Sl.110:4); a servir no verdadeiro santuário, do qual o tabernáculo de Israel era apenas uma sombra imperfeita (e transitória). Ele exerce o Sumo-Sacerdócio diante do Trono de Deus, no Tabernáculo não feito por mãos humanas, apresentando-se a Si Mesmo, pelos que nEle crêem, como Sacrifício Vivo e Eterno, ao PAI. Assim sendo, Ele é nosso intercessor junto ao Pai (Sl.110:5).

Cristo, como o nosso Advogado, intercede por nós junto ao Pai e contra Satanás, o nosso acusador - Hb.7:25; 1ª Jo.2:1; Ap.12:10. Outros textos neotestamentários que falam da obra intercessória do Senhor Jesus Cristo acham-se em Rm.8:24; Hb.7:25; 9:24.

4) A natureza da Obra intercessória de Cristo:

É impossível dissociar a obra intercessória de Cristo de Seu sacrifício expiatório na cruz. Este é apenas um aspecto da obra sacerdotal de Cristo. No entanto, como afirma L.Berkhof:

"A essência da Intercessão é a Expiação de Cristo. A Expiação é real - um sacrifício e uma oferta reais, e não um mero sofrimento passivo - porque, em sua própria natureza, é uma intercessão ativa e infalível; ao passo que, por outro lado, a Intercessão é uma Intercessão judicial, representativa e sacerdotal, e não uma mera influência a favor de alguém - porque é essencial que haja Expiação, ou seja, uma oblação substitutiva, feita uma vez por todas no Calvário, agora apresentada perpetuamente e usufruindo perpétua aceitação no céu." Hb.10:9-14.

Exatamente como o sumo sacerdote, no grande dia da Expiação, entrava no lugar santíssimo, isto é, no Santo dos Santos, com o sacrifício consumado, para apresentá-lo a Deus, assim Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, entrou no Lugar Santíssimo, isto é, no Tabernáculo Celestial, pelo sacrifício de Si mesmo, santo, perfeito, imaculado, insubstituível, único e imutável. Hb.9:24.

Há também um elemento judicial na intercessão, precisamente como na expiação. Mediante a expiação, Cristo Jesus satisfez as justas exigências da lei, de modo que nenhuma acusação legal pode, com justiça, ser feita contra aqueles pelos quais Ele pagou o preço. Contudo, Satanás, o acusador, sempre está a lançar acusações contra os eleitos e remidos; mas o Senhor e Salvador Jesus Cristo nos justifica pela apresentação de Seu próprio Sangue e Obra Expiatórios, diante de Deus. (Ap 12.11).

O apóstolo Paulo, em Rm.8:33,34, afirma: "Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós". Aí está o elemento judicial presente claramente.

Um outro ponto relativo à Obra intercessória de Cristo, é que ela está relacionada com a nossa santificação completa, integral (posicional, vivencial ou prática-progressiva e final). Quando nos dirigimos ao Pai, em nome de Cristo (Mt.18:18-20; Jo.14:13), as nossas orações imperfeitas são aperfeiçoadas nEle; os nossos pecados são perdoados por Ele; as nossas limitações humanas e materiais são plenamente suplantadas e superadas pela Sua divindade eterna. Aleluia! Leia-se: Hb.2:17,18; 3:1-6; 4:15;1Pe.2:4,5.

5) Por quem ele intercede?

O Senhor Jesus Cristo intercede por todos aqueles por quem Ele fez expiação, e somente por estes. Pode-se inferir disto do caráter limitado da expiação somente os que crêem, os que são nascidos de novo, é que são beneficiados por ela, embora o Sacrifício de Cristo tenha sido feito por todos (Mt.10:32,33; Mc.16:16; 1Jo.2:1,2).

Em passagens como Rm.8:1,2,34; Hb.7:25,26 e 9:24, a palavra "nós" se refere somente aos salvos. Além disso, na oração sacerdotal registrada em Jo.17, o Senhor Jesus Cristo diz ao Pai que ora por Seus discípulos que ali estão e "por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra" (v.9,20).

No versículo 9, do mesmo capítulo, Ele faz uma declaração sumária a respeito do caráter restritivo de Sua intercessão, quando diz: "É por eles que Eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste". E o versículo 20, nos ensina que Ele não intercede somente pelos discípulos presentes, mas por todos os que ainda haveriam de ser salvos.

Neste sentido, o Senhor Jesus Cristo está posto como Sumo Sacerdote dos que são declarados filhos de Deus, por meio dELE. Não significa, no entanto, que Ele nunca interceda pelos que não são salvos, como lemos em Lc.23:33, pois aqui o vemos como Filho do Homem, em seu estado de humilhação. Agora, porém, não O vemos desta forma, mas como Aquele que está à direita de Deus Pai, glorificado e que intercede por nós: "o Sumo Sacerdote dos bens futuros". Leia-se, ainda, Jo.17:17,24; Hb.4:14-16; 10:21,22; 1Pe.2:5.

A oração intercessória de Cristo é uma oração que nunca falha. Junto ao túmulo de Lázaro o Senhor Jesus expressou a certeza de que o Pai sempre O ouve, Jo.11:42. Suas orações intercessórias em favor do Seu povo estão baseadas em Sua obra expiatória. Os remidos de Deus podem auferir consolo e fortaleza do fato de contar com um intercessor tão eficaz junto ao Pai! (Jo 14.13-14).

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

A importância da ressurreição de Jesus Cristo

A ressurreição de Jesus Cristo

A ressurreição de Jesus Cristo e a sua glorificação à direita de Deus Pai é o ponto central da doutrina do evangelho. Ela tem implicações eternas para a vida de milhões de pessoas que depositaram a sua fé no Filho de Deus, e que aguardam nEle a sua salvação eterna, pela transformação de seus corpos mortais à semelhança do corpo imaculado do Senhor Jesus Cristo. Sem a ressurreição de Cristo, não haveria nenhuma esperança para o homem. O apóstolo Paulo explica detalhamente como será a importância e a ordem da ressurreiço em Cristo Jesus, como está escrito em 1a. Co 15.20-23, assim: "(...) Mas, de fato Cristo ressurcitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. Porque assim como a morte veio por um homem (Adão), também a ressureeição dos mortos veio por um homem (Jesus). Porque, assim como todos morreram em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda". (1a. Ts 4.13-18).

A importância da ressurreição de Cristo

De acordo com as Escrituras, a fé na ressurreição de Cristo é essencial para a salvação (Rm 4.25; 10:9,10):

a) É a doutrina fundamental do cristianismo (1 Co.15). O apóstolo Paulo nos mostra que a pregação do evangelho depende da certeza desta doutrina (v.14); sem ela a fé é vã (v.14); os apóstolos seriam falsas testemunhas (v.15); os cristãos permaneceriam em seus pecados (v.17); os que dormiram em Cristo pereceriam (v.18); os cristãos seriam os mais infelizes de todos os homens (v.19). No livro de Atos dos Apóstolos encontramos relatos de pregações dos apóstolos e discípulos do Senhor, os quais enfatizavam a importância da ressurreição (At.2:24,32; 3:15,26; 4:10; 10:40; 13:30-37; 17:31). Nas epístolas também encontraremos a mesma ênfase (Rm.4:24,25; 6:4-7; 7:4; 8:11; 10:9; I Co.6:14; II Co.4:14; Gl.1:1; Ef.1:20; Cl.2:12; I Ts.1:10; II Tm.2:8; I Pe.1:21).

b) É fundamental para a salvação. Por causa do perdão dos pecados (1Co.15:17); da justificação (Rm.4:25; 8:32-34); da nossa esperança (ICo.15:19); da eficácia da pregação (1Co.15:14); da eficácia da fé (1Co.15:14,17); da nossa ressurreição em um corpo glorioso, tendo sido feitos participantes da natureza divina (1Co.15:49-57; 1Jo.3:2); para provar que Ele é o Filho de Deus (Sl.2:7; At 13:33; Rm.1:4). Deus ressuscitou ao Senhor Jesus Cristo dentre os mortos e O exaltou à Sua direita nos céus, para que Ele fosse o cabeça da Igreja (Ef.1:19-23); o Senhor de todas as coisas, nos céus, na terra e debaixo da terra (Fp.2:9-11); para conceder o Espírito Santo aos que nEle cressem (Jo.1:33; 15:26; 16:7; At.2:32,33); a remissão dos pecados (At.5:31); os dons ministeriais à Igreja (Ef.4:8-13); Ele ressurgiu para que fôssemos aperfeiçoados nEle para a salvação (Rm.5:8-10). Essa confissão não consiste de mera aceitação do fato histórico da ressurreição. Os soldados que estavam guardando o túmulo de Jesus creram nessa realidade ainda que, mentindo, a negassem posteriormente mas nem por isso se converteram. É evidente, pois, que a salvação nada tem a ver com formulas verbais e doutrinárias. Ela vem da expressa confissão verbal de um coração sincero que creu na mensagem do evangelho.

c) Para os santos remidos pelo sangue de Jesus ela significa que eles são gerados para uma viva esperança (1a. Pe.3:21); que desejam conhecer o seu poder (Fp.3:10); que ressuscitarão à semelhança de Cristo (Rm.6:5; 1a Co.15:49; Fp.3:21); e que é o emblema do novo nascimento (Rm.6:4; 2a. Co 5.17; Cl.2:12).

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Conclusão sobre a doutrina da salvação


A Obra perfeita, suficinte e eficaz da salvação consumada por nosso Senhor Jesus Cristo, está, claramente, expressa nas suas palavras ditas no cume da cruz do calvário, registradas nos Evangelhos, a saber:

a) Pelo apóstolo João, assim: "(...) Depois, vendo Jesus que tudo já estava comsumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede! Estava alii um vaso cheio de vinagre. Embeveram de vinagre uma esponja e, fixanmdo-a num caniço de hissopo, lha chegaram à boca. Quando pois, Jesus tomou o vinagre, disse: ESTÁ COMSUMADO! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito". (Jo 19.28-30).

b) Pelo "médico amado Lucas", assim: (...) Então Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! e, dito isto, expirou". (Lc 23.46).

c) Também, pelo apóstolo Paulo foi registrada assim: "(...) Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou as terceiro dia, segunda as Escrituras (...) ". (1ª Co 15.3,4).


"A salvação é um Dom de Deus (Ef.2:8-9) e nos vem pela graça divina. Em relação à justificação, Deus é o Juiz e Cristo é o nosso advogado de defesa; o pecado do homem é sua frontal desobediência e agravo contra Deus, cuja penalidade é a morte; a expiação no sangue de Jesus é o cumprimento da exigência divina expressada em sua Lei, reveladora de Sua justiça e santidade; o arrependimento e a fé representam a convicção e aceitação da Obra expiatória de Cristo na cruz, trazendo a remissão dos pecados; o Espírito Santo testifica do perdão concedido, em Cristo, e realiza o novo nascimento; a vida cristã é obediência em santificação; e sua perfeição é o cumprimento da lei da justiça, no homem nascido de Deus (Rm.5:1,2; 13.8)". (Do livro Conhecendo as Doutrinas da Bíblia de Myer Pearlman).

Deus, através do Espírito Santo, forma em nós a imagem de seu Filho (Rm.8:29; 2ª Co 3.18). Toda essa realização está muito acima das possibilidades humanas. Tudo nos vem pela graça e méritos de Jesus Cristo (Rm.3:23-28; 6:23; Ef.2:8-10). A Deus demos toda glória! Amém!

Santificação último aspecto da salvação

Luiz de Carvalho - Cantor Cristão
A salvação é um processo que se inicia na conversão e termina na ressurreição de nossos corpos, no dia da vinda do Senhor Jesus Cristo. Assim, a “santificação”, como parte da salvação, está relacionada à separação da propriedade exclusiva de Deus (que somos nós) para uma vida que O glorifique (Rm.12:1-2). Tendo paz com Deus, e tendo recebido uma nova vida, o novo homem, dessa hora em diante, dedica-se ao serviço de Deus. Comprado por elevado preço (1Pe.1:14-19), já não é dono de si mesmo; não mais vive na prática do pecado, mas serve a Deus de dia e de noite (Lc.2:37). Tal pessoa é santificada por Deus e, por sua própria vontade, entrega-se a Ele para viver em santificação e em novidade de vida. Somos santificados (1Co.1:2), e Ele é feito para nós santificação (1Co.1:30). Ele é o autor da salvação eterna (Hb.12:2).


É como afirmou o teólogo "Myer Pearlman em seu livro Conhecendo as Doutrinas da Bíblia", assim: "O homem salvo, portanto, é aquele cuja vida foi harmonizada com Deus, foi adotada na família divina, e agora dedica-se a servi-Lo. Em outras palavras, sua experiência da salvação, ou seu estado de graça, consiste em justificação, regeneração, adoção e santificação. Sendo justificado, ele pertence aos justos; sendo regenerado, ele é filho de Deus; sendo santificado, ele é santo, literalmente uma pessoa santa” (Hb. 12:14).

Salvação Eterna


Mais Perto Quero Estar


A salvação do crente genuíno é um ato irrevogável! uma vez salvo, salvo para sempre! uma vez filho de Deus, é filho para sempre, e não bastardo (Jo.1:11-13; Rm.11:29; Hb.12:6-8; 1Jo.3:1,2).

A doutrina da salvação eterna do crente genuíno tira o medo e a dúvida do coração do homem, infundindo nele a confiança e a esperança; elimina os nocivos “ventos de doutrina”, fornecendo-lhe a segurança e fortaleza no conhecimento da verdade.

Leiamos alguns textos bíblicos que nos ensinam a segurança eterna do cristão:

1. "O qual também nos selou e nos deu como penhor o Espírito em nossos corações" (2ª Co.1:21-22). Deus, em Jesus Cristo, nos deu do seu Espírito (v.21). O ato de selar é uma forma de segurança contra a abertura de documentos. Assim, os que estão em Cristo, têm este selo do Espírito Santo que garante a sua propriedade divina. Seu destino final é a nossa morada nos céus (Dn.6:17; - Ef.1:13-14) "(...) Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra a verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele crido também, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória" - A palavra “penhor” significa “garantia; segurança” (2ª Co.5:5; Ef 1:14), isto é, garantia de tudo quanto está envolvido na salvação. Pelo selo do Espírito Santo, no espírito e alma do homem regenerado, há uma transformação interior, mudando-o "de um ímpio pecador, em um santo adorador". Ele garantiu possessão final e completa de tudo o que a vida eterna significa.

2. "Porque eu sei em quem tenho crido e estou bem certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia". 2ª Tm. 1:12. O apóstolo está convicto, não tem dúvidas, não tem receio, tem fé! Sabe que Ele é poderoso e tem toda autoridade nos céus e na terra (Mt.28:18). A vida que é entregue a Deus está segura em suas mãos. Deus é quem a está guardando e este depósito, ninguém o pode confiscar. A expressão “até aquele dia” é muito séria, e nos faz lembrar das palavras de Jesus aos seus discípulos: "Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus" (Lc. 10:20). Alegrai-vos! é a ordem do Senhor! O que nos resta fazer? Exultar! Portanto, exultem cidadãos do céu! No céu não tem borracha, nem apagadores, nem revisores de texto. Se o seu nome foi escrito no céu, no livro da vida do cordeiro, - Ap. 21:27: "E não entrerá nela coisa alguma que contamine, e cometa abominaçao e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro" - você já está relacionado como um morador da Nova Jerusalém, e ninguém pode mudar este fato! Como filho de Deus você já pertence ao aprisco celestial do Bom Pastor, (Jo 10.9-16). Como está escrito: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém arrebará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e nimguém pode arrrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um". Portanto, a ovelha nasce, vive e morre como ovelha, porque tem a natureza de ovelha e não de cão ou de porca lavada que gosta da lama, é uma questão de natureza diferente. (2ª Pe 2.22).

A certeza da salvação




Como posso ter certeza de salvação? Resposta: Deus o declarou expressamente pela Sua Palavra! Ele afirma clara e categoricamente que toda pessoa que confia sua vida a Cristo, é perdoada e salva, recebe a vida eterna e está segura para sempre (Jo.3:16; 5:24; 10:27-30; Rm.8:1-2, 31-39; 10:9,10). É a Palavra de Deus que nos dá a certeza da salvação eterna em Cristo Jesus, assim:

1. Primeiro, é Jesus mesmo quem nos garante esta certeza, dizendo: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me eniou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida" (Jo 5.24). "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. E dou-lhes a vida eterna; e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão do meu Pai. Eu e o Pai somos um". (Jo 10.27-30).

2. Segundo, é o apóstolo quem afirma, assim: "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte". (Rm 8.1-2).

3. Terceiro, o apóstolo João, categoricamente, confirma, assim: "E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e estga vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus". (1ª Jo 5.11-13).

4. O que deve fazer o arrependido pecador para ser salvo, então? É como o apóstolo Paulo respondeu à pergunta do carcereiro filipense, assim: "(...) Crê no Senhor Jesus e serás salvos, tu e tua casa" (At 16.31).

Então, a certeza da salvçã0 é para aquele que crê em Jesus Cristo como seu suficiente Salvador e Senhor, sem nenhuma dúvida, crendo na veracidade absoluta da Palavra de Deus.

Salvação Aceita

Cem ovelhas - Oseias de Paula

Aceitar a salvação gratuita de Deus, o favor imerecido, é preciso:

1. Arrepender-se de seus pecados (Mc.1:15; Lc.13:3; At.2:37,38).

O arrependimento consiste em uma mudança de direção, uma mudança de atitude com relação ao pecado, mudança de comportamento, mudança de coração e mente (2 Co.7:10). A indiferença do pecador é substituída por um desejo sincero de salvação; a sua auto-suficiência, por uma franca confissão de incapacidade espiritual; o seu orgulho, por humildade.

2. Crer em Jesus Cristo, como seu único e suficiente Salvador (Ef.1:13;2:8-9; 1Jo.5:9-12; Mc.1:15; 16:15,16).

Crer no testemunho de Deus com respeito à pessoa e obra de seu Filho (1Jo.5:9-13). Sendo um pecador, culpado e perdido, ele deve crer no fato de que Cristo morreu por ele, levou os seus pecados, tomou o seu lugar na cruz, realizou uma obra perfeita, fazendo tudo o que era necessário para a sua salvação. (Hb.10:10,14-20; 1Jo. 5:13).

3. Confessar a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida (Rm.10:9,10).

Este é um passo importante e decisivo, por que é um ato definido de vontade. Como saber se alguém creu, ou não, em Jesus? Se alguém não crer nele, como irá confessá-lo? Confessá-lo como único e suficiente Salvador e Senhor de sua vida, significa entregar-se totalmente a Ele. Crer, neste caso, também é obedecer (Mt.7:21-29; Lc.6:46; 1Jo.2:4; At.16:30,31)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Salvação Providenciada


Deus tomou a iniciativa na salvação do pecador. Foi Ele quem providenciou o meio para que o pecador se aproximasse dele entregando seu Filho para o sacrifício vicário na cruz do calvário, conforme está escrito, assim: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo.3:16; 16:8; Rm.10:8-17; Ef.2:8,9); a Graça nos foi concedida pelo Senhor e até a fé salvadora, vem pelo ouvir, o ouvir a Palavra de Deus (Jo.1:16-17; Ef. 4:7; Rm.10:17).

1. Cristo veio para ser o salvador (Mt.1:21):

O Unigênito do Pai se fez carne a fim de providenciar a salvação da humanidade (Jo.1:1,14; 3:16,17).

2. A vida, morte e ressurreição de Cristo, satisfizeram plenamente todas as exigências de Deus Pai (ICo.15:14; Rm.4:25).

Deus demonstrou sua plena aceitação do sacrifício de Cristo, pelo fato de ressuscitá-lo dentre os mortos e assentá-lo à sua destra, acima de todo o poder e autoridade (At.5:31,32; Fp.2:8-11; Hb.1:3, 13; 8:1; 10:12; 12:12).

Quando Cristo, voluntariamente, foi a cruz, morreu como sacrifício (oferta) de substituição em favor dos pecadores. O castigo de Deus contra o pecado caiu sobre Ele (Is.53; Rm.5:6-11; 1Pe.2:24), satisfazendo toda a justiça divina. Agora, Deus Pai não aceita outro mediador, entre Ele e os homens (At.4:12; ITm.2:5).

O que deve fazer então o homem agora? A resposta se encontra em At.16:30,31, onde se pergunta: "o que devo fazer para ser salvo"? Cuja resposta foi: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo..."!

Necessidade da Salvação




Por que falamos de salvação? Será que todo homem necessita de salvação? A necessidade da salvação do homem vinda da parte de Deus se deve a dois fatos que cada pessoa tem que enfrentar:

a) O fato da pecaminosidade do homem (Rm.3:23) todo homem é pecador (Sl.51:5; 1Jo.1:8-10);

b) Deus é justo e santo (Sl.89:14; 36:6) Deus condena o pecado, sendo Ele mesmo Juiz contra todos aqueles que morrem em seus pecados (Jo.3:36); a sentença é o afastamento eterno da sua presença (Jo.8:21-24; Ap.20:11-15).

A Bíblia é muito clara sobre este fato: O homem está perdido e precisa ser achado (Lc.19:10); está condenado e precisa de absolvição (Is.53:6); está espiritualmente morto e precisa de vida (Ef.2:1); está em trevas e necessita de luz (Jo.1:4,5,9); está doente e necessita de médico (Mt.9:12); é culpado e necessita de justificação (Rm.3:21-23); é pecador e necessita de perdão (Rm.5:12-19); é um escravo e precisa de libertação (Jo.8:32); é absolutamente incapaz de salvar a si mesmo (Is.64:6).

A Salvação - Justificação, Regeneração e Santificação



Adotaremos aqui a mesma divisão utilizada por Myer Pearlman, em seu livro “Conhecendo as Doutrinas da Bíblia”, para o estudo da doutrina da salvação. Ele a subdividiu em três aspectos: justificação, regeneração e santificação, como partes integrantes e inseparáveis de uma mesma verdade. Veremos, inicialmente, os dois primeiros aspectos da salvação e, depois, o aspecto da santificação num capítulo mais detalhado.

1. Justificação - é o ato de Deus pelo qual Ele declara justo aquele que crê em Jesus Cristo. O homem, que era culpado e condenado perante Deus, agora é absolvido e declarado justo pelo próprio Deus (justificado), por meio de Jesus Cristo (Rm.5:1). Nos que estão em Cristo, a justiça de Deus é manifestada (2Co.5:21) e por Ele obtemos o perdão dos pecados (Ef.1:7).

2. Regeneração e Adoção – regenerar significa gerar de novo. O homem, morto em transgressões e ofensas, precisa de uma nova vida em Cristo, sendo esta concedida pelo ato divino do novo nascimento (Jo.1:12,13; 3:3-5). Sugere uma cena familiar. O crente é um com Cristo, em virtude de sua morte expiatória e do Seu Espírito vivificante. Nele somos feitos novas criaturas, com uma nova vida (2Co.5:17). O novo homem, em Cristo, torna-se herdeiro de Deus e membro de Sua família (Rm.8:14-17).
3. Santificação – a salvação é um processo que se inicia na conversão e termina na ressurreição de nossos corpos, na dia da vinda do Senhor Jesus Cristo. Assim, a “santificação”, como parte da salvação, está relacionada à separação da propriedade exclusiva de Deus (que somos nós) para uma vida que O glorifique (Rm.12:1-2). Tendo paz com Deus, e tendo recebido uma nova vida, o novo homem, dessa hora em diante, dedica-se ao serviço de Deus. Comprado por elevado preço (1Pe.1:14-19), já não é dono de si mesmo; não mais vive na prática do pecado, mas serve a Deus de dia e de noite (Lc.2:37). Tal pessoa é santificada por Deus e, por sua própria vontade, entrega-se a Ele para viver em santificação e em novidade de vida. Somos santificados (1Co.1:2), e Ele é feito para nós santificação (1Co.1:30). Ele é o autor da salvação eterna (Hb.12:2).

O homem salvo, portanto, é aquele cuja vida foi harmonizada com Deus, foi adotada na família divina, e agora dedica-se a servi-Lo. Em outras palavras, sua experiência da salvação, ou seu estado de graça, consiste em “justificação, regeneração, adoção e santificação. Sendo justificado, ele pertence aos justos; sendo regenerado, ele é filho de Deus; sendo santificado, ele é santo, literalmente uma pessoa santa”. A santificação está consubstanciada na salvação fomando um conjunto integralizado, conforme vemos em Hb. 12:14, assim: "Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor". Este item será estudado, detalhamente, em um capítulo específico.

Introdução a doutrina da salvação


Estudaremos, a partir desta lição, uma das mais importantes doutrinas da Igreja: a doutrina da salvação. Os teólogos a chamam de “soteriologia”, que é a parte da teologia que estuda a doutrina da salvação. A expressão soteriologia vem do grego sõteria, que significa “salvar”; “salvador” ou “libertador” encontrada em textos como: Lc.2:11; Ef.1:13; Hb.7:25).

Quase a totalidade dos grupos religiosos atuais, não pregam a certeza de salvação. Alguns sequer cogitam disso, nem crêem na possibilidade da salvação, como os espíritas, por exemplo. Já os católicos romanos pensam que a salvação só é possível com o concurso das obras, e ninguém (senão Deus) pode saber quem é salvo, ou não. Por isso, praticam missas em sufrágio das almas, acrescidas das indulgências, votos e penitências aos santos, na tentativa de “colaborar com Deus” para a salvação de seus entes queridos falecidos.

Entre os evangélicos, há os que defendem a predestinação determinista, isto é, Deus já teria determinado os que serão salvos e perdidos, independetemente de qualquer atitude ou manifestação da vontade deles. Por outro lado, há quem ensine a perda da salvação, ou seja, a salvação estaria condicionada a certos pré-requisitos que, se não cumpridos, sujeitaria ao transgressor à perda da salvação. Há, ainda, os que anunciam o evangelho da prosperidade, do “aqui e agora” e, nem ao menos falam em salvação, estando mais interessados em lucros, domínio, posição eclesiástica e outros assuntos.

A Igreja de Cristo no Brasil crê, à semelhança de grande parte das igrejas evangélicas tradicionais, no que a Palavra de Deus ensina, a qual nos mostra, com absoluta clareza, que se alguém é salvo, está salvo para sempre, conforme Jo.10:27-30; Rm.5:1-2; 8:1-2, 31-39; 1Jo.5:1-13.

Não há como aceitar a perda da salvação, à luz das Escrituras. As decisões e propósitos divinos são imutáveis (Rm.11:29). Deus não está sujeito às incertezas do proceder humano, e tão pouco age diante de méritos humanos.