quinta-feira, 16 de outubro de 2008

SINAIS - Onde estão os pobres !?!?!?!?!? (II)


Onde estão os pobres (humildes) de espírito. !?!?!?

a) A humildade de espírito - É evidente que Jesus não está falando de pobreza econômica, quando disse: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus”. (Mt 5:3).
Não é impossível para o pobre ser arrogante nem para o rico ser humilde. Lembrem-se, muitos podem viver com muitas posses, entretanto serem pobres de espírito, enquanto outros podem viver na pobreza e serem riquíssimos em espírito.
Aqui nos ensina a reconhecermos o nosso estado pecaminoso, fruto de uma falência espiritual absoluta, na qual uma pessoa é compelida a implorar por aquilo que ela é impotente para obter (Jr 10:23), e ao que ela não tem nenhum direito mas sem o que ela não pode viver. (Lc 15:18-19).

b) Deus se agrada da singeleza e da humildade - Deus rejeita o orgulho e a auto-suficiência, mas agrada-se da singeleza e humildade, assim: “Porém o maior dentre vós será vosso servo. E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado. (Mt 23:11-12). É como o salmista disse: “Ainda que o Senhor é excelso, atenta para o humilde; mas ao soberbo, conhece-o de longe”.(Sl 138.6).

c) Agradou ao Pai revelar-se aos pequeninos. “Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos". (Mt 11:25). Ser pequenino não quer dizer ser pobre financeiramente nem inculto intelectualmente, mas ser pequeno para perceber e ser ensinado por aquele que é o grande Mestre da vida - Jesus. Repito, alguns são cultos ou ricos, mas são simples na maneira de ver a vida. Outros são incultos, mas podem ser arrogantes e impenetráveis. Temos de tomar cuidado com nossa postura diante da vida. Quem é incapaz de questionar as suas verdades não tem mais nada para aprender. O seu conhecimento se transformou no seu cárcere. Jesus só conseguia ensinar as pessoas que não estavam entulhadas com velhos conhecimentos, preconceitos cristalizados e verdades absolutas. A humildade é a força dos sábios; e a arrogância, dos fracos.

d) Jesus formava discípulos humildes - Jesus não desejava formar homens seduzidos pelo sucesso, que se colocassem acima dos mortais. Almejava que a humildade fosse permeada na personalidade de cada um. Queria gerar discípulos que fossem capazes de dizer: “Eu errei me desculpe”. Que tivessem a ousadia de falar: “Eu preciso de você”. Que não tivessem medo de dizer: “Eu estou sofrendo, preciso de ajuda”. Queria produzir homens saudáveis, felizes, satisfeitos, serenos, que não tivessem vergonha dos seus sentimentos.
Jesus nunca desejou que seus discípulos fossem gigantes ou até mesmo infalíveis, mas que sempre que errassem tivessem a coragem de reconhecer o erro e a humildade de se desculpar. Exemplo do publicano na parábola citada por Jesus: “(...) O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este voltou justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado" Lc 18:13-14. (Palestrante: Adalto Pinho Faria. Continua)>>>

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Período Tribulacional no Evangelho de São Mateus (VI)

Paralelismo dos sete selos do Apocalipse com o capítulo 24 do Evangelho de São Mateus.

Para melhor compreenção da abertura dos sete selos, (Ap 6; 8.1-2) temos outro paralelismo importante, entre o capítulo 24 do Evangelho segundo São Mateus e os os sete selos do livro de Apocalipse, além do paralelismo dos "duplos" postado anteriormente, a seguir:

Segundo o teólogo Scofield, o capítulo 24 de Mateus tem dupla aplicação, parte aplicável à era da Igreja militante e parte na tribulação, assim: “Os versículos de 4 a 14 de Mateus 24 têm dupla interpretação que são”:

a) O caráter da presente era – guerras, conflitos internacionais, fomes, pestes, perseguições e falsos cristos, aplicáveis à dispensação da Igreja, ou seja, está se cumprindo historiacamete. (Dn 9.26; 1ª Jo 4.1-4); e

b) Aplicação no tempo do fim da era - Ele afirma que a mesma passagem (Mt 24.4-14) aplica-se, também, de maneira específica ao fim desta era, ou seja, durante a tribulação prevista na septuagésima semana de Daniel (Dn 9.27). Tudo “o que caracteriza o século presente assume terrível intensidade no fim, na tribulação ”. Assim entendemos que a profecia acima está se cumprindo em parte durante o período da Igreja militante, e será cumprida na sua totalidade no período da tribulação.

Paralelismo– Com base no comentário do teólogo English, "existe um paralelismo entre os sete selos e o capítulo 24 de Mateus, vejamos:

i) Em Mt 24.4-14, corresponde aos primeiros 5 selos de Apocalipse capítulo, 6, vv 2-11, porém, sob a falsa aliança do anticristo, conforme a primeira metade da semana profética de Dn 9.27ª, e,

ii) Em Mt 24.15-26, corresponde aos sexto e sétimo selos de Apocalipse capítulos 6, vv 12-17 e 8.1-2, relativo à segunda metade da grande tribulação, vindo depois o fim". (Dn 9:27; Ap 7.1-8; 12:6,14), assim:

a) Paralelismo de Mt 24.4-14 e os cinco primeiros selos de Apocalipse cap. 6:

1) O primeiro selo (Ap 6.2) - "Revela um cavaleiro num cavalo branco com um arco, e foi-lhe dado uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer", tentando conquistar, o qual é o falso “Cristo”, (o falso profeta imitando o Messias, Jo 5.43; Ap 13:11). Ele vai estabelecer uma paz temporária com os judeus, conforme Dn 9:27; e 1ª Ts 5.3. Correesponde à primeira previsão em Mt 24:5, assim: "Muitos virão em meu nome dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos”.

Observação - É importante não confundir o "cavalo branco" de Ap 6.2, (é uma falsa imitação), com o "cavalo branco" do capítulo 19.11 de Apocalipse, no qual Jesus vem vitorioso para reinar, conforme Ap 19. 11, 13, 16, que diz ser Ele: “Fiel e Verdadeiro", "Verbo de Deus", e tem na Sua coxa escrito: "Rei dos Reis e Senhor dos Senhores".

2) O segundo selo Ap 6.3-4 - Foi aberto revelando um homem num cavalo vermelho, que deveria tirar a paz da terra com grande mortandade, (Ap 6.4). Corresponde a Mt 24.6, “Guerras e rumores de guerras (...), se levantará nação contra nação”

3) O terceiro selo Ap 6.5-6 - Foi aberto revelando um homem num cavalo preto, que tinha balança na mão (...), (Ap 6.5,6), indicando escassez de alimento, corresponde a terceira previsão de Mateus 24:7 que diz: “haverá fomes e pestes (...)” .

4) O quarto selo Ap 6.7-8 - Foi aberto revelando alguém num cavalo amarelo, cujo nome era Morte, (Ap 6.8), corresponde a quarta previsão de Mt 24:7, “haverá guerras, terremotos e pestes”, conseqüentemente, haverá muita morte.

5) O quinto selo Ap 6.9-11 - Relaciona-se aos que foram mortos pela Palavra de Deus, e, sob o altar choram: “Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” Corresponde a quinta profecia de Mateus 24:9, que diz: “ Então, sereis atribulados, e vos matarão”.

b) Paralelismo de Mt 24.15-26 com os sexto e sétimo selos de Ap. 6.12-17 e 8.1-2 ss.

6) O sexto selo Ap 6.12-17 - Refere-se a inervenção de Jesus a favor de Israel (Ap 6.12-17). correspondente à previsão de Mt 24:15-22, ou seja, a ruptura do tratado de paz com os judeus, dando início à segunda metade da septuagésima sema de Daniel (Dn 9.27b), ou a metade da grande tribulação.

Observação - Aqui começa as grandes perseguições contra Israel que estão escritas em Ap 12.6, 12-17, cuja perseguição "durará mil duzentos e sessenta dias", ou seja, "um tempo, dois tempos e metade de um tempo. (Ap 12.6, 14)". Corresponde à abominação da desolação de que falou o profeta Daniel (Dn 9.27, 12.7,11; Ap 12.3; ), mencionada por Jesus em Mt 24.15, “Quando pois virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, estiver no lugar santo, quem lê, entenda”, indicando que o evento será na última metade da semana de anos, ou seja, nos três anos e meio no período da grande tribulação. (2ª Ts 2.1-7; Ap 13.1-10).

7) O sétimo selo (Ap 8.1-2) - Refere-se à última metade da grande tribulação, quando João viu os sete anjos que estavam diante de Deus os quais passaram a tocar as sete trombetas, (Ap 15.1; 16.1), para derramarem as sete taças da ira de Deus, (Dn 9.27b; Ap 8; 9; 11; 15; 16; 17; 18). Com esses acontecimentos terminará o período da grande tribulação, o tempo do fim (Dn 12.8-13), correspondente às profecias de Jesus em: Mt 24.21-31; Mc 13.19-23; Lc 21-23-24; Ap 7.14, 17.14

Conclusão - Fazendo-se um resumo do paralelismo do capítulo 24 Mateus, com os sete selos do livro de Apocalipse, observa-se a seguinte ordem dos acontecimentos no período da tribulação, assim:

a) Na primeira metade dos sete anos Israel sofrerá os castigos mencionados em Mt 24.4-14, correspondente aos primeiros 5 selos de Apocalipse cap. 6, porém, sob a falsa aliança do anticristo, conforme Dn 9.27a: "E ele firmará um concerto com muitos por uma semana (...) ; (1ª Ts 5.3).

b) Na metade da semana (três anos e meio) profética de Daniel (Mt 24.21-28; Ap 11.2,3 ), haverá a ruptura do tratado de paz feito pelo anticristo com o povo de Israel e começará a grande perseguição ou a "grande tribulação", até a volta de Cristo Jesus para reinar. assim: "Dn 9.27b (...) e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador". (Mt 24.27-31; Mc 13.24-27; Lc 21.29-33; 1ª Ts 5.1-3; Ap 11.15; 16.13-16; 19.6-8).

c) Na última metade da semana profética, sexto e sétimo selos, (três anos e meio), ocorrerá a grande tribulação com a súbita perseguição do Desolador, (Dn 9.27c; Mt 24.21-28; Ap 7.14, 12.12-17; 2a. Ts 2.3-4; Ap 12.3-11; 13.1-10), o que levará a Israel fugir da sua terra indo "(...) até ao deserto, ao seu lugar". (Mt 24.16-20; Ap 12.14).

d) A parte infiel de Israel será enganada pelo falso profeta (Mt 24.11-26; Ap 13.11-18) e apostatará (Jo 5.43; 2ª Ts 2:8-12).

e) A parte fiel de Israel convertida a Cristo dará testemunho, (Ap 6.9-11; 7:3-8; 12.10-12) anunciando as boas novas de que estes acontecimentos prenunciam a vinda do Messias, e muitos morrerão, Ap 6.9-11. (Mt 24.14, Ap 11.3-14). Paralelismo já mencionado acima. (Continua) >>

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Os Juízos de Deus sobre a Terra na Tribulação Registrados no Apocalipes (V)


DESFECHO DO JUIZO DE DEUS SOBRE A TERRA DURANTE A TRIBULAÇÃO:

Apocalipse - "Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João, seu servo, o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto". (Ap 1.1-2).

1. Juízos de Deus na tribulação - Período de sete anos dos grandes juízos da tribulação, com início imediatamente após arrebatamento da Igreja Triunfante. Vejamos o conceito das profecias paralelas ou "os duplos" dos 7 anos da tribulação no livro do Apocalipse:

2. Desfechos dos "duplos" paralelos - O conceito das profecias dos “duplos”, dos grupos de sete julgamentos paralelos do livro de Apocalipse, está baseado no texto de Gn 41:14 ss, onde há interpretações paralelas dos mesmos eventos em cada sete anos, assim:

a) As sete "espigas cheias" são, paralelamente, idênticas às sete "vacas gordas"- sete anos de farturas -, dos mesmos acontecimentos, e

b) as sete "espigas mirradas" - sete anos de escassez -, são idênticas às sete "vagas magras", que corresponde a mesma coisa dos sete acontecimentos , - duplicados - conforme o sonho que José (tipo de Jesus), filho de Jacó, interpretou para Faraó no Egito. (Fonte: Novo Testamento, comentado por Russell Norman Champlin).

Aplicação das profecias paralelas - Aplicando-se este conceito do paralelismo ao livro de Apocalipse, temos o seguinte quadro:

a) “Os sete selos e as sete trombetas seriam, espiritualmente paralelos; e os sete anjos e as sete taças seriam espiritualmente paralelos, respectivamente.

b) A abertura dos selos e as trombetas seriam uma “visão celeste” dos mesmos acontecimentos localizados na terra correspondentes, assim: 1) a abertura dos cinco primeiros selos na primeira metade da grande tribulação e, 2) a abertura do sexto e do sétimo selo constituido dos sete anjos e as sete taças correspondente aos últimos flagelos descritos no Apocalipse, refere-se à segunda meade da grande tribulação. (Ap 6.12-17; 8.1-2; 6-13; 9.1-21; 10.7; 11.15-19; 14.6-18; 15; 16).

c) Desta maneira, temos o total da abertura dos sete selos pelo o Cordeiro (Ap 5.1-5), e sete elementos distintos dos últimos flagelos, (Ap 8.1-2), com respeito aos juízos, e não uma série de quatro conjuntos de acontecimentos. Isto é, às visões celestes dos mesmos acontecimentosdos sete selos, e dos sete anjos e das sete taças, correspondentes aos juízos aplicados na terra. Assim, somente sete elementos distintos seriam encontrados no livro de Apocalipse, (sete selos) no tocante aos juízos, e não uma série de quatro conjuntos distintos de julgamentos.

a) Aplicando o conceito dos "duplos" - Aplicando a interpretação do capítulo 41 de Gênesis, e a tomada de Jericó em Josué capítulo 6, podemos entender melhor o conceito: “os duplos” das profecias paralelas. Considerando-se ainda, que as sete trombetas constituem o sétimo selo, (Ap 8.1-2), conseqüentemente, temos treze acontecimentos gerais, correpondente aos sete eventos em sete dias na tomada de Jericó (tipo deste mundo), a saber:

i. Seis selos descritos nos capítulos 5 e 6.
ii. O sétimo selo composto de sete trombetas, capítulo 8. 1-2 ss,
iii. O sétimo selo constituido de sete eventos, dando um total de 13 acontecimentos, ou seja, 6 seis selos mais as sete trombetas que constituem o sétimo selo.

iv) Paralelismo com a tomada de Jericó -Fazendo-se outro paralelismo com a tomada de Jericó por Josué (tipo de Jesus), temos o seguinte quadro: O povo de Israel, sob o comando dos sacerdotes com os toques das trobetas, rodeou a cidade de Jericó por 13 vezes, assim: Nos primeiros seis dias eles a rodearam apenas uma vez cada dia que é igual a seis dias; mas, no sétimo dia, rodearam-na por sete vezes. Seis mais sete é igual a treze vezes. Com isso derrubou as muralhas de Jericó, com a conseqüente derrota de seus habitantes. (Js cap 6).

v) O sétimo selo e a sétima trombeta - Assim também, treze acontecimentos gerais estão profetizados para mesmo período de sete anos durante a tribulação, pois, as sete trombetas constituem o sétimo selo, dando assim, o total de 13 acontecimentos, seis selos mais sete trombetas, no período de sete anos da tribulação, que corresponde aos sete dias da tomada de Jericó. Então, com os 13 acontecimentos paralelos revelados no livro de Apocalipse, cap 5 a 16, porão fim ao governo mundial da Besta e Satanás, estabelecendo-se em seu lugar, o Reino Milenial de Cristo Jesus. O sétimo anjo comanda do céu o desfecho final como está escrito: "Tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e de seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre", (Ap 11.15; 1ª Cor 15.23, 51, 52).

vi) Jesus toma posse do seu Reino - Finalmente Jessus como Rei dos Reinos e Senhores dos Senhores toma posse do Seu Reino eterno: "(...) E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas que dizia: Aleluia! Pois já o Senhor Deus Todo-poderoso reina", Ap 19:17ss (...) E no vestido e na sua coxa tem escrito esse nome: Rei dos reis dos reis, e Senhor dos senhores", (Ap 19.16-21; 17.1, 14; 18.1ss; 19.11,-21 ). Amém.

Damos abaixo, os textos bíblicos correspondentes dessas profecias paralelas, para uma melhor compreensão:

Só Jesus como o Leão da tribo de Judá - o Cordeiro ressuscitado e glorificado Ap 5.6 -, poderá abrir os sete selos, e comandar os juízos sobre a terra, (Mt 28.17-18), assim:
"E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. E vi um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos? E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele. E eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem de olhar para ele. E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, que venceu para abrir o livro e desatar os seus sete selos. E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete pontas e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados a toda terra". ( Ap 5,1-6).

vii) Os paralelos duplos dos selos e dos anjos - Vejamos no quadro abaixo os paralelos: A aberturas dos sete selos e as trombetas indicam o comado do ponto de vista celeste; os anjos e as taças indicam do ponto de vista terreno dos mesmos acontecimentos. A seguir damos a ordem de como será executado o Juizo de Deus na tribulação, como está no livro de Apocalipse:

viii) Os seis primeiros selos - Assim: (Ap 6.1-17) a 8.1-6): 1º Selo - Ap. 6:2; 2º Selo - Ap 6:3-5 ; 3º Selo - Ap 6:5-6 ; 4º Selo -Ap 6:7-8 ; 5º Selo - Ap 6:9-11; 6º Selo - Ap 6:12-17 ;

ix) Sétimo selo - O sétimo selo é constituido de sete taças correspondentes às últimas sete pragas do Apocaliépse. (Ap 8:1-6). Assim:

x) Sete anjos e sete taças do sétimo selo - Em (Ap 8.1-6), tem sete anjos que tem as sete trombetas para executar os sete últimos flagelos, correspondente a ira de Deus sobre a terra, conforme estão descritas no capítulo 16 de Apocalipse

xi) Os sete anjos -Ler em Ap 15:1-8; Os sete anjos: 1º- Ap 14:6,7; 2º - Ap 14:8; 3º - Ap 14:9-12; 4º - Ap 14:13; 5º - Ap 14:14, 19-20; 6º- Ap 14:17; 7º -14.18. Quantos aos anjos tem dois momentos para se cumprir a Profecia, do mesmo jeito como aconteceu com a derrubada dos muros de Jericó. (Vide abaixo as sete trombetas e as sete taças).

xii) As sete trombetas e as sete taças - As trombetas indicam o ponto de vista celeste; as taças indicam o ponto de vista terreno dos mesmos acontecimentos. Vejamos no quadro abaixo os paralelos:

xiii) As sete trombetas são: 1ª trombeta - Ap 8:7; 2ª trombeta - Ap 8:8-9; 3ª trombeta - Ap 8:10-11; 4ª - trombeta - Ap 8:12-13 ; 5ª trombeta - Ap 9:1-12; 6ª ttrombeta - Ap 9:13-21; 7ª trombeta - Ap 11:15-19; Ap 10:7.

xiv) As sete taças são: 1ª taça - Ap 16:2; 2ª taça - Ap 16:3; 3ª taça - 16:4-7; 4ª taça - 16:8-9; 5ª taça - Ap 16:10-11; 6ª taça - 16:12-16; 7ª taça - Ap 16:17-21

xv) O total dos juízos - Assim dá o total de 13 eventos, visto que nos seis primeiros selos seis eventos e no sétimo selo mais sete eventos constituido de sete taças dando o total dos juízos sobre a terra, na grande tribulação.

xvi) Sete acontecimentos paralelos - Aqui temos os mesmos acontecimentos paralelos do ponto de vista celeste e terrenos, respectivamente, no total de sete selos terminando com a sétima trombeta e com a sétima taça que constituem o sétimo selo.

xvii) Entendo o paralelismo: Como aconteceu com a tomada de Jericó, com o toque da sétima trombeta no último dia, completando os 13 acontecimentos, da mesma maneira, com o toque da sétima trombeta e a sétima taça do livro de Apocalipse, (Ap 8.1-2 ss; 10.7; 11.15-19; 16.15-21), se dará o segundo advento com a volta de Cristo e completar-se-á o tempo dos gentios, "tempo do fim", de que falou o profeta Daniel. (Dn 12. 6-11; .I Co 15:51-54).

xviii) Resumo final - Temos: Os selos e os anjos descrevem os mesmos acontecimentos, embora de pontos de vistas do céu; o sétimo selo se constitui das sete trombetas e das sete taças que descrevem os mesmos acontecimentos de acordo com diferentes pontos de vistas celestiais e terrenos. (Continua)>>>>>

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Sinais dos verdadeiros seguidores de Cristo (I)


SINAIS - Verdadeiros sinais dos verdadeiros seguidores de Cristo.

Meu diagnóstico - Depois de passar 36 anos de minha vida como católico e outros 18 anos como evangélico, cheguei à conclusão de que, como o mundo seria diferente, se os que se dizem seguidores de Cristo, praticassem os seus ensinamentos. (Testemunho do palestrante Adalto Faria).

Comparação - Imaginem o Brasil, com aproximadamente 40 milhões de praticantes dos ensinamentos de Cristo. Já estaríamos na sala de espera do paraíso, tudo seria diferente, mas se olharmos em nossa volta, veremos que na realidade os parâmetros de nossa sociedade se assemelham mais aos do inferno do que aos do céu.

Avaliação panorâmica - Ao adentrarmos nos arraiais ditos cristãos, vamos perceber que o mundo perdeu excelentes empresários, atores dignos de Oscar, cantores com vozes invejáveis, dançarinos e coreógrafos sensacionais, políticos tremendamente carismáticos com possibilidades de chegarem até mesmo à presidência da Republica, professores de didática inigualáveis, tudo isto o mundo perdeu e em troca a Igreja de Cristo ganhou um monte de sepulcro caiado! A troca não foi boa para nenhum dos lados.

Vivência atual - Vivemos em uma época em que a palavra de DEUS tem sido severamente embotada. O evangelho tem sido aparado para ajustar-se ao estilo de vida dos homens indisciplinados e indulgentes. O mundo transformou o evangelho em pouco mais do que civilidade de nosso século. Vivemos em um tempo caracterizado por um grande entusiasmo religioso, seguido de desorientação e superficialidade.

As recomemdaçõs de Jesus - As recomendações de Jesus que veremos a seguir são as mais conhecidas, menos entendidas e menos praticadas, entretanto, se ouvirmos com humildade e colocarmos em prática estes ensinamentos, nossas vidas poderão ser transformadas, nossos espíritos revigorados e nossas almas salvas.

Princípios éticos do cristão - É claro que, os princípios éticos aqui exigidos não podem ser alcançados pelos não convertidos. Estes são princípios para os cidadãos do reino. Estes sinais marcam a diferença radical entre o reino do céu e o mundo dos outros homens. O filho do reino é diferente naquilo que ele admira e dá valor, diferente naquilo que ele pensa e sente, diferente naquilo que ele procura e faz.

Sinais genuínos - Quem possui estes sinais que estudaremos a seguir, não os receberam por herança hereditária ou fruto do ambiente em que vivem, mas trata-se de escolha. Eles não acontecem no homem naturalmente, e são de fato distintamente contrários à “segunda natureza” que o orgulho e a ambição têm feito prevalecer nos corações de toda a humanidade.

Sinais dos verdadeiros cidadãos do reino - Nestes sinais estão dois grandes alertas:

a) Primeiro é que o reino de DEUS não está aberto aos que se julgam virtuosos e aos presunçosos, mas ao pecador suplicante que chega procurando por ele.

b) Segundo é que o reino não é para o “poderoso” que obtêm o que deseja pela riqueza ou pela violência, mas para a companhia de homens pacientes, que abrem mão, não somente de suas vontades, mas até de seus “direitos”, em prol das necessidades dos outros.

Lendo os Evangelhos, somente os Evangelhos, encontrei vários sinais que comprovam a identidade de um verdadeiro cristão, separei alguns e quero hoje, lançar um desafio a todos os que assim se denominam.

Necessidade de testemunhar - Busque em suas congregações, alguém com pelo menos três dos atributos a seguir, se você encontrar...Glorifique a DEUS!!! (Palestrante: Adalto Pinho Faria.
Continua) >>>>>>>>>>

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Período histórico das Igrejas Militantes (IV)


O Semeador. - Jesus semeia os "mistérios do reino dos céus", dizendo: "E de muitas cousas lhes falou por parábolas; e dizia: Eis que o semeador saiu a semear". (Mt 13.3).

Princípio da semeadura. - Inicialmente Jesus se apresentou como o Semeador pioneiro, (Mt 13.3), que é a época da semeadura do Evangelho do Reino de Deus, desde o batismo de João no Jordão até à Sua ascensão ao céu. Esse período coresponde "...as coisas que viste" em Ap. 1.19a.

Intervalo escatológico. - Período entre os dois adventos de Jesus. Depois da rejeição de Jesus como o Messias pelos judeus, o Senhor começou a revelar a seus discípulos, "(...) os mistérios do reino dos céus" (v. 11), relativo à Sua Igreja peregrina, como se encontra no capítulo 13 do Evangelho segundo São Mateus, (Mt 13.3-50), que corresponde "(...) as coisas que são" em Ap 2 e 3.

Nesse capítulo 13 de Mateus temos sete parábolas que descrevem a presença do Evangelho na presente dispensação, a qual começou com o ministério pessoal de Jesus Cristo como o Semeador e terminará com a colheita final na Sua segunda vinda. (Mt 13.40-43).

Paralelismo. - Para melhor entendimento vejamos o paralelismo entre o capítulo 13 do Evangelho de Mateus e os capítulos 2 e 3 do livro de Apocalipse correspondente às sete igrejas (Ap 1.11), ou "as coisas que são" (Ap 1.19b). Assim:

Paralelismo entre o capítulo 13 de Mateus e os capítulos 2 e 3 de Apocalipse:
As sete igrejas militantes no Apocalípse. "(..) e ouví por detrás de mim grande voz, como de trombeta, dizendo: O que vês, escreve em livro e manda às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia". (Ap 1.10-11).

Segundo C. I. Scofield as mensagens às sete igrejas locais têm quatro significações: 1) local, às igrejas na Ásia; 2) admonitória (admoestatória), a todas às igrejas em todas as épocas para discernirem seu verdadeiro estado espiritual diante de Deus; 3) pessoal, nas exortações àquele "que tem ouvidos", e nas promessas aos "vencedores" que serão galardoados. (2ª Co 5.10; Ap 2.7, 11, 17, 26; 3.5, 12, 21; 22.12); 4) profética, quando revela em duas áreas as fases da história espiritual da Igreja: a) um padrão que tem se repetido muitas vezes através dos séculos; e b) o progresso do seu estado espiritual até o final da presente dispensação. (...) Estas mensagens por seus próprios termos vão além das igrejas locais mencionadas acima. Especialmente, as que são proféticas e ainda não se cumpriram.

Analisemos os significados dos nomes; das datas aproximadas e as cracterísticas das sete igrejas em Apocalipse capítulos 2 e 3, correspondente às sete parábolas de Mateus capítulos 13, assim:

1. Primeira parábola: O trigo como a boa semente que é a Palavra de Deus semeada, Mt 13.4-9, 18-23. Corresponde à Igreja em Éfeso , (Ap 2.1), que quer dizer desejada. Período: Fim da era apostólica do Pentecostes a 100 D.C. Característica: Organização e evangelização.

2. Segunda parábola: O joio no meio do trigo. (Mt 13.24-30, 36-43). Corresponde à Igreja em Esmirna, que quer dizer mártires. (Ap 2.8). Período: De 100 a 316 d. C. tempo dos imperadores romanos perseguidores da Igreja, principalmente, Nero e Domiciano, etc. Tempo de perseguição, o inimigo revelado.

3. Terceira parábola: O grão de mostarda. (Mt 13.31-32). Corresponde à Igreja em Pérgamo que significa casamento ou acomodada no mundo (kosmos). (Ap 2.12). Período: De 316 a 500 d. C. Característica: Tem a doutrina dos nicolaítas - a hierocracia - e a de Balaão - o mercenarismo; e aliança mundana com o império romano, época de grande crescimento externo.

4. Quarta parábola: O fermento da mulher, (Mt 13.33). Corresponde à Igreja em Tiatira que tem Jezabel a mulher que profetiza ensinando a prostituição e a idolatria. (Ap 2.18-29). Período: De 500 a 1.517 d. C. Característica: Igreja idólatra, tem o sacrifício contínuo, a prostituição; era de densas trevas; corrupção doutrinária; a inquisição e o domínio papal.

5. Quinta parábola: Tesouro escondido, (Mt 13.44). Corresponde à Igreja em Sardes dos remanescetes ou aqueles que escaparam vivos, (Ap 3.1-6). Período: De 1.517 a 1.700 d. C. Característica: Crescimento da igreja papal; reforma religiosa protestante com base doutrinária "somente nas Escrituras Sagradas e a salvação de graça pela fé em Jesus Cristo".

6. Sexta parábola: A pérola de grande preço, (Mt 13.45-46). Corresponde à Igreja em Filadelfia, que quer dizer "amor fraternal" seguido de reavivamento. (Ap 3.7-13). Período: Início dos últimos dias, desde 1.700 até 1.900 d. C., era das missões. Característica: A igreja fiel e verdadeira dos últimos dias, que será arrebatada, como disse Jesus: "(...) Guardaste a minha Palavra e não negaste o meu nome, " (Ap 3.8b), "(...) também, eu (Jesus) te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro", (Ap 3.10b).

7. Sétima parábola: A rede de arrasto com os peixes bons e maus, (Mt 13.47-50). Coresponde à Igreja em Laodicéia, que significa democracia, o povo reinando e Jesus do lado de fora. Tipo da igreja no estado final de apostasia. (Ap 3.14-21). Período: Era da igreja apóstata. A partir de 1.900 d. C. até aos últimos dias desta dispensação. Já está em andamento em nossos dias. Ler: 1ª Tm 4.1-2; 2ª Tm 4.1-5; 2ª Ts 2.1;4. Característica: Orgulho, mornidão, indiferentismo, secularismo, modernismo e apostasia.
(Fonte: Manual de Escatologia - J. Dwight Pentecost e a Bíblia anotada de Scofield).

Como observamos acima a era da Igreja peregrina corresponde (...) as coisas que são (...), que mostra esse processo histórico das Igrejas Militantes durante o período do "reino dos céus" na terra, representadas pelas sete igrejas mencionadas nos capítulos 2 a 3 do livro de Apocalipse. Teve Início no dia de pentecostes indo até a primeira ressurreição quando se dará a trasladação da Igreja Triunfante. (Lc 14.14; At 2.1-47; 1ª Co 15.23-25; 1ª Ts 4.13-18; Ap 20.4-6). Continua.>>