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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Conclusão



Na redenção, Deus demonstra a sua graça e o seu amor para conosco, tendo dado o seu próprio Filho como preço do resgate de nossas vidas. Esse Plano de Deus é eterno e tem Cristo como centro (Ef.1:4,5; 1Tm.2:5). Ele é a Palavra Eterna, a revelação de Deus para toda criação. Esta revelação inclui a nossa redenção (Jo.1:1-14; Ef.1:3-14); Ele como o único mediador entre Deus e os homens (1Tm.2:5); único Salvador (Jo.3:16; At.4:12); o caminho, a verdade e a vida (João 14:6).

Liberdade! Esse é um dos resultados da redenção, em Cristo (Gl.5:1). Essa liberdade da escravidão do pecado (Rm.6), no entanto, não nos deve conduzir ao pecado (Gl.5:13), mas à prática da lei de Cristo, que é o amor (Rm.13:8-14; 1Co.9:19-22; Gl.5:14-6:2).

Jesus Nosso Representante e Substituto

Jesus é o nosso substituto porque tomou o nosso lugar, enquanto que, como representante, Ele agiu (e age) em nosso favor, fazendo-se presente em nosso lugar diante de Deus, visto que não poderíamos comparecer perante Ele, em defesa própria.

Cristo é o nosso representante diante de Deus. Ele é o cabeça da geração eleita, a geração dos remidos (Rm.5:12ss). É o nosso irmão mais velho, em cuja imagem moral e metafísica estamos sendo transformados (Rm.8:29 2Co.3:18). E isso significa, finalmente, que participaremos plenamente da natureza divina, da mesma maneira que Ele veio participar de nossa natureza humana (2 Pe.1:4). Ele tornou-se o representante daquilo que os remidos haverão de ser, mediante a redenção e a transformação à sua imagem.

Por outro lado, Cristo é o representante de Deus Pai, entre os homens (Jo.1:16-18; 8:28,29; 14:9; Jo 17.1-26).

Jesus é o nosso substituto. Nele foram satisfeitas as justas exigências de Deus contra o pecado e, por conseguinte, em seu valor supremo, o Senhor Jesus cumpriu toda a justiça de Deus. A "satisfação" dada a Deus pelo sangue de Jesus, se reveste de valor infinito e imutável. Jesus nos substituiu na cruz do calvário, portanto, sejamos gratos a Ele e aceitemos todos, sem demora, esta maravilhosa manifestação do amor de Deus!

A Expiação no Sangue de Jesus Cristo

Expiação significa, segundo o dicionário Aurélio: “remir (a culpa), cumprindo uma pena; purificar através de sacrifício; tornar puro, sofrendo as conseqüências disto.” De fato, a obra redentora de Cristo está estreitamente ligada à expiação 1Jo.1:7. Sem ela, não haveria salvação! Ela é o único modo pelo qual Deus poderia perdoar o pecador e, ao mesmo tempo, satisfazer a sua justiça. No latim, “expiação” é composta de duas palavras: “ex” (completamente) e “piare” (aplacar; purificar). Segundo Cl.1:20; 2.14, a expiação produz paz com Deus e reconciliação.

Referências bíblicas da expiação: A expiação é aplicada (Rm.5:8-11; 2 Co.5:18,19; Gl.1:4; 1Jo.2:2; 4:10); foi preordenada por Deus (Gn.3:15; Rm 3:25; I Pe.1:11,20; Ap.13:8); ela é universal, porém, Deus exige que seja concedida somente a todo aquele que crê e for batizado em Jesus (Mt.7:13,14; Mc.16:16; Lc.13:23,24; Jo.3:16-19;5:24-29; At.16:30,31; 1Tm.2:4-6); foi predita (Sl.22; 69:20,21; Is.7:14; 53:4-12; Zc.13:1,7); foi efetuada por CRISTO (Jo.1:29,36; At.4:10-12; 1Ts.1:10; 1Tm.2:5,6; Hb.2:9; 1Pe.2:24); voluntariamente (Sl.40:6-8; Hb.10:5-9; Jo.10:11-18). A Expiação exibe a graça e a misericórdia de Deus (Rm.8:32; Ef.2:4-7; 1Tm.2:4; Hb.2:9); o amor de Deus Pai (Jo 3.16; Rm.5:8; 1Jo.4:9,10); o amor de Jesus (Jo.15:13; Gl.2:20; Ef 5:2,25).

Em 1Jo.2:2 lemos: "Ele (Jesus) é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo". Isto significa que o sacrifício de Jesus Cristo foi feito por todos, não, porém, que todos tenham sido salvos por ele (o sacrifício). Tanto é verdade, que o próprio Senhor Jesus previu a morte e condenação para muitos. A extensão da expiação, da salvação, das bênçãos espirituais, não é universal, mas alcança somente aos que nascerem de novo, tendo sido feitos filhos de Deus (Jo.1:12-14; 3:16-19; 5:24-29; 1Tm.2:4-6). O apóstolo Paulo confirma isto, em 2 Ts.3:2b, dizendo: “...pois a fé não é de todos”. E, Jo.3:36b, diz: “...mas todo aquele que rejeita o Filho não verá a vida, pois sobre ele permanece a ira de Deus”.

A expiação é um ato de Deus, pois Ele apresentou a Jesus para propiciação, pela fé, no seu sangue (Rm.3:25). E, mais adiante, afirma: "porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios" (Rm.5:6). Lemos em Ef.1:7: "no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados"; e, em Ef.5:2: "Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós como oferta e sacrifício a Deus em aroma suave". Citamos, ainda: Ef.2:13,16; Cl.1:14,20,22; 1Tm.2:6; Tt.2:14; Hb.9:27; 10:10; 1Pe.1:18,19; Ap.5:9).

Redenção da Presença do Pecado

É chamada, também, de “redenção final”, pois ocorrerá quando formos libertado da presença do pecado e da morte física no nosso corpo, o qual será transformado, glorificado e imortalizado, à semelhança do corpo glorioso de nosso Senhor Jesus Cristo, quando de sua vinda para arrebatar a sua Igreja Triunfante (Rm.8:19-25; 1Co.15:35-58; 1Ts.4:13-18; Fp.3:20,21; 1Jo.3:1-3). Isso é realmente maravilhoso, por que seremos semelhantes ao Senhor Jesus, pois não teremos mais a presença do pecado em nossos corpos, não mais morreremos e seremos glorificados! Será assim mesmo, quando Deus transformará nossos corpos completamente, para nós nos apresentaremos diante dele, com nossos corpos transformados "santos e irrepreensíveis diante dele...", e não nos envergonharmos dele na sua vinda. Como escreveu o apóstolo Paulo aos Filipenses, assim: "Mas nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas". Leir: Fl 3.20-21; 1Ts.4.13-18; 5:23 e 1Jo.2:28.

A Redenção da Maldição da Lei (Gal 3.13)

Visto que a redenção livra da servidão ao pecado, seu alcance é tão amplo como o escopo do pecado e do mal a ele inerente. Este livramento envolve, também, a redenção da maldição da lei (Gl.3:10-14), e da exigência da obediência à lei, como um meio de alcançar a salvação (Gl.2:16-19; Fl.3:9).

Em relação a esta compreensão, muito nos auxiliará o estudo profundo das epístolas aos Gálatas, Romanos, Colossenses e Hebreus.

Jesus e a Lei (Mt.5:17-20) - De fato, as declarações de Jesus acerca da lei ultrapassam em muito a teologia judaica comum. Por exemplo: Jesus reconheceu a autoridade vigente da lei de Moisés (Mt.5:17); mas, rejeitou a hipocrisia dos fariseus na observância da mesma lei (Mt.23;23,25,26); recomendou às multidões que fizessem aquilo que era ensinado pelos escribas e fariseus, embora não devessem praticar as suas obras (Mt.23:1-3); Ele deu o sentido verdadeiro de interpretação da lei (Mt.5:21ss). Quanto um certo mamcebo indagou o que teria de fazer, a fim de herdar a vida eterna, Jesus lhe disse: "...guarde os mandamentos"? Essa é a verdade! Não há aqui nenhuma “segunda intenção” de Jesus. Ele está sendo absolutamente sincero, e fala exatamente do que sabe ser correto! O interessante no texto, é que o homem acredita que já pratica essa verdade! Porém, quando Jesus lhe mostra o verdadeiro sentido da Lei, mandando-lhe vender tudo o que tivesse, para dá-lo aos pobres, e depois vir a Jesus e segui-Lo, o que aconteceu? Ele ficou extremamente decepcionado consigo mesmo! Onde estava o problema: na Lei, ou no homem que quer agradar a Deus pela Lei?

Paulo e a Lei - Paulo ensina que a lei é o “aio” (guia) que nos conduz a Cristo. A lei demonstra a justiça de Deus, sendo, portanto, santa, pura e perfeita. Mas, ao mesmo tempo, revela ao homem sua completa impossibilidade de alcançar aquele padrão divino de justiça, através de seus méritos ou esforços pessoais.

A lei mostra ao homem a sua verdadeira natureza pecaminosa, levando-o a buscar em Cristo, escape do juízo de Deus, porque somente Jesus cumpriu toda a justiça da Lei, concedendo-a, gratuitamente, àqueles que nEle crêem. Ora, sermos livres do juízo de Deus ¾ porque havíamos transgredido a sua lei e a sua justiça ¾ o qual foi derramado sobre o justo Senhor e Salvador Jesus Cristo, não nos dá o direito de abusarmos da graça de Deus, ou de desprezarmos a sua Palavra, sob pretexto de sermos “livres da lei”.

O homem sem Cristo é escravo do pecado O que a Palavra de Deus ensina é que, quem está na carne, não pode, jamais, cumprir a Lei, por causa do pecado; pois a lei é santa, espiritual, justa e boa (Rm.6:14,15).. Porém, aquele que está em Cristo, já não está mais na carne, mas no Espírito (Rm.8:5-14) e alcançou maior justiça, que é a de Cristo, do que a dos escribas e fariseus.

Agora, o novo homem em Cristo deve andar no Espírito (Gl.5:16), cumprindo a Lei de Cristo (Gl.6:2), através do amor, que é, no final das contas, o próprio cumprimento da Lei de Moisés e de toda a Escritura!!! (Rm.13:8-10; Gl.5:13-15). Vemos, assim, que a lei se cumpre em nós, não para a salvação, mas porque somos salvos e amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos, por meio daquele que nos amou, o Senhor e Salvador Jesus Cristo e da atuação poderosa de seu Espírito Santo, no homem interior!

O homem não deve, e não pode buscar estabelecer a sua justiça pelo cumprimento da lei, pois ele, fatalmente, se colocará debaixo da maldição da lei (Gl.3:10-12). Então, o que era impossível a nós, Cristo fez nos libertando dessa maldição (Gl.3:13,14). Então, o objetivo da lei, que era o de servir de “mestre-guia” ou “aio”, até que Cristo viesse, foi cumprido (Gl.3:21-24). Uma vez unidos a Cristo, pelo novo nascimento, e sendo participantes da justiça de Cristo, o objetivo da lei é cumprido (Gl.3:26,27), e o homem é declarado justo, pela fé em Jesus Cristo (Rm.10:1-11).

Resumimos a redenção da maldição da Lei, assim: (Gal 3.13)

1 - Paulo rejeitava qualquer possibilidade de que a salvação pudesse ser obtida mediante a guarda da lei, mas somente pela justificação pela fé, em Cristo Jesus (Rm.3:20-28; 4:13; Gl.3:11).

2 - Não é por causa da lei que o homem não é salvo (Lv.18:5; Gl.3:12), mas porque o homem natural jamais poderá cumpri-La, por causa de sua natureza pecaminosa (Rm.3:20; 7:7,8).

3 - Isso conduz o homem a procurar em Jesus Cristo outra solução, que se encontra na graça divina. (Gl.3:12; Rm.7:11)

4 - A própria lei é boa. Nada há de errado com a qualidade moral da lei (Rm.7:12,14). Mas, apesar da lei mostrar o que é bom, e condenar o que é mau, ela não tem qualquer poder para ajudar o homem a seguir a bondade e evitar a maldade. O sétimo capítulo de Romanos demonstra isso claramente. O principio do pecado inerente ao homem, é forte demais para ele. Se quiser ser salvo, terá de socorrer-se em Cristo e no poder do Espírito Santo (Rm.7:24,25; 8:1ss).

5 – Entretanto, o plano de Deus é que a sua lei se cumpra em nós, que temos sido alcançados pela sua graça e misericórdia (Rm.8:3-17), enaltecendo o papel singular operado pelo Espírito Santo.

6 - deste modo, o Espírito Santo nos guia à vida de santificação e à prática da Lei de Cristo: que é o amor! Todas as obrigações morais da lei cumprem-se no amor ao próximo (Rm.13:8ss).

7 - Paulo nunca ensinou que a lei deixou de existir, ou perdeu qualquer significado para nós (Rm.3:31). Mas, pelo contrário, vemos que o apóstolo ensina que ela tem seu cumprimento em nós, no amor de Cristo (Rm.13:8-10), seguindo o exemplo do próprio Senhor Jesus Cristo (Mt.5:17-20). Esse é o propósito de Deus (Jr.31:31-34).

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Redenção do Domínio do Pecado

Após a experiência do novo nascimento, tendo sido “mergulhado” (batizado) em Cristo, em sua morte e ressurreição, tendo sido selado com o Espírito Santo, o novo homem em Cristo passa a ser livre do domínio do pecado em sua vida (Rm.6:12-18).

É na prática o domínio do novo homem em Cristo sobre o velho homem adâmico. É a vivência prática, autêntica e verdadeira de um testemunho vivo do novo nascimento, que se processou interiormente, e que se reflete na maneira comportamental de ser, da nova criatura em Cristo, pelo poder do Espírito Santo e da Palavra de Deus, do interior para o exterior do cristão genuíno (Rm.6:1,2,17,18; Gl.2:20; 5:16,24).

A maneira de ser do novo homem em Cristo, revela quem o domina: se a carne ou o Espírito Santo; se o “eu” carnal, ou Cristo. Certamente distingue o verdadeiro crente, do falso; o “nominal-teórico”, do “genuíno-prático”. Isto só pode ser conhecido pelas nossas ações diárias. Se somos luz e sal da terra, então, os homens “verão” as nossas boas obras e glorificarão a Deus (Mt.5:13-16). Sua vida reflete essa verdade bíblica, diante dos homens?

O apóstolo Paulo definiu o verdadeiro testemunho cristão, em Ef.4:24 e Rm.12:1-2. O crente fiel, que apresenta o seu corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, separando-se do mundo ímpio e corrompido pelo pecado, ele, por inteiro, oferece-se em consagração ao serviço do seu Senhor, como ressurreto dentre os mortos, no altar da graça (Cl.3:1-17). A vontade de Deus é que a imagem santa de seu Filho seja refletida em nossas vidas (2 Co.3:18).

Redenção da Pena do Pecado

A morte expiatória de Cristo Jesus na cruz foi o preço pago pelos nossos pecados. Ele assumiu o castigo que deveria cair sobre nós e nos reconciliou com Deus (Is,53:4-10; Rm.3:24-26; 4:25; 5:6-10; 8:1-4; 1Co.6:20; Ef.1:7; Cl.1:14). Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, pagou um alto preço para a nossa redenção, quitando nossa dívida, diante de Deus (Hb.9:27,28).

O Deus Unigênito se fez carne, morreu e ressuscitou, vencendo a morte e ao império das trevas e a Satanás. Cristo venceu o pecado e a morte, sendo glorificado à direta de Deus Pai (Rm.8:1-4; Ap.1:17,18). E o que é a morte agora para o crente? A própria morte é nossa, diz o apóstolo Paulo, como também nossa são todas as coisas, em Cristo (1Co.3:21-23). Devido ao Bendito Salvador, ter entrado por mim na morte, e também no julgamento, ele se tornou para mim a redenção da morte (pena), tornando-se assim a minha salvação. O pecado que tem por salário a morte, foi eliminado pela sua própria morte. O julgamento foi sofrido por mim ali na cruz do calvário, quando eu fui “mergulhado” nele (Rm.6:3-6). A vida eterna, não pode ser adquirida pelo esforço do homem, mas precisa ser recebida pela fé no doador da vida, isto é, Jesus Cristo (Ef.2:8,9).

Redenção da Culpa do Pecado



A REMISSÃO DOS NOSSOS PECADOS.

A redenção da culpa do pecado custou o preço do sangue precioso de nosso Senhor Jesus Cristo na cruz do calvário, como disse o apóstolo Paulo assim: "24sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, 25ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus". Rm 3.24-25

Todo pecado envolve culpa, porque, em alguma medida, uma lei ou norma de conduta foi violada (Rm.2:11-15). Ser culpado equivale a merecer a justa punição pelos pecados cometidos (Rm.3:23). Em Lv.4:13; 5:2, lemos que a quebra de qualquer dos mandamentos de Deus, incorria em culpa. A passagem de Tg.2:10, afirma que quebrar um só mandamento da lei, apesar dos demais estarem sendo obedecidos, resulta em culpa. Assim sendo, o homem pecador necessita de redenção e resgate, pois se encontra, por sua própria culpa e pecado, submetido ao poder do pecado e da morte.

Os homens, de fato, são escravos do pecado, e não podem ser livres, se não houver a interferência de alguém a seu favor, que pague o preço de sua dívida pelo pecado, bem como lhe restitua aquilo que ele havia perdido. A Palavra de Deus nos afirma que, somente Jesus tem esse poder (Jo.8:32-36).

Aspecto da salvação da culpa do pecado: Deus interveio a favor dos homens para a salvação, por meio de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Jo.4:42; At.5:31; Rm.1:16; Ef.1:13; 1Co.1:21; Fp.3:20; 1Tm.1:15; Hb.2:10; 5:9; 7:25; 1Pe.1:15). A obra redentora de Cristo Jesus, na cruz do Calvário, é perfeita e eficaz, feita uma só vez, para a purificação de nossos pecados no seu sangue (1Co.6:20; 1Pe.1:18; 1Jo.1:7; Ap.1:5; 5:9). Desta forma, somos libertos de uma consciência culpada diante de Deus, tendo livre acesso a sua presença (Hb.10:10,14,18-23).

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

A Doutrina da Redenção em Cristo

Definida pelo dicionário Aurélio, a palavra resgate é “o ato de livrar do cativeiro, ou de dívida, por meio de pagamento em dinheiro ou outro valor; remir; libertar”. Já a palavra redenção, é definida como sendo “o ato capaz de livrar ou salvar alguém de situação aflitiva ou perigosa; e, em sentido religioso, é a salvação oferecida por Jesus Cristo na cruz, com ênfase no aspecto da libertação da escravidão do pecado.”

De modo semelhante, a Palavra de Deus nos revela o significado dessas palavras, relacionando-as ao projeto eterno de Deus, em Cristo Jesus. No Antigo Testamento a palavra redimir é tradução de duas palavras hebraicas. A primeira era usada para indicar o pagamento em dinheiro, exigido por lei, para a redenção dos primogênitos (Êx.13:2,11-16), ou seja, o resgate que isentava aos israelitas da obrigação de que cada primogênito, homem ou animal, fosse separado para Deus (Nm.3:46-49; 18:15ss). A segunda era usada para indicar o livramento de pessoas da servidão (Êx.21:8; Lv.25:47-49). Indicava, ainda, a recuperação de propriedades que houvessem passado para outras mãos (Lv.26:26; Rt.4:4ss), bem como a comutação de um voto (Lv.27:13,15,19,20), ou de um dízimo (Lv.27:31). Em um caso de homicídio, um parente tinha o direito de redimir (vingar) o sangue da vítima (Nm.5:8; 1Re.16:11).

Um aspecto interessante do significado destas palavras, está relacionado com o ano do jubileu. Quando alguma família perdesse o direito de usufruir de um terreno, por causa de dívida, por exemplo, este lhe deveria ser devolvido no ano do jubileu, a cada cinqüenta anos (Lv.25:8-17). Para isso, antes desse ano, um parente mais próximo tinha o direito e a responsabilidade de remir a propriedade, liqüidando a dívida e restaurando-a a seus donos originais (25:23ss). Noemi chamou o filho nascido a Boaz e Rute de Obede (redentor), porque a livrara do opróbrio de não ter herdeiro masculino sobrevivente (Rt.4:14). Todos esses fatos têm relação direta com o Senhor Jesus Cristo.