I- Os capazes de além do vestido tomado a força, doam também sua capa.
Texto básico: Mt 5:40. "e ao que quiser pleitear contigo e tirar-te a vestimenta, larga-lhe também a capa".
i. Aqui Jesus nos fala da túnica e da capa. Para entender é preciso conhecer melhor o “guarda-roupa” do Oriente Médio. Na época do Novo Testamento a túnica era usada sobre a pele, internamente, e feita de um tecido leve. A capa era uma peça externa, pesada, larga, quente e folgada de uso externo. Durante o dia era como um paletó que protegia das queimaduras provocadas pelo sol (sol do deserto), e a noite funcionava como um cobertor. A capa era tão importante para aquele que a possuía que existia uma lei a respeito dela. Quando dois homens faziam um trato, um deles poderia reter uma peça de roupa do outro como garantia até que a transação fosse consumada.
ii. Como a lei ordenava. A lei diz que aquele que ficasse com a capa, deveria devolvê-la ao por do sol, pois sem ela seu usuário não teria como proteger-se do frio e do calor, assim: "Se tomares em penhor o vestido do teu próximo, lho restituirás antes do pôr do Sol". Êx 22:26. Por isso era comum que as transações fossem feitas com túnicas e não com capas.
iii. O ensino de Jesus sobre o amor. O que Jesus queria dizer é que as armas do amor devem ir além daquilo que é de direito. De acordo com Jesus o amor cristão, jamais se limita a fazer o mínimo exigido por lei. Vai além dela. Se alguém quer sua túnica (que é direito de lei do outro), deixa também a capa (que é seu direito retê-la).
II - Os capazes de caminhar a segunda milha.
Txto básico: Mt 5:41. "(...) e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas".
i. O recrutamento compulsório: O que Jesus agora dizia feria os ouvidos até a alma dos judeus daquele tempo, pois dizia respeito a uma prática que eles abominavam sobre o recrutamento compulsório. Naquela época Israel era dominado pelo Império Romano. Um soldado romano tinha o direito legal de aproximar-se de um judeu a qualquer hora do dia ou da noite e recrutá-lo para prestar-lhe um serviço, por exemplo: "(...) Ao saírem, encontraram um cireneu, chamado Simão, a quem obrigaram a carregar-lhe a cruz". (Mt 27:32). O militar podia obrigar um civil a lavar sua roupa, levar sua bagagem, roçar um campo e não importava o que o civil estivesse fazendo no momento, ele tinha que o atender. Os judeus simplesmente odiavam esta prática...
ii. O ensino da segunda milha do amor. Como é que Jesus nos manda agir no final da estrada? Ele diz que, quando chegar ao final desta milha de amargar, em vez de você jogar a mala com força no chão, desejando que o que estiver dentro dela se quebre e disfarçadamente ainda cuspir no chão como sinal de desprezo, você deve mostrar o amor de Jesus e perguntar olhando nos olhos dele: Deseja mais alguma coisa, senhor? Não tem lógica, não é fácil, mas funciona quando navegamos no amor de DEUS. O próprio Senhor Jesus se torna nossa força nos ajudando a carregar as bagagens dos outros. (Palestrante: Adalto Pinho Faria).
Conclusão. O apóstolo Paulo define muito bem como o cristão deve viver este amor que vai muitro além de um amor "philéo", que é na base da amizade, do interesse, e da reciprocidade, mas, como o amor "agape", sacrificial, assim como Jesus mesmo deu o maior exemplo, "(...) morrendo por nós sendo nós ainda pecadores". Rm 5.8. Foi assim que o apóstolo Paulo escreveu aos Corintios sobre o amor: "(...) O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; 1ª Co 13.4-8, e, também, aos romanos, assim: "(...) porque quem ama aos outros cumpriu a lei". Rm 13.8b.
Os cristãos capazes de darem a outra face. Como disse Jesus: "Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra". Mt 5:38-39.
Introdução. A exortação de “virar a outra face” quando formos difamados, insultados e maltratados por outros, instantaneamente desperta uma resposta, “você deve estar brincando comigo” Certo? A razão é que rejeitamos a idéia de permitir que alguém escape após fazer uma afronta à nossa dignidade.
i. Filosofia humanística.Tudo dentro da nossa natureza humana exige que o "eu" seja valorizado e protegido acima de todas as coisas. Uma lei física postula que “toda ação provoca uma reação de igual intensidade e em sentido contrário”. Essa lei se levada para as Igrejas e até mesmo para a sociedade em geral, provocará uma verdadeira desgraça. Somos constantemente colocados à prova no que diz respeito ao nosso domínio próprio. Sabemos que muitas pessoas quando provocadas reagem com explosões de fúria, utilizando, então, de um triste jargão: “Eu não levo desaforo para casa” ou outro ainda “Bateu, levou”, mais um “se mexerem comigo eu rodo a minha baioneta”. As grandes tragédias da humanidade foram conseqüências daquilo que chamamos direito de defesa, ou seja, se me agredirem eu respondo agredindo ainda mais.
ii. Jesus Cristo nos ensinou humildade e tolerância com determinação. Cristo não nos ensinou desta forma. Assim sendo tenha em mente que não devemos retaliar contra ninguém, e especialmente contra nossos irmãos em Cristo Jesus, independente de quanto achamos que eles “merecem”. Jesus também, não está pedindo para você se transformar em um saco de pancadas. Nas Escrituras não encontramos DEUS encorajando seu povo a serem “abutres” ou “pombas” quando se encontram em situações de legitima defesa. O que Ele nos ensina é que devemos agir com racionalidade, que devemos combinar humildade e tolerância com ousadia e determinação. Ele não está dizendo que é pecaminoso alguém se defender ou defender a sua família quando ameaçado. Se Ele tivesse dito isso, então seria uma contradição o que as Escrituras dizem em outros lugares. Ele nos fala acerca de uma afronta recebida. Jesus nos diz que o revide não leva a nada!
iii. Costumes legalísticos judaicos. Parece que os judeus tinham adotado ilegitimamente a lei da retribuição como justificativa para a vingança pessoal, assim: "Se causar defeito em seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito: fratura por fratura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado a algum homem, assim lhe fará". (Lv 24:19-20). Assim uma pessoa que era ofendida de certa forma, requereria que o ofensor a compensasse na extenção mais plena da lei. Porém a lei da retaliação permitia uma justiça exata, não a vingança, e dizia respeito à justiça pública, não a vingança particular. A vingança pessoal ou até mesmo o “linchamento” está fora de questão. É contra isto que Jesus fala. O Senhor já tinha estabelecido o meio de tratar com punição o ofensor, pela espada do Estado. Ele não está se dirigindo às cortes, a policia ou às forças armadas. (Rm 13.1-7).
iv. A defesa da honra com dignidade. Esse versículo (Mt 5.39) passa para todo não crente que o evangélico é um bobalhão, ingênuo, sem direito a se defender. Muitos do próprio meio cristão escondem sua covardia atrás deste verso, certamente mal interpretado por ele e pelos que o cercam. Perdem o direito de defenderem suas famílias e se demonstrarem algum tipo de reação a alguma coisa errada eles são interpretados como carnais, exaltados, etc. Quem lê a Bíblia sabe que o Senhor Jesus não se caloudiante de todas as situações em que viveu. Quando presenciava coisas errôneas no templo, escribas e fariseus hipócritas, vendilhões na "casa de oração", etc. Não argumentou humildade ou com mansidão, e não deixou de desmascarar os falsos religiosos da época. Se gravarmos em nossa mente a imagem de um Jesus passivo a tudo, acharemos um absurdo ver Nosso Mestre derrubando mesas ao expulsar os ladrões que vendiam tudo na chamada "casa de oração". (Ler; Mc 11.15-18; Jo 2.13-17). Não estou incentivando ninguém a tomar decisões de maneira abrutalhada, ignorante, nem estou fazendo apologia à violência. Fuja de tudo isto!!!
v. Agir, espiritualmente, com as armas do amor. Fazer as coisas de cabeça quente é fazer besteira pra se arrepender depois. Precisamos aprender a absolver os “tapas” do dia-a-dia, as fechadas de transito, as invasões de fila bem na nossa frente, as más respostas de alguém mal humorado. É preciso deixar de ser tão defensivo e aprender a agir com as armas do amor. Na próxima vez que você for tentado a perder a compostura, ou ter uma explosão de fúria (como dar uns tapas na cara de alguém), conte até cem uma ou duas vezes enquanto se lembra desta passagem. (Mt 5.38-39).
vi. Ter a dignidade social com respeito ao próximo. Mas, também, que cada cristão venha a refletir nos seus direitos com a sociedade. Somos cobrados de nossos deveres, mas, nos nossos direitos apenas ouvimos que o crente deve aceitar tudo. Isso nos causa indignação, pois, se queremos aquilo que é certo, por que deveríamos aceitar o que é errado? O fato de discernimos que o Salmo 91 nos garante a proteção sob o esconderijo do Altíssimo não impede que deixemos a porta bem trancada antes de dormir. Aprendemos que temos a proteção de DEUS, mas não devemos tentá-lo, porem, termos precauções. O mesmo se dá em “oferecer a outra face”. Aprendemos neste versículo que devemos ter o princípio de não querer se “vingar”, ficar desejando mal ao próximo, mas não de abaixar a cabeça e aceitarmos a injustiça, fingindo uma falsa humildade, amaldiçoando as escondidas. Como exemplo de nosso Senhor Jesus Cristo, o cristão deve ser sincero, honesto, reto e santo. (Mt 23.1-12). (Plestrante: Adalto Pinho Faria).
Conclusão. O ensino a este respeito do apóstolo Paulo em Rm 12.9-21, é a melhor regra de comportamento para o cristão espiritual. Vejamos o que ele nos ensina na última parte deste texto bíblico, assim: "(...) A ninguém tomeis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. Se for posssível, quando estiver em vós, tende paz com todos os homens. Não vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira (a Deus), porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. (sua consciência). Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem". (Rm 12.17-21). Façamos assim e viveremos na lei do amor incomparável de Cristo Jesus nosso Senhor. Amém.
Os cristãos de palavra, naturalmnte, devem falar somente a verdade. Como disse Jesus: "Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência malígna". Mt 5:37.
Integridade! Significa qualidade de íntegro; inteireza moral; retidão. A palavra deriva-se do latim, (integritate) denotando o estado de algo com todas as suas partes intactas. Uma pessoa integra demonstra através de seus atos e palavras retidão, imparcialidade, inocência e pureza.
i. A hipocrisia ou fingimento. Quem disfarça, dissimula e teatraliza seus comportamentos não tem parte com Jesus. Não é a quantidade de erros que determina a grandeza de um discípulo, mas sua capacidade de reconhecê-los. Uma pessoa podia ter mil defeitos, mas se tivesse a coragem de admiti-los e procurasse corrigi-los, esta sim, teria parte com Ele. Jesus aceitava todos os defeitos dos seus discípulos, mas não admitia que eles não fossem transparentes, nem hipócritas. O único que não aprendeu esta lição foi Judas Iscariotes.
ii. Para os nossos antigos pais a palavra empenhada era a própria honra. Quero me lembrar também que houve uma época em que não existiam promissórias, cartórios, boletos, etc. A palavra era o único documento necessário em uma transação. Bons tempos aqueles porque hoje, o que se vê de “falsos cristãos” com os nomes sujos na praça é muito triste.
iii. Diga sempre a verdade, custe o que custar."Sim, sim; Não, não". (Mt 5.37b). Outro enfoque deste versículo é dado sobre a verdade. Diga sempre a verdade, porém faça isto com amor e consideração.
iv. A fonte da verdade é Jesus. Disse Jesus:"Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim". Jo 14.6. A Palavra de Deus é a expressão da pura verdade, como disse Jesus, assim: (...)"Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade" Jo 17.17. (Palestrante: Adalto Pinho Faria).
v. A verdade. O que é a verdade? Segundo o minidicionário de Luft verdade significa exato, real, certo, autêntico, sincero. É, portanto, tudo que é contrário a falsidade ou o fingimento. Vejamos:
1) Conformação da afirmativa com a realidade dos fatos, assim "O que diz a verdade manifesta a justiça, mas a falsa testemunha diz engano". Pv 12.17. Como disse o apóstolo Paulo: "Pelo o que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros". Ef 4.25. (Ler: Pv 6.16-19).
2) Fidelidade. Está escrito assim: "(...) Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida". Ap 2.10b. (Ler: Gn 24.27; Sl 25.10).
3) Jesus é, em pessoa, a expressão do que Deus é a verdade absoluta. Disse Jesus: "(...) Eu sou a verdade (...)". (Jo 14.6b).
4) “Na verdade” ou “em verdade” é a expressão usada por Jesus para introduzir uma afirmativa de verdade divina, assim: "Na verdade, na verdade vos digo quem ouve a minha a palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida". Jo 5.24. (Mt 5.18).
vi. A mentira. O que é a mentira? A mentira é o contrario da verdade. É enganar com palavras falsas negando a verdade.
vii. A partenidade satânica da mentira. O pai da mentira é o Diabo conforme disse Jesus: "Vós tendes por pai o diabo, e queres satisfazer o desejo de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não há verdade nele. "Quando ele profere a mentira fala do que lhe é próprio,porque é mentiroso, e pai da mentira". Jo 8.44. Portanto, falar mal do próximo com difamação, mentindo, é o chanado "pecado da maledicência". Ler: Tg 3.1-12.
Conclusão. Há seis coisas que Deus aborrece e a sétima Ele abomina - a mentira -, como está escrito em Pv 6.16-19: "(...) Olhos altivos, língua mentirosa, Pv 6.17a, (...) testemunha falsa que profere mentiras", Pv 6.19a. (Ap 21.8). Todavia, Deus ama a verdade, porque é de sua natureza e procedência o ser a "verdade". Jo 18.37-38. Toda mentira é de procedência malígna, ou seja, do pai da mentira que é o Diabo, originalidade de todo mal. Portanto, o cristão, como filho de Deus, por consequência natural, tem que falar somente a verdade, pois é da natureza de Deus Pai e de Seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor, o ser a pura Verdade. Temos que falar somente a verdade porque já temos habitando em nós o Espírito Santo da Verdade, (Jo 14.16-17), porque, como disse Jesus, assim: " (...) a boca fala do que está cheio o coração". Amém.
DEUS não criou o ser humano para viver em trevas físicas nem espirituais, mas, viver na luz. Em Gn 1:1-5, o texto bíblico nos mostra que a terra era sem forma e vazia e que as trevas cobriam a face do abismo. Foi assim que Deus criou a luz: "v3 E disse Deus: Haja luz. E houve luz. v4 E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. v5 E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã: o dia primeiro". A primeira coisa que DEUS traz a existência é a luz.
i. Os discípulos são chamados para serem luz neste mundo de trevas!
Jesus convoca os cristãos para serem os iluminadores das almas em trevas, com estas palavras: Mt 5:14-16. "v14 Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; v15 nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa. v16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus".
ii. Jesus é a Luz que ilumina a alma do homem. No sentido espiritual Jesus se comparou com a luz que ilumina todo homem que vem a este mundo, assim: Jo 8.12,"v12 Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida". Foi assim que, também, afirmou o apóstolo João: Jo 1.4-5; "Nele, (em Jesus) estava a vida e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam".
iii. O homem sem Deus vive em trevas. O mundo jaz no maligno, por causa dessa situação, a humanidade vive em trevas ou no pecado. Como está escrito em 1ª Jo 5.19, "Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno". Confome está escrito emIsaias 9:2 e Mateus 4:16, assim: "v16 o povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou". Este texto bíblico afirma que o povo que vivia em trevas viu uma grande luz. Quem é esta luz? Jesus é esta grande luz e somente Ele pode iluminar as trevas espirituais em que se encontra nosso mundo. No Evangelho segundo João, capítulo 8, verso 12, Jesus afirma ser a luz do mundo, assim: "v12 Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida". De fato, brilhava onde a luz do sol nunca penetrara. Embrenhava-se pelas frestas da alma, iluminava os becos da emoção, lançava fora todo temor e irrigava de esperança os abatidos. As multidões afluíam para ver o fulgor do Mestre Jesus. Era impossível ocultá-lo.
Entretanto se o homem pudesse enxergar, o quanto mais medonha, e terrível, é a escuridão da alma, Ele não aceitaria a sua condição atual de maneira nenhuma e correria rapidamente para a luz de Cristo. Todo o caos em que se encontra a humanidade é devido aos corações humanos que ainda se encontram em trevas, no pecado.
iv. O que significa andar na luz? A esse respeito o apóstolo Paulo nos ensina assim: "v12 A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. v13 Andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. v14 Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências". Rm 13.12-14. (...) 1ª Ts 5.4-9, "v4 Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele Dia vos surpreenda como um ladrão; v5 porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. v6 Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios. v7 Porque os que dormem dormem de noite, e os que se embebedam embebedam-se de noite. v8 Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e da caridade e tendo por capacete a esperança da salvação".
v. A Bíblia afirma que Deus é luz e que devemos andar na sua luz. Aqueles que não andam na luz não têm comunhão com Ele. Vejamos: 1ª Jo 1.5-7, v5 E esta é a mensagem que dele ouvimos e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. v6 Se dissermos que temos comunhão com ele e andarmos em trevas, mentimos e não praticamos a verdade. v7 Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado".
vi. Como andar na luz? Para se andar na luz neste mundo tenebroso, é preciso:
1º. Crer em Jesus como seu Salvador e Senhor. (At 16.31). É preciso crer para que o"sangue de Jesus o prurifique de todo pecado", e, assim, poder andar na luz. (1ª Jo 1.7), e,
2º. Ter a Palavra de Deus como o farol que ilumina o seu caminho. Como disse o salmista Davi: "Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho". Sl 119.105.
Assim como a humanidade vive nos dias de hoje, os fariseus também viviam na obscuridade. Como não admitiam nem desejavam fazer uma faxina em suas almas, a luz do Mestre os incomodava. Em que solução pensaram? Tentaram destruir a luz a ser iluminado por ela. Mas, a luz de Jesus continua a brilhar em cada um dos seus seguidores e através de cada um deles a luz do céu deve alcançar a todos aqueles que se encontram em trevas, como diz a Palavra de Deus: "v9 Ali estava a luz verdadeira, (Jesus), que alumia a todo homem que vem ao mundo, v10 estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu". (Jo 1.9-10).
vi. Que grande responsabilidade é a nossa! Jesus nos deixa claro que as pessoas só conhecerão a Ele se deixarmos sua luz brilhar em nós. Em Mt 5:14, Ele diz que nós somos a luz do mundo! Já Paulo nos exorta a brilharmos como as estrelas do universo, assim: "v15 para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo". Fp 2:15. Portanto, grande é nossa responsabilidade! vii. As nossas boas obras glorifiam a Deus. Quando brilhamos DEUS é glorificado, como está escrito em Mt 5:16: "v16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus". (Jo 8:12).
Conclusão - A Luz fala de esclarecimento sobre o comportamento humano. Ser antes de fazer ou falar. O mundo deve receber o mensageiro antes de receber a mensagem. De nada adianta ser luz se não posso iluminar o caminho dos demais. O cristão somente funciona como luz enquanto unido a Cristo, como disse o apóstolo Paulo: " v8 Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz". Ef 5:8. Portanto, andar na luz do Evangelho, é viver uma vida justa, honesta, santa, piedosa, diante de Deus e diante dos homens, autenticamente. Amém. (Palestrante: Adalto Pinho Faria)
Jesus comparou os seus discípulos como o sal da terra, assim: . "Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens". Mt 5:13. "Bom é o sal, mas, se o sal se tornar insulso, com que o adubareis? Tende sal em vós mesmos e paz, uns com os outros". (Mc 9.49-50). "Bom é o sal, mas, se ele degenerar, com que se adubará? Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça". (Lc 14.34-35)
Jesus gostava de usar metáforas para facilitar o entendimento de seus discípulos. A ação do sal é individual e nos exemplifica o comportamento individual de cada cristão. A Bíblia nos mostra a importância do sal em várias passagens e que valem a pena serem lidas. Estas passagens nos mostram, paralelamente, as cinco funções principais do cristão, que são: temperar, preservar, limpar, purificar e impactar (dar exemplo). (Lv 2:13; Jz 9:45; Jó 6:6; Ez 16:4).
Cinco lições nos são ensinadas:
i. O bom sabor da palavra temperada com a graça. A primeira lição é prover sabor, impedindo que o alimento fique insosso. Não se aproxime das pessoas com linguagem reprovada. Denunciar sistematicamente os erros de algum segmento da sociedade é fechar as portas para evangelização deste segmento. (Ef 2.8-9; 1ª Tm 2.1)
ii. O cristão, como o sal, deve evitar a putrefação social. A segunda subentende a podridão deste mundo. As coisas vão de mal a pior. Podemos e devemos melhorar esta situação. Como sal, a função do cristão é evitar a putrefação e a decadência. Lembre-se, o sal é diferente do material sobre o qual ele é depositado. Se o cristão se tornar como o sal insípido, inútil para purificar, para "nada mais presta, a não ser para ser pisado pelos homens..." (Mt 5.13b).
iii. O cristão, como o sal, deve purificar a sociedade em que vive. A terceira nos fala de limpeza, cura, purificação. Como sal, somos anunciadores de boas novas que podem limpar, curar e purificar o coração do homem em pecado.
iv. O cristão pode se tornar inútil, perdendo sua força moral. A quarta diz respeito a inutilidade e omissão na convivência. Ainda que o sal, de fato, não pode deixar de ser salgado, ele pode, como o pó salgado que se forma nas praias do Mar Morto, tornar-se tão poluído que seja tão inútil como o pó da estrada. Se, por concessões feitas ao mundo o sal (o testemunho) for levado de nós, deixando apenas um resíduo de mundana respeitabilidade, belos edifícios, círculos sociais agradáveis e rituais vazios, nós, também, nos tornaremos totalmente sem valor.
v. O cristão deve impactar e pregar com o seu exemplo. A quinta fala do bom exemplo em tudo que faz. Hoje muitos cristãos, vivem um cristianísmo insípido, que não causa impacto em sua geração. Causar impacto, fazer a diferença, salgar, não é simplesmente fazermos mega eventos no saleiro (local de celebração, no culto), mas é nos misturarmos no meio daqueles que estão apodrecendo no pecado e necessitam de vida, como está escrito assim: Mt 9.12-13. "12Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas sim, os doentes. 13Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício. Porque eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento". Evangelizar através de relacionamento. (Palestrante: Adalo Pinho Faria).
Conclusão - Os cristãos são como o sal que contribui para conservar e purificar o mundo (Mt 5.13). Como disse o apóstolo Paulo: Cl 4.5-6. "Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um". “Temperada com sal” quer dizer “de bom gosto”. Quando Jesus disse: "Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar?". Ele está nos advertindo que devemos, sempre, influenciar e trasformar o mundo (kosmos), tirando-o de uma qualidade moral inferior para uma ética melhor, incorrupta e saudável, mesmo que sejamos em menor quantidade, assim como, o sal em pequena quantidade tem o poder purificador e preservador a partir do ítimo dos alimentos, de dentro para fora. Para isto devemos ser autênticos cristãos e darmos bom testemunho com nossos exemplos. Amém.
Disse Jesus: "Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus". Mt 5:8.
i. Quem subirá o monte santo do Senhor? Os absolutamente sinceros! A pureza de uma devoção sincera! Ver tudo com o olhar claro, sem a deturpação da volúpia, sem a distorção da avareza, sem o apego da dominação, sem a insanidade do orgulho, sem a doença da arrogância, sem a mesquinhez da prepotência... Quando se vêem as coisas e as pessoas assim, se vêem nelas a imagem e os vestígios de DEUS. É uma velha questão, com uma velha resposta. “Quem”, pergunta Davi, subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar? "O que é limpo de mãos e puro de coração" (Sl 24:3-4).
ii. Puro de coração, ou no íntimo do seu ser. Para entender ainda mais o que significa ser puro do coração precisamos atentar para o significado das duas palavras que Jesus usou neste texto: o adjetivo “puro” e o substantivo “coração”. Comecemos com o termo coração. O que a Bíblia ensina sobre a palavra coração? O que a palavra coração significa neste texto? A bíblia emprega o termo coração em dois sentidos: sentido literal e sentido figurado, espiritual.
a) No sentido natural. Refere-se ao órgão vital de onde procede a fonte da vida biolólica do sistema circulatório do sangue.
b) No sentido espiritual. No sentido figurado ou espiritual o coração representa o centro da personalidade humana, ou seja, representa a pessoa interior apontando para a sede dos pensamentos, sentimentos, motivos, propósitos e atitudes do próprio homem. Em Provérbios 4:23 lemos o seguinte: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”. É neste sentido espiritual que Jesus aqui, usa o termo coração. Quando Ele fala dos puros de coração, Ele está se referindo àqueles que têm um interior puro, isto é, àqueles que têm pensamentos, sentimentos, desejos, motivos e atitudes puras.
c) O sentido da palavra "puro". Agora observe o adjetivo “puro”. Tal termo é utilizado na Bíblia em três sentidos:
1 – Físico ou higiênico, no sentido de limpar, lavar, higienizar, etc. 2 – Cerimonial, caracterizado por rituais de purificação externa. 3 – Espiritual ou moral, caracterizado pela pureza ética, um comportamento integro, pensamentos, motivos e atitudes sinceras no relacionamento com DEUS e o próximo. A pureza de coração não é uma qualidade natural do homem, mas é resultado da obra graciosa de DEUS na vida do cristão.
d) O homem natural já nasce com a natureza corrompida. A verdade é que todos nós nascemos com um problema sério de “coração” que é o pecado que herdamos de Adão e Eva. Nascemos com um coração corrompido. Nossos pensamentos, sentimentos, desejos e motivações são inclinados para o pecado (Jr 17:9; Mc 7:21-23). Todos somos impuros por natureza. Como disse o apóstolo Paulo: "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram". (Rm 5.12). De nós mesmos não podemos nos tornar puros. Somente DEUS pode nos purificar de toda esta imundícia espiritual. Davi reconheceu isto como está escrito no Sl 51:10: " Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável".
e) Só Jesus pode purificar ou regerar o coração do homem. A Bíblia nos orienta sobre a responsabilidade de desejarmos um coração puro, de buscarmos a purificação de nosso coração (2ª Co 7:1; Tg 4:8). Para que esta purificação venha a acontecer só existe um caminho, o sangue de Jesus, como está escrito assim: "Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado". (1 Jo 1:7).
f) Jesus requer de seus discpipulos pureza autêntica. Como disse Jesus a todos: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me" (Lc 9.23). Jesus não quer que seus discípulos demonstrem uma pureza meramente externa, Ele requer pureza de coração, um interior limpo. Ele requer que o cristão seja destituído de toda hipocrisia e aparência de santidade exterior e, que se viva em sinceridade e integridade. Os puros de coração têm um coração inteiramente voltado para DEUS, ou seja, DEUS não está somente no centro de sua adoração mas também no centro de sua vida.
g) A pureza em todos os níveis. A pureza de coração deve se fazer presente em todas as esferas de nosso relacionamento, na igreja; na família; e na sociedade. Como disse o apóstolo Pedro: "v14 Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; v15 pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, v16 porque escrito está:Sede santos, porque eu sou santo". 1ª Pe 1.14-16.
i. Na igreja. Temos que nos relacionar com nossos irmãos com toda pureza. Os irmãos que são puros de coração viverão em amor e união uns com os outros. (Sl 133; 1ª Co 13).
ii. Na família. Nosso relacionamento familiar também deve ser marcado pelo mesmo principio de pureza. Os filhos que são puros de coração demonstram amor por seus pais obedecendo-lhes no Senhor. Os pais por sua vez educarão seus filhos nos caminhos de DEUS. O casal será fiel um ao outro e se amarão com ternura e respeito. (Ef 5.22-33; 6.1-4).
iii. Na vida profissional. No trabalho, os empregados farão suas tarefas com honestidade e seus patrões tratarão bem os seus empregados. Estes são princípios dos puros de coração. (Ef 6.5-9).
Conclusão. Devemos seguir o exemplo de Jesus, que foi puro e sincero em todos os seus atos, palavras e pensamentos. Ele foi totalmente puro e distituido de toda malicia e hipocrisia, sem pecado algum. Esforcemo-nos para andar como Cristo andou, com um coração puro e cheio de amor por DEUS e pelo próximo. Nunca devemos nos esquecer da promessa: somente os puros de coração verão a DEUS. Como está escrito em Hb 12.14, assim: "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor". Amém. (Fonte: Palestrante, Adalto Pinho Faria).
Disse Jesus: "Bem-aveturados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia". Mt 5:7
O QUE É A MISERICORDIA? A MISERICÓRDIA É:
1) Bondade como gratidão: Foi assim que Deus usou de misericóridia para com a meretriz Raabe que, pela fé, escondeu os espias de Israel em Jericó. Js 2.1, 14 "v1 De Sitim enviou Josué, filho de Num, dois homens, secretamente, como espias, dizendo: Andai e observai a terra e Jericó. Foram, pois, e entraram na casa de uma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e pousaram ali. (...) Então, lhe disseram os homens: A nossa vida responderá pela vossa se não denunciardes esta nossa missão; e será, pois, que, dando-nos o Senhor esta terra, usaremos contigo de misericórdia e de fidelidade". (Hb 11.31)
2) Bondade como amor, graça e perdão de Deus. No cristão a misericórdia se manifesta assim: no perdão, na proteção, no auxílio, no atendimento às súplicas dos enfermos, dos necessitados, das viúvas, dos órfãos, no socorro aos atrribulados, visitas aos presidiários, etc. No perdão, assim: Nm 14.19,"v19 Perdoa, pois, a iniqüidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia e como também tens perdoado a este povo desde a terra do Egito até aqui".
3) Como perdão ao suplicante. Sl 4.1,"Responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça; na angústia, me tens aliviado; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração". Ler: A parábola do "Fariseu e do Publicano", em Lc 18.9-14.
4) Como um princípio eterno de Deus. Êx 20.6; (...) "faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos". Como Jesus ensinou na parábola do "Bom Samaritano". Ler: 9.25-37.
5) A misericórdia de Deus dura eternamente. Essa disposição de Deus se manifestou desde a criação e acompanhará o seu povo até o final dos tempos: Lc 1.49-50, "v49 porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome. v50 A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem". Sl 136.1, "1Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre".
6) Virtude pela qual o cristão é bondoso para com os necessitados. Tg 1.27, "v27 A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo. (...) Tg 2.13, "Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo".
7) A misericordia no coração humano. A misericórdia é uma qualidade que não é totalmente desconhecida, mesmo num mundo de homens basicamente egoístas. Mas esta é uma misericórdia seletiva e inconstante, que não se baseia no princípio de Deus. E não é uma disposição decidida do coração e do caráter. O mesmo homem que é capaz de compaixão ocasional, ainda acha os sofrimentos dos outros muito incômodos e a vingança muito vitoriosa.
8) A misocórdia segundo Jesus. A misericórdia que Jesus elogia vem da percepção penetrante da necessidade desesperada que a própria pessoa tem de misericórdia, não simplesmente a dos homens, mas especialmente a de DEUS. Jesus teve misericórdia do cego de Jericó, assim: Lc 18.35-43. (...) "v38 Então, ele clamou: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! v39 E os que iam na frente o repreendiam para que se calasse; ele, porém, cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim! v40 Então, parou Jesus e mandou que lho trouxessem. E, tendo ele chegado, perguntou-lhe: v41 Que queres que eu te faça? Respondeu ele: Senhor, que eu torne a ver. v42 Então, Jesus lhe disse: Recupera a tua vista; a tua fé te salvou".
9) O misecordioso sente no coração a desgraça alheia. O misericordioso também vê a desgraça do outro como sua própria. O mal do outro lhe dói como se fosse seu. Como Jesus teve compaixão do jovem pocesso desde a infância, assim: Mc 9.14-29. (...) v21b Há quanto tempo isto lhe sucede? Desde a infância, respondeu; v22 e muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para o matar; mas, se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. v23 Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê. v24 E imediatamente o pai do menino exclamou (com lágrimas): Eu ceio! ajuda-me na minha falta de fé. (...) v25 Disse Jesus: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai deste jovem e nunca mais tornes a ele. v27 (...) Jesus tomando pela mão, o ergueu, e ele se levantou".
10) Há dois tipos de desgraças: Duas desgraças atingiram a humanidade, a material e a espiritual, devido a isto são necessárias duas misericórdias:
a) a misericórdia material que procura atender os males materiais, e,
b) a espiritual que se dói e aflige com os pecados alheios.
11) Avaliando os dois tipos de misericórdia: Vamos testar o quanto somos misericordiosos material e espiritualmente falando.
a) Misericórdia material – Quando foi a última vez que você deu um prato de comida, vestiu, abrigou a alguém? A última esmola dada? A última cesta básica dada a uma família necessitada, você se lembra? Quantas pessoas você agasalhou por se apiedar de vê-las morrendo ao relento de frio? Quantos frascos de remédio você deu àqueles que não podem comprá-los?
b) Misericórdia espiritual – Quantos filhos na fé você possui, ou ganhou para Jesus? Quantos visitantes você levou à Igreja este ano? Sua oferta para missões é deferenciada? Para quantas pessoas não evangélicas você falou de Jesus (evangelismo), este ano? Qual o seu comportamento em relação aos novos convertidos? Você ora pelos missionários diariamente? Etc. (Fonte: Palestrante, Adalto Pinho Faria).
Conclusão. Quem é, verdadeiramente, misericordioso como um autêntico cristão, é um bem-aventurado, agora e eternamente, porque disse Jesus assim: Mt 5.7,"Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia". Amém.
1. Os que têm fome e sede de justiça. Mt 5:6. "bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos".
2. Fome e sede. Esta figura era especialmente atraente num país onde a média anual de chuva não passava de 65 cm. Sem dúvida, muitos dos que escutavam a Jesus sabiam o que era passar sede. Mas aqui Jesus falava da fome espiritual e sede da alma, como disse o salmista: (Sl 42:1-2). "Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?Só os que almejam justiça com a mesma ansiedade dos que morrem por falta de alimento ou de água, a encontrarão. Nenhum recurso da terra pode satisfazer a sede espiritual e a fome da alma. Não são suficientes as riquezas materiais, nem profundas filosofias, nem as satisfações dos apetites físicos, nem a honra, nem a fama e nem o poder.
3. Sede de justiça - O fato de que um coração almeja justiça, demonstra que Cristo já começou ali sua obra. O desejo de virtude. São aqueles que querem agir de acordo com a justiça e a misericórdia de DEUS. Desejam ver implantada a justiça de DEUS não só na vida dos outros homens, mas em suas vidas também.
4. Fome espiritual e o "Pão da vida" - Uns seis a oito meses depois do Sermão do Monte, Jesus pronunciou outro grande discurso, desta vez a respeito do Pão da Vida (Jo 6:26-59), no qual apresentou mais plenamente o princípio que aqui se expõe em forma sucinta. Jesus mesmo é o “pão da vida” do qual os homens devem ter fome, e participando deste “pão” podem manter sua vida espiritual e satisfazer a sede de sua alma, assim: (Jo 6:35, 47-51, 58), "v35 E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede (...) v47 Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna. v48 Eu sou o pão da vida. v49 Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. v50 Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra. v51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer desse pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo. (...) v58 Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre".
5. Sede espiritual da alma - Conversando com uma samaritana, Jesus também se apresenta como aquele que pode satisfazer a sede da alma: (Jo 4.10); "v10 Jesus respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva", (Jo 4:14); "(...) v14 mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna".Jesus aparece aqui como um homem convidando as pessoas a beber de uma água nunca antes bebida, que saciava a sede da emoção, que resolvia o vazio da existência e cortava as raízes da solidão. Entretanto, só bebia dela quem tivesse uma sede espontânea, quem tivesse coragem para reconhecer que faltava algo dentro de si. Quem não tivesse tal sede, podia seguir seu próprio caminho e esquecer o Mestre da Vida. Quem se julgava abastado podia ficar girando em torno do seu próprio mundo (kosmos). Quem não precisava de médico e julgava que não tinha feridas em sua alma, podia excluí-lo de sua vida. Nunca Jesus forçou alguém a lhe seguir, mas, está sempre pronto para saciar a sede e a fome espiritual de todo aquele que vem a Ele.
6. O sábio Salomão reconheceu que tudo aqui "debaixo do Sol" é vaidade - Depois de provar todas coisas materiais e muito mais, Salomão chegou a conclusão de que “tudo é vaidade”, assim: (Ecl 1.1-3), "v2 (...) É tudo vaidade. v3 Que vantagem tem o homem de todo o seu trabalho, que ele faz debaixo do sol? Nada produz a satisfação e a felicidade que o coração humano almeja. A conclusão do sábio foi que reconhecer o CRIADOR e cooperar com Ele que proporciona a única satisfação duradoura. Como está escrito assim: (Ec 12:1-3, 13-14). "v1 Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento; (...) v13 De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem. v14 Porque Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau".
7. Convite para receber de graça, "sem preço" - Há em Isaias um convite feito bondosamente a todos aqueles que têm sede e fome de justiça para que venham ao Provedor Celestial, recebam o alimento e a bebida "sem dinheiro e sem preço", como disse o profeta Isaias: (Is 55:1-2); "v1 Ó vós todos os que tendes sede, vinde às águas, e vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite". Para os seguidores de Cristo a justiça tem que ter um sentido amplo. Em vez de estabelecer sua própria justiça, os cristãos devem submeter-se a Justiça de DEUS. (Rm 10:3-4), "v3 Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. v4 Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê". Justiça que se encontra pela fé em Cristo Jesus, como disse o apóstolo Paulo, assim: (Fp 3:8-9), "v8 E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo v9 e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé". (...) (Rm 3.21-26), "v21 Mas, agora, se manifestou, sem a lei, a justiça de Deus, tendo o testemunho da Lei e dos Profetas, v22 isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. v23 Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, v24 sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, v25 ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; v26 para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus". Portanto, receba "da água da vida" a justiça de Deus de graça - em Cristo Jesus -, sem preço, a salvação eterna de sua alma. (Palestrante: Adalto Faria). Continua>>>
I - Onde estão os que choram?. Mt 5:4. " bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra".
Muitos crentes que não pensam bem, pensam que os que choram são aqueles que reclamam de tudo, vivem se lamuriando. É claro que não é isto! Todos os homens choram, mas certamente nem todos serão consolados!
i. As lágrimas do arrependimento. Em II Co 7:10 diz: "Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvacão, da qual ninguem se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte". Estas são as lágrimas que temos que decidir derramar, renunciando ao nosso orgulho obstinado; e por vontade de escolher, chegar ao inenarrável conforto do misericordioso DEUS que perdoa a todos nós, toma-nos para ele.
ii. Deus enxugará todas as lágrimas de seus filhos - Deus finalmente enxugará todas as lágrimas, coforme está escrito em Ap 21:4: "E Deus limpará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas". Serão consolados os que choram pelos motivos certos. Choram seus próprios pecados e os alheios Is 6:5. Choram pelas misérias desta vida... As lágrimas têm sempre nos ensinado mais do que os risos sobre as veracidades da vida. Está escrito: "Sentí as vossas misérias, e lamentai, e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o nosso gozo em tristeza. Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará". Tg 4.9
II - Onde estão os mansos? Mt 5:5. " Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra".
i. Bem-aventurdos os mansos. - Aqui está um aviso aos iracundos: vença o irascível! O desafio para nós é entender o que é a verdadeira mansidão. Num mundo de aspereza e crueldade, a mansidão parece uma maneira rápida de cometer suicídio. Devemos entender que mansidão não é fraqueza. Não há frouxidão nela.
ii. Suportando por amor - O homem manso pode suportar maus tratos pacientemente, mas não é passível quando se refere ao mal: Em Rm 12:9-21 diz: "Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vigança; eu recompensarei, diz o Senhor. portanto, se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; (...) Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem". Há nele uma repulsa ardente a todos os caminhos da falsidade, como está escrito: "Pelos mandamentos alcancei entendimento, pelo que aboreço todo o falso caminho". Sl 119:104; Gl 1:8-9. Mansos não são aqueles que não reagem, que, tudo aguentam, passivamente. Mansos são aqueles que controlam a ira, não guardando o rancor, assim: "Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira". Ef 4;26. Os mansos têm controle absoluto de suas reações. Mansidão é controle da força do "ego" pelo Espírito Santo, assim: Gal 2.20 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim, e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim".
iii. O exemplo de Moisés - Moisés era o mais manso dos homens quando se tratava de injúrias contra ele, conforme Nm 12:3: "E era o varão Moisés mui manso, mais de que todos os homens que havia sobre a terra", mas sua ira queimava como fogo contra a irreverência para com DEUS, assim: "E aconteceu que chegando ele (Moisés) ao arraial, e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se o furor de Moisés, arremessou as tabuas das suas mãos, e quebrou-as ao pé do monte". (Êx 32:19).
iv. O exemplo de Jesus - Jesus Cristo não era manso como se ele fosse impotente. Ele era manso porque tinha o seu imenso poder sob controle de grandes princípios: seu amor por seu Pai; - "Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai, e que eu faço como o Pai me mandou". Jo 14:31), o seu amor pelos homens perdidos. - "E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave". Ef 5:2. O homem manso é o que foi amansado para o jugo de Cristo, conforme Mt 11:29; "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou humilde e manso de coração; e encontrareis descanso para vossas almas".
Conclusão - Procure ser um cristão sincero, humilde e manso de coração, como Jesus mesmo nos deu o Seu exemplo, no meio de uma geração incrédula, imoral, injusta e perversa, como "sal e luz" deste mundo (kosmos), como está escrito: "Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo (kosmos); não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia e se coloca debaixo do alqueiro, mas no velador, e dá a luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus". Mt 5.13-16. Amém. (Palestrante: Adalto Pinho Faria). Continua>>>
Onde estão os pobres (humildes) de espírito. !?!?!?
a) A humildade de espírito - É evidente que Jesus não está falando de pobreza econômica, quando disse: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus”. (Mt 5:3). Não é impossível para o pobre ser arrogante nem para o rico ser humilde. Lembrem-se, muitos podem viver com muitas posses, entretanto serem pobres de espírito, enquanto outros podem viver na pobreza e serem riquíssimos em espírito. Aqui nos ensina a reconhecermos o nosso estado pecaminoso, fruto de uma falência espiritual absoluta, na qual uma pessoa é compelida a implorar por aquilo que ela é impotente para obter (Jr 10:23), e ao que ela não tem nenhum direito mas sem o que ela não pode viver. (Lc 15:18-19).
b) Deus se agrada da singeleza e da humildade - Deus rejeita o orgulho e a auto-suficiência, mas agrada-se da singeleza e humildade, assim: “Porém o maior dentre vós será vosso servo. E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado. (Mt 23:11-12). É como o salmista disse: “Ainda que o Senhor é excelso, atenta para o humilde; mas ao soberbo, conhece-o de longe”.(Sl 138.6).
c) Agradou ao Pai revelar-se aos pequeninos.“Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos". (Mt 11:25). Ser pequenino não quer dizer ser pobre financeiramente nem inculto intelectualmente, mas ser pequeno para perceber e ser ensinado por aquele que é o grande Mestre da vida - Jesus. Repito, alguns são cultos ou ricos, mas são simples na maneira de ver a vida. Outros são incultos, mas podem ser arrogantes e impenetráveis. Temos de tomar cuidado com nossa postura diante da vida. Quem é incapaz de questionar as suas verdades não tem mais nada para aprender. O seu conhecimento se transformou no seu cárcere. Jesus só conseguia ensinar as pessoas que não estavam entulhadas com velhos conhecimentos, preconceitos cristalizados e verdades absolutas. A humildade é a força dos sábios; e a arrogância, dos fracos.
d) Jesus formava discípulos humildes - Jesus não desejava formar homens seduzidos pelo sucesso, que se colocassem acima dos mortais. Almejava que a humildade fosse permeada na personalidade de cada um. Queria gerar discípulos que fossem capazes de dizer: “Eu errei me desculpe”. Que tivessem a ousadia de falar: “Eu preciso de você”. Que não tivessem medo de dizer: “Eu estou sofrendo, preciso de ajuda”. Queria produzir homens saudáveis, felizes, satisfeitos, serenos, que não tivessem vergonha dos seus sentimentos. Jesus nunca desejou que seus discípulos fossem gigantes ou até mesmo infalíveis, mas que sempre que errassem tivessem a coragem de reconhecer o erro e a humildade de se desculpar. Exemplo do publicano na parábola citada por Jesus: “(...) O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este voltou justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado" Lc 18:13-14. (Palestrante: Adalto Pinho Faria. Continua)>>>
SINAIS - Verdadeiros sinais dos verdadeiros seguidores de Cristo.
Meu diagnóstico - Depois de passar 36 anos de minha vida como católico e outros 18 anos como evangélico, cheguei à conclusão de que, como o mundo seria diferente, se os que se dizem seguidores de Cristo, praticassem os seus ensinamentos. (Testemunho do palestrante Adalto Faria).
Comparação - Imaginem o Brasil, com aproximadamente 40 milhões de praticantes dos ensinamentos de Cristo. Já estaríamos na sala de espera do paraíso, tudo seria diferente, mas se olharmos em nossa volta, veremos que na realidade os parâmetros de nossa sociedade se assemelham mais aos do inferno do que aos do céu.
Avaliação panorâmica - Ao adentrarmos nos arraiais ditos cristãos, vamos perceber que o mundo perdeu excelentes empresários, atores dignos de Oscar, cantores com vozes invejáveis, dançarinos e coreógrafos sensacionais, políticos tremendamente carismáticos com possibilidades de chegarem até mesmo à presidência da Republica, professores de didática inigualáveis, tudo isto o mundo perdeu e em troca a Igreja de Cristo ganhou um monte de sepulcro caiado! A troca não foi boa para nenhum dos lados.
Vivência atual - Vivemos em uma época em que a palavra de DEUS tem sido severamente embotada. O evangelho tem sido aparado para ajustar-se ao estilo de vida dos homens indisciplinados e indulgentes. O mundo transformou o evangelho em pouco mais do que civilidade de nosso século. Vivemos em um tempo caracterizado por um grande entusiasmo religioso, seguido de desorientação e superficialidade.
As recomemdaçõs de Jesus - As recomendações de Jesus que veremos a seguir são as mais conhecidas, menos entendidas e menos praticadas, entretanto, se ouvirmos com humildade e colocarmos em prática estes ensinamentos, nossas vidas poderão ser transformadas, nossos espíritos revigorados e nossas almas salvas.
Princípios éticos do cristão - É claro que, os princípios éticos aqui exigidos não podem ser alcançados pelos não convertidos. Estes são princípios para os cidadãos do reino. Estes sinais marcam a diferença radical entre o reino do céu e o mundo dos outros homens. O filho do reino é diferente naquilo que ele admira e dá valor, diferente naquilo que ele pensa e sente, diferente naquilo que ele procura e faz.
Sinais genuínos - Quem possui estes sinais que estudaremos a seguir, não os receberam por herança hereditária ou fruto do ambiente em que vivem, mas trata-se de escolha. Eles não acontecem no homem naturalmente, e são de fato distintamente contrários à “segunda natureza” que o orgulho e a ambição têm feito prevalecer nos corações de toda a humanidade.
Sinais dos verdadeiros cidadãos do reino - Nestes sinais estão dois grandes alertas:
a) Primeiro é que o reino de DEUS não está aberto aos que se julgam virtuosos e aos presunçosos, mas ao pecador suplicante que chega procurando por ele.
b) Segundo é que o reino não é para o “poderoso” que obtêm o que deseja pela riqueza ou pela violência, mas para a companhia de homens pacientes, que abrem mão, não somente de suas vontades, mas até de seus “direitos”, em prol das necessidades dos outros.
Lendo os Evangelhos, somente os Evangelhos, encontrei vários sinais que comprovam a identidade de um verdadeiro cristão, separei alguns e quero hoje, lançar um desafio a todos os que assim se denominam.
Necessidade de testemunhar - Busque em suas congregações, alguém com pelo menos três dos atributos a seguir, se você encontrar...Glorifique a DEUS!!! (Palestrante: Adalto Pinho Faria. Continua) >>>>>>>>>>