quarta-feira, 6 de outubro de 2010

As Respingas e os Remanescentes da Tribulação (II)


O REMANESCENTE DE ISRAEL NO PRIMEIRO ADVENTO DE JESUS.

No primeiro advento Jesus Cristo tratou os seus patrícios de acordo com as Escrituras proféticas, anunciando que o reino de Deus estava próximo. Porém, foi rejeitado e crucificado conforme estava previsto. (Sl 22, 69; Is 7.14, 9.6; 53), apesar de Jesus tratar com amor o remanescente de Seu povo oprimido pelo Império Romano. Vejamos a seguir alguns pontos importantes como Jesus se comportou na Sua primeira missão Messiânica, conforme está escrito nos evangelhos:

Como Jesus tratou o remanescente de Israel na sua época?

Convidou a todos para O seguir. Para todos serem aliviados da carga pesada imposta pela Lei de Moisés e, pelo Império Romano, assim: "(...) v28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. v29 Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. v30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve". Mt 11.28-30. Vejam nos textos a seguir como Jesus tratou seus irmãos da nação de Israel: Mt 3.1-17; 4.12-25; 5; 6; 7; 10.1-23; 11.1-29; Mc 1.9-22; 6.7-13; 11.1-11; Lc 2; 3.1-22; 5.8-11; 10.1-20; Jo 1.15-51; 2.1-17; 3.1-36; 4.19-45; 6.59-71; 11.17-46; 12.9-19, 44-50.

A ordem como Jesus comissinou seus discípulos: Para irem de cidade em cidade, de aldeia em adeia, com a seguinte missão:

i. Anunciar a chegada do reino dos céus. Jesus enviou seus discipulos para anunciar a vinda do reino dos céus, prioritariamente, ao "remanescente" de Israel, assim: “(...) E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus”. (Mt 10.7).

1. Primeiro pelos doze apóstolos. Jesus enviou seus doze apóstolos, especificamente, às "ovelhas perdidas da casa de Israel", e lhes ordenou, dizendo: "Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel”. (Mt 10.6).

2. Segundo pelos setenta discípulos. Depois enviou mais setenta discipulos de dois em dois, assim: (...) “E depois disto designou o Senhor ainda outros setenta, e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir. E dizia-lhes: Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara. Ide; eis que vos mando como cordeiros ao meio de lobos (...) “E curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: É chegado a vós o reino de Deus. Mas em qualquer cidade, em que entrardes e vos não receberem, saindo por suas ruas, dizei: Até o pó, que da vossa cidade se nos pegou, sacudimos sobre vós. Sabei, contudo, isto, que já o reino de Deus é chegado a vós”. (Lc 10.1-3; 9-11).

ii. Como Jesus foi tratado na sua época pelos judeus remanescentes?

a) Por João Batista como arauto do Rei. João Batista, também, iniciou a sua pregação anunciando a chegada do Reino dos céus, assim: "E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”. (Mt 3.1-2). “(..) No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Este é aquele do qual eu disse: Após mim vem um homem que é antes de mim, porque foi primeiro do que eu”. Jo 1.29-30.

b) Jesus foi rejeitado no seu primeiro advento. Neste primeiro momento Jesus foi rejeitado como o Messias, isto é, veio para o seu povo como nação israelita e os seus não O receberam, como está escrito: (...) Veio para o que era seu, e os seus não o receberam”. (Jo 1.11).

c) Jesus revela, antecipadamente, a Sua crufificação e a Sua ressurreição. “(...) E, tomando consigo os doze, disse-lhes: Eis que subimos a Jerusalém, e se cumprirá no Filho do homem tudo o que pelos profetas foi escrito; Pois há de ser entregue aos gentios, e escarnecido, injuriado e cuspido; E, havendo-o açoitado, o matarão; e ao terceiro dia ressuscitará”. Lc 18.31-33;

d) Os judeus exigem a crucificação de Jesus. “(...) Disse-lhes Pilatos: Que farei então de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado. O presidente, porém, disse: Mas que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: Seja crucificado”. Mt 27.22-23

Portanto, a primeira missão de Jesus foi dirigida ao remanescente de Israel, porém, Ele foi rejeitado. Assim, então, foi interrompida a Antiga Aliança com o povo de Israel e, abriu-se a porta para os gentios por meio da Nova Alliança firmada no "sangue do Cordeiro de Deus" - Jesus. Com este parêntese escatológico, iniciou-se a dispensação da graça de Deus para os gentios e, a edificação da Sua Igreja, (Mt 16.18; Jo 1.11-12; 10.9; 1ª Co 3.11), até que Ele venha para reinar em Israel, (Ap 1.7), com todos seus remidos, como está escrito: "25Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. 26E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades". Rm 11.25-26. (Continua) >>>

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

As Respingas e os Remanescentes da Tribulação (I)

AS RESPINGAS E OS REMASCENTES DA TRIBULAÇÃO

Um dos temas da Escatologia no período da tribulação - Trata-se de assunto teológico polêmico que deve ser estudado com profundidade textual e com boa base hermêunita para da melhor maneira possível esclarecer pontos, aparentemente, divergentes objetivando manter uma linha imparcial a bem da verdade escriturística.

É necessário ter bem definido as duas linhas posicionais da Nova e da Velha Aliança, pertinentes a Igreja de Cristo Universal como a esposa do Cordeiro de Deus e, a Israel como nação, respectivamente, a fim de evitar confusão. Para facilitar um melhor entendimento sobre o assunto, vamos estudá-lo em vários pontos sequenciais.

Também, precisa-se entender o significado das "respingas" no Velho Testamento e, dos "remanescentes" no Novo Testamento, com relação a Israel e à Igreja Universal de Cristo Jesus como a esposa do Cordeiro de Deus. (Ap 19.7-9; Ap 21.6-27.

As "respingas" quer dizer colheita do resto ou sobra que ficavam para os pobres e aflitos em Israel, nos cantos dos campos durante as colhetas. Vem da palavra hebraica "laqat" ou colher, respingar. (Dt 24.20-22; Jz 20.45)

Haverá um remanescente ou as "respingas" da primeira ressurreição que serão recolhidas no final da segunda metade da grande tribulação e que, também, fazem parte da primeira ressurreição. Mt 23.29-22; Ap 7.9-17; 14.13-16; 15.2; 20.4. Vejamos:

Paralelismo:

I - Remanescentes no Velho Testamento:

i. Deus estabelece a aliança com a Abraão, como está escrito: (...) “Então caiu Abrão sobre o seu rosto, e falou Deus com ele, dizendo: (..) E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti". Gn 17.3, 7.

ii. As respingas - Estava previsto, simbolicamente, no Velho Testamento, conforme está escrito em Dt 24.19-22, sobre a lei das respingas (rebuscas) assim: "Quando, em teu campo, segares a messe e, nele, esqueceres um feixe de espigas, não volte a tomá-lo; para o estrangeiro. para o órfão e para a viúva será; para que o Senhor, teu Deus, te abençõe em toda a tua obra. Quando sacudires a tua oliveira, não voltarás a colher os frutos dos seus ramos; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será. Quando vindimares a tua vinha, não tornarás a rebuscá-la; para o estrangeiro, para órfão e para a viúva será o restante. Lembrar-te-ás de que foste escravo na terra do Egito; pelo que te ordeno que faças isto". (Lv 19.9-10; 23.22, 25.25-34; Jr 32.1-5; Rt 2 e 3; Dn 12.1-3).

iii. As respingas (restantes) da Babilônia. São os que vieram do cativeiro da Babilônia com Neemias e Esdras para Jerusalém conforme está escrito nos livros de Neemias e Esdras. "(...) Então, lhes disse: Estais vendo a miséria em que estamos, Jerusalém está assolada, e as suas portas queimadas, vinde, pois, reedifiquemos os muros de Jerusalém e deixemos de ser opróbio. E lhes declarei como a boa mão do meu Deus estivera comigo e também as palavras que o rei me falara. Então, disseram: Disponhamo-nos e edifiquemos. E fortaleceram as mãos para a boa obra". Ler: Ne 2.4-20; 7.5-67; 9.1-38; 10; 11.1 a 12.26; 13.6-31; Ed 1; 2; 7 a 10.

Exemplo: O livro de Rute trata da redenção e mostra como Deus redimiu Rute e Noemi da miséria preservando a "respinga". Ler no livro de Rute os capítulos 2 a 4. Rute era uma gentia prosélita e mãe em Israel, nora de Noemi, que apanhando os feixes de trigo e a sobra (respingas) nos cantos dos campos, mostra como foi aplicado a lei que dava direito colher as "respingas", como um tipo do "remanescente" em Israel. Quando Rute apanhava as "respingas" conforme ordenava a Lei, aí então, apareceu a figura de Boaz como parente-remidor, - como tipo de Jesus como Redentor - que era da tribo de Judá, foi o remidor como parente mais próximo do marido falecido de Rute, Malom. Isso era chamado de levirato. Da descendência de Boaz e Rute nasceram: Obede, Jessé, Davi de onde veio a genealogia de Jesus, segundo a carne, como Messias e Redentor, como está escrito assim: Mt 1.1, 5-6. Livro da geração de Jesus Cristo filho de Davi, filho de Abraão (...) E Salmom gerou, de Raabe, a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé; e Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi gerou a Salomão a que foi mulher de Urias". (...) Lc 3.32: "E Davi de Jessé, e Jessé de Obede, e Oede de Boaz, e Boaz de Salá, e Salá de Naasom". Esta é a linhagem da descendência de Abraão até Davi de onde nasceu Jesus como Filho do Homem para ser o Messias".

II – Remanescentes no Novo Testamento:

i. Remanescente no período da graça. Deus tem preservado através dos séculos um remanescente de Israel da descendência de Abrão, Isaac e Jacó em todas as nações, até que complete o "tempo dos gentios", como Jesus disse: "(...) E cairão ao fio da espada e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem". Lc 21.24. "Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remascente, segundo a elição da graça". Rm 11.5.

ii. Como também disse o apóstolo Paulo: (...) "Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenutide de Israel haja entrada". "Também Isaias clama acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como areia do mar, o remanescente é que será salvo. Porque Ele completará a obra e abreviá-la-á em justiça; porque o Senhor fará breve a obra sobre a terra. E como antes disse Isaias: Se Senhor dos Exércitos nos não deixara descedêndia, teriamos nos tornado como Sodoma, e teriamos sido feitos como Comorra". Rm 9.27-29. (...) (Ler: Is 10.20-22; Rm 11.1-5; At 15.12-21).

iii. Remanescente no primeiro advento de Jesus Cristo.

a) A Lei e os profetas cumprindo-se através do remanescente. A missão de Jesus no seu primeiro advento foi para se cumprir as Profecias do Velho Testamento com relação ao remanescente de Israel, como Ele disse assim: “(...) Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido”. (Mt 5.17-8).

b) Jesus o "redentor" messiânico. A geneologia de Jesus monstra como Deus preservou “um remanescente” através dos séculos, para cumprir o seu plano redentor e messiânico com o Seu Filho Unigênuto – o descendente da promessa abraâmica – (...) "Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo”. Gl 3.16. "(...) Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão". Gl 3.7. (...) "Pois todos vós sois filhos de Deus meddiante a fé em Cristo Jesus". Gl 3.26-27. (...) "Porqoe todos que foram batizados em Cristo de Cristo vos revestidos. (...) E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa". Gl 3.29.

c) A geneologia do "descendente" messiânico. A geneologia de Jesus registrada no Evangelho prova que Ele descendeu de Abrão, segundo carrne, assim: (...) “Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Abraão gerou a Isaque; e Isaque gerou a Jacó; e Jacó gerou a Judá e a seus irmãos; (...) De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para a babilônia, catorze gerações; e desde a deportação para a babilônia até Cristo, catorze gerações". (Ler: Mt 1.-1-17; Lc 3.23-38; Rm 4.9-25; 9.28-29; Gl 4.21-31).

iv. Remanescente durante a Tribulação.

a) Como disse Jesus no sermão escatológico registrado no Evangelho segundo Mateus, assim: "Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tam pouco há de haver. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias". Mt 24.21-22

b) Como está profetizado no livro de Apocalipse assim: (...) "E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro". Ap 7.13-14. (...) "E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte". Ap 12.11; (Ap 2.10). (...) "E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos". Ap 20.4. Portanto, estes que forem salvos e lavados no sangue de Jesus - o Cordeiro - durante a tribulação fazem parte das "respingas" ou remanescentes da tribulação. (Continua)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A verdade que liberta o pecador


Texto básico: Disse Jesus: "(...) conhecereis a verdade e a verdade vos lbertará" Jo 8.32.

Definição: A verdade [Do lat. veritate.] significa coisa verdadeira ou certa, a verdade do ocorrido que se identifica com: a realidade, a exatidão, a certeza, a franqueza, a autenticidade, e a sinceridade. É, portanto, tudo que é contrário ao engano, à mentira, à falsidade ou ao fingimento. Vejamos:

O QUE É A VERDADE? A VERDADE É:

1) A conformação da afirmativa com a realidade dos fatos: "O que diz a verdade manifesta a justiça, mas a falsa testemunha diz engano", (Pv 12.17); "Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros". (Ef 4.25).

2) A fidelidade a qualquer preço, assim: "(...) Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida". Ap 2.10c. (Gn 24.27; Sl 25.10).

3) Jesus é em pessoa, a expressão da verdade do que Deus é, conforme afirmou assim: " Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (Jo 14.9); " (...) Eu e o Pai somos um". (Jo 10.30)

4) Como Jesus afirmava a verdade. “Na verdade” ou “em verdade” é expressão usada por Jesus para introduzir uma afirmativa de verdade divina, assim: " Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido". (Mt 5.18).

A PALAVRA DE DEUS É A EXPRESSÃO DA VERDADE ABSOLUTA


A Palavra de Deus é a expressão da pura verdade, como disse Jesus, a dois ciscípulos no caminho de Emaús assim: "(...) E ele lhes disse: O néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras". Disse Jesus, também, sobre a verdade: (...) "Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna". (Mt 5.37). "(...) Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade" (Jo 17.17).

JESUS É O PRINCÍPIO DE TODA VERDADE.

A origem da verdade é Jesus. Como está escrito assim: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus". (...) E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade". (Jo 1.1, 14). "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim". (Jo 14.6).

CONFRONTAÇÃO DA VERDADE COM A MENTIRA

A Palavra de Deus é o fundamente da verdade. Disse Jesus: "Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo (kosmos), assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade". (Jo 17.14-17). "(...) O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar", (Mt 24.35). "Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo". (Ap 1.2).

SATANÁS É O PAI DA MENTIRA E DA DESOBEDIÊNCIA DESDE O PRINCÍPIO

i. Origem da mentira e do pecado. Começou com a queda dos nossos primeiros pais, assim: "(...) E disse a mulher à serpente (Satanás Ap 21.2): Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. Então a serpente (Satanás) disse à mulher: Certamente não morrereis". (Gn 3.2-4). A mulher creu na mentira de Satanás e, também, induziu Adão a desobedecer o seguinte mandamento de Deus: "E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente. Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás". (Gn 2.17-18). Por isso morreram, e a morte passou a todos os homens, como disse o apóstolo Paulo: "Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram". (Rm 5.12).

ii. Jesus declara que o diabo (Satanás) é o pai da mentira, assim:
"(...) Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar-me, porque a minha palavra não entra em vós. Eu falo do que vi junto de meu Pai, e vós fazeis o que também vistes junto de vosso pai. Responderam, e disseram-lhe: Nosso pai é Abraão. Jesus disse-lhes: Se fósseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão. Mas agora procurais matar-me, a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido; Abraão não fez isto. Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe, pois: Nós não somos nascidos de prostituição; temos um Pai, que é Deus. Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. Mas, porque vos digo a verdade, não me credes". (Jo 8.37-45).

iii. Com o segundo advento de Cristo Satanás será preso para não mais enganar as nações, assim: "E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo". (Ap 20.1-3).

JESUS SE REVELA AOS JUDEUS COMO A ABSOLUTA VERDADE

Jesus declara aos judeus religiosos que a Sua palavra é a verdade que liberta: "Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (Jo 8.31-32). (...) Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou. Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra". (Jo 8.42-43).

CONFRONTAÇÃO DA MENTIRA COM A VERDADE ABSOLUTA

i. Mentira forjada pelos Judeus: "Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho, buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte; E não o achavam; apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas, não o achavam. Mas, por fim chegaram duas testemunhas falsas, E disseram: Este disse: Eu posso derrubar o templo de Deus, e reedificá-lo em três dias". (Mt 26.59-61).

ii. A acusação falsa: "(...) E, levantando-se toda a multidão deles, o levaram a Pilatos. E começaram a acusá-lo, dizendo: Havemos achado este pervertendo a nossa nação, proibindo dar o tributo a César, e dizendo que ele mesmo é Cristo, o rei". (Lc 23.1-2).

iii. A verdade que Jesus disse sobre pagar o tributo a Cesar: "E, chegando eles, disseram-lhe: Mestre, sabemos que és homem de verdade, e de ninguém se te dá, porque não olhas à aparência dos homens, antes com verdade ensinas o caminho de Deus; é lícito dar o tributo a César, ou não? Daremos, ou não daremos? Então ele, conhecendo a sua hipocrisia, disse-lhes: Por que me tentais? Trazei-me uma moeda, para que a veja. E eles lha trouxeram. E disse-lhes: De quem é esta imagem e inscrição? E eles lhe disseram: De César. E Jesus, respondendo, disse-lhes: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E maravilharam-se dele". (Lc 12.14-17)

iv. A verdade revelada por Deus Pai sobre Seu Filho Jesus: "Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus". (Mt 16.15-17)

v. Foi assim o julgamento injusto e falso apesar de Pilatos achar Jesus inocente. "E Pilatos perguntou-lhe, dizendo: Tu és o Rei dos Judeus? E ele, respondendo, disse-lhe: Tu o dizes. E disse Pilatos aos principais dos sacerdotes, e à multidão: Não acho culpa alguma neste homem". (Lc 23.1-4).

"(...) A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste? Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz." (Jo 18.33-37).

"(...) Disse-lhes Pilatos: Que farei então de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado. O presidente, porém, disse: Mas que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: Seja crucificado. Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo. Considerai isso". (Mt 27.18-24).

"(...) Então Pilatos saiu outra vez fora, e disse-lhes: Eis aqui vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele crime algum". (Jo 19.4).

A VERDADE QUE LIBERTA E SALVA

i. Jesus afirma a verdade que salva com essas palavras: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão" Jo 5.24-25. "(...) Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. (...) As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai". Jo 10.27-29.

ii. O apóstolo Pedro, também, afirma a verdade a respeito da salvação, assim: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos". (At 4.12).

Conclusão. Deus ama a verdade porque é de sua natureza e procedência o ser a "verdade". (Jo 18.37-38). Toda mentira é de procedência malígna, ou seja, do pai da mentira que é o diabo, originalidade de todo mal. (Jo 18.44). É da natureza de Deus Pai e de Seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor, o ser a pura Verdade. (Jo 14.16-17). A verdade pura e santa sobre a salvação é esta: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. (Jo 3.16-18). Por isto devemos crer em Jesus que é a verdade única que salva e liberta o pecador da mentira, da condenação eterna e do poder das trevas do pecado. Como disse Jesus assim: "Jesus falou assim e, levantando seus olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti; assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste. E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." (Jo 17.2-3). Amém.


sexta-feira, 9 de julho de 2010

O Tabernáculo e a glória de Deus com os homens


O Tabernáculo de Deus com os homens.

Foi assim que o apóstolo João viu o Tabernáculo de Deus com os homens no livro do Apocalipse:
Texto básico: "E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas". Ap 21.2-4.

Introdução - O verdadeiro Tabernáculo celestial. Foi assim como o apóstolo Paulo resumiu a visão celestial do verdadeiro Tabernáculo fundado pelo Senhor, estando Jesus ressucitado à direita de Deus Pai, como Sumo Sacerdote eterno. O tabernáculo do Velho Testamento era, apenas, exemplo e sombra do que foi divinamente mostrado a Moisés no monte Sinai. Como está escrito assim: Hb 8.1-5 - "v1 Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade, v2 Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem. (...) v5 Os quais servem de exemplo e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou". A revelação completa só foi dada no livro de Apocalipse por meio do apóstolo João. (Ap 21.1-6; 21-26).

Para se entender melhor este estudo é preciso analizarmos algums textos bíblicos no Velho e Novo Testamento, a saber:

I - No Velho Testamento:

Organização do Acampamento em Israel: Deus comanda a partir da Tenda da Congregação. A organização começou com o senso através dos varões, cabeça por cabeça, assim:

i) Através de Moisés: Nm 1.1-3 - "v1 Falou mais o SENHOR a Moisés, no deserto do Sinai, na tenda da congregação, no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano da sua saída da terra do Egito, dizendo: v2 Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, segundo as suas gerações, segundo a casa de seus pais, conforme o número dos nomes de todo varão, cabeça por cabeça; v3 da idade de vinte anos para cima, todos os que saem à guerra em Israel, a estes contareis segundo os seus exércitos, tu e Arão".

ii) Através dos líderes nomeados: A liderença começou com os príncipes de milhares de cada tribo de Israel, depois os chefes de cem, de cinquenta, e de dez, (Ler: Êx 18.21), assim: Nm 1.4-16 - "v4 Estará convosco, de cada tribo, um homem que seja cabeça da casa de seus pais. v5 Estes, pois, são os nomes dos homens que estarão convosco: v6. De Rúben, Elizur, filho de Sedeur; Nm 1.6 de Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai; v7 de Judá, Naassom, filho de Aminadabe; v8 de Issacar, Natanael, filho de Zuar; v9 de Zebulom, Eliabe, filho de Helom; v10 dos filhos de José: de Efraim, Elisama, filho de Amiúde, e de Manassés, Gamaliel, filho de Pedazur; v11 de Benjamim, Abidã, filho de Gideoni; v12 de Dã, Aiezer, filho de Amisadai; v13 de Aser, Pagiel, filho de Ocrã; v14 de Gade, Eliasafe, filho de Deuel; v15 de Naftali, Aira, filho de Enã. v16 Estes foram os chamados da congregação, os príncipes das tribos de seus pais, os cabeças dos milhares de Israel".

O senso foi feito por meio dos cabeças de cada tribo formando quatro grupo de três tribos correspondendo aos pontos cardeais: Norte, Sul, Leste (Oriente) e Oeste (Poente): Ler: Nm 1.1-46

1ª Grande Divisão da banda do Leste formado pelas tribos de Judá, Isacar e Zebolom. Total de 186.4oo homens. Estes marcharam em primeiro lugar, sob a bandeira com a insígnia dum Leão, (Nm 2.9), a saber:

i. Contados da tribo de Judá - Total: 74.600 - "Os que armarem as suas tendas do lado do oriente, para o nascente, serão os da bandeira do exército de Judá, segundo os seus esquadrões, e Naassom, filho de Aminadabe, será príncipe dos filhos de Judá". Nm 2.3,4, foram contados deles, da tribo de Judá, setenta e quatro mil e seiscentos.

ii. Contados da tribo de Issacar - Total: 54.400 - Nm 2.5-6, foram contados deles, da tribo de Issacar, cinqüenta e quatro mil e quatrocentos.

iii. Contados da tribo de Zebulom - Total: 57.400 - Nm 2.7-8, foram contados deles, da tribo de Zebulom, cinqüenta e sete mil e quatrocentos.

2ª Grande Divisão da banda do Sul formado pelas tribos de Ruben, Semeão e Gade, sob a bandeira com a insígnia de um rosto de homem. Total de 151.450, Nm 2.16. Estes marcharam em segundo lugar, a saber: .

i. Contados da tribo de Ruben - Total: 46.500 - Foram contados deles, da tribo de Rúben, quarenta e seis mil e quinhentos. Nm 2.11. (...) A bandeira do exército de Rúben, segundo os seus esquadrões, estará para o lado do sul; e Elizur, filho de Sedeur, será príncipe dos filhos de Rúben". Nm 2.10

ii. Contados da tribo de Simeã0 - Total: 59.300 - Foram contados deles, da tribo de Simeão, cinqüenta e nove mil e trezentos, Nm 2.12-13.

iii. Contados da tribo de Gade - Total: 45.650 - Foram contados deles, da tribo de Gade, quarenta e cinco mil e seiscentos e cinqüenta, Nm 2. 14-15.

3ª Grande Divisão da banda do Oeste formada pelas tribos de Efraim, Manassés e Benjamim, sob a bandeira com a insígnia de uma cabeça de boi. Total de 108.100 homens, Nm 2.24. Estes marcharam em terceiro lugar.

i. Contados da tribo de Efraim - Total: 40.500 - Foram contados deles, da tribo de Efraim, quarenta mil e quinhentos, Nm 2.19. "A bandeira do exército de Efraim segundo os seus esquadrões, estará para o lado do ocidente; e Elisama, filho de Amiúde, será príncipe dos filhos de Efraim". Nm 2.18

ii. Contados da tribo de Manassés - Total: 32.200 - Foram contados deles, da tribo de Manassés, trinta e dois mil e duzentos, Nm 2.20-21.

iii. Contados da tribo de Benjamim - Total: 35.400 - Foram contados deles, da tribo de Benjamim, trinta e cinco mil e quatrocentos, Nm 2.22-23.

4ª Grande Divisão da banda do Norte formada pelas tribos de Dã, Asser e Naftali, sob a insígnia de uma águia. Total de 157.500 homens. Nm 2.31. Estes marcharam em quarto lugar. Nm 2.31b.

i) Contados da tribo de Dã - Total: 62.700 - Foram contados deles, da tribo de Dã, sessenta e dois mil e setecentos, Nm 2.26. "A bandeira do exército de Dã estará para o norte, segundo os seus esquadrões; e Aieser, filho de Amisadai, será príncipe dos filhos de Dã". Nm 2.25

ii) Contados da tribo de Asser - Total: 41.500 - Foram contados deles, da tribo de Asser, quarenta e um mil e quinhentos. Nm 2.27-28.

iii) Contados da tribo de Naftali - Total: 53.400 - Foram contados deles, da tribo de Naftali, cinqüenta e três mil e quatrocentos, Nm 2.29-30.

Total completo do senso dos exércitos: 603.550 - Nm 1.44-46: "v44 Estes foram os contados, que contaram Moisés e Arão e os príncipes de Israel, doze homens; cada um era pela casa de seus pais. v45 Assim foram todos os contados dos filhos de Israel, segundo a casa de seus pais, de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra em Israel; v46 todos os contados, pois, foram seiscentos e três mil e quinhentos e cinqüenta". (Nm 2.32).

Segundo a tradição judaica dizia que cada estandarte tinha sua insígnia, a saber: da tribo de Judá era um leão; da tribo de Ruben era um rosto de um homem; da tribo de Efraim era a cabeça de um boi; da tribo de Dã era uma águia. Da mesma maneira, nos primeiros escritos dos quatro Evangelhos os copistas usavam estas insígnias para indicar: Mateus um leão; Marcos um boi; Lucas um homem, e João uma águia. Isto concorda com o que está escrito no livro de Apocalipse no capítulo 4 e vv 6-7: (...) v6 Há diante do trono um como que mar de vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do trono e à volta do trono, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás. v7 O primeiro ser vivente é semelhante a leão, o segundo, semelhante a novilho, o terceiro tem o rosto como de homem, e o quarto ser vivente é semelhante à águia quando está voando". (Ler: Ez cap 1º)

II - Paralelismo no Novo Testamento:

Paralelismo do Livro de Números e do livro do Apocalipse: Observamos que as posições das tribos em redor do Tabernáculo, correspodem, exatamente, às posições das 12 portas que têm o nomes da 12 tribos de Israel no livro de Apocalipse (Ap 21.12-13), que, também, correspondem aos quatro pontos cardeais da terra. Com isto dá a entender que o plano de Deus em Cristo Jesus era e é atingir toda terra, conforme está escrito em Mt 24.14: (...) "E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as naçöes, e então virá o fim". Ler: Mt 28.18-20; Mc 16.15-18 e At 1.8. Vejamos a seguir este paralelismo escatológico:

Paralelismo entre o Velho e Novo Testamento:

Primeiro exército: Nm 2.3-9. Paralelismo - Ap 21.13a; da banda do levante, tinha três portas;
Segundo exército: Nm 2.10-16. Paralelismo - Ap 21.13b; da banda do norte, três portas;
Terceiro exército: Nm 2.18-24. Pralelismo - Ap 21.13c; da banda do sul, três portas;
Quarto exército: Nm 2.25-31. Paralelismo - Ap 21.13d; da banda do poente, três portas.

Organização dos exércitos: (...) v34 E os filhos de Israel fizeram conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés; assim, assentaram o arraial segundo as suas bandeiras; e assim marcharam, cada qual segundo as suas gerações, segundo a casa de seus pais. Nm 2.34.

Paralelismo revelado no livro do Apocalipse: Ap 21.12-15, "v12 E tinha um grande e alto muro com doze portas, e, nas portas, doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos de Israel. v13 Da banda do levante, tinha três portas; da banda do norte, três portas; da banda do sul, três portas; da banda do poente, (oeste) três portas".

Paralelismo no Velho e no Novo Testamento - A glória de Deus no Tabernáculo era o centro do comando:

O CENTRO DO COMANDO E A GLÓRIA DE DEUS NO VELHO TESTAMENTO:

No Velho Testamento - No tabernáculo estava o centro do comando: (...) "A nuvem cobriu o tabernáculo. v34 Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo, v35 de maneira que Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porquanto a nuvem ficava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo. v36 Quando, pois, a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, então, os filhos de Israel caminhavam em todas as suas jornadas. v37 Se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam até ao dia em que ela se levantava; v38 porquanto a nuvem do Senhor estava de dia sobre o tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas". Êx 40.34-38. (Ler: Nm 9.15-23).

i) No Velho Testamento: O Tabernáculo era o centro da revelação e do comando no Velho Testamento."Nm 2.17 "Então, partirá a tenda da congregação com o exército dos levitas no meio dos exércitos; como assentaram as suas tendas, assim marcharão, cada um no seu lugar, segundo as suas bandeiras".

ii) Paralelismo no Velho Testamento - Os levitas não foram contados com homens de guerra a fim de ficarem ministrando no Tabernáculo sob o comando de Deus, assim. Nm 2.33. - Mas os levitas não foram contados entre os filhos de Israel, como o Senhor ordenara a Moisés. (...)

Orientação dada a Moisés sobre os levitas: Nm 1.50-54; (...) vv50 mas, tu, põe os levitas sobre o tabernáculo do Testemunho, e sobre todos os seus utensílios, e sobre tudo o que lhe pertence; eles levarão o tabernáculo e todos os seus utensílios; e eles o administrarão e assentarão o seu arraial ao redor do tabernáculo. v51 E, quando o tabernáculo partir, os levitas o desarmarão; e, quando o tabernáculo assentar no arraial, os levitas o armarão; e o estranho que se chegar morrerá. v52 E os filhos de Israel assentarão as suas tendas, cada um no seu esquadrão e cada um junto à sua bandeira, segundo os seus exércitos. v53 Mas os levitas assentarão as suas tendas ao redor do tabernáculo do Testemunho, para que não haja indignação sobre a congregação dos filhos de Israel; pelo que os levitas terão o cuidado da guarda do tabernáculo do Testemunho. v54 Assim fizeram os filhos de Israel; conforme tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés, assim o fizeram. (...)

O CENTRO DO COMANDO E A GLÓRIA DE DEUS NO NOVO TESTAMENTO:

i) Paralelismo no Novo Testamento - O Centro do comando no tabernáculo de Deus com os homens como está escrito assim: "Ap 1.4-6, v4 João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono; v5 e da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, v6 e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém!"

ii) Os reinos do mundo se subjugarão ao Messias (Cristo) - Como "Reis dos reis e Senhor dos senhores, como está escrito: Ap 19.16 - "E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores. (...) E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre. E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus, dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, e que hás de vir, que tomaste o teu grande poder, e reinaste. E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra. E abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca da sua aliança foi vista no seu templo; e houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e terremotos e grande saraiva". (Ap 11.15-19)

iii) Aqueles que julgarão e reinarão com o Rei dos Reis (Jesus) - Como está escrito: (...) Ap 20.4-6, "v4 E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. v5 Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. v6 Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos".

A revelação no Apocalipse do propósito de Deus para todas as nações:

i) A glória de Deus com os homens: Paralelismo no Novo Testamento, assim como a glória e o comando de Deus estava no centro do Tabernáculo no Velho Tstamento, assim será no "Tabernáculo de Deus com os homens" na Nova Jerusalém celestial, como está escrito:

ii) O Tabernáculo de Deus com os homens. Ap 21.1-6, "v1 E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. v2 E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. v3 E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus. v4 E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas. v5 E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis. v6 E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida. v7 O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho".

iii) O cumprimento final do plano de Deus para todas as nações. (...) "Ap 21.14-26. v14 E o muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro". (...) Ap 21.21-26: "v21 E as doze portas eram doze pérolas: cada uma das portas era uma pérola; e a praça da cidade, de ouro puro, como vidro transparente. v22 E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor, Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro. v23 E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada. v24 E as nações andarão à sua luz, e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra. v25 E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite. v26 E a ela trarão a glória e honra das nações".

Conclusão - Tudo vai se cumprir de acordo com a profecia apocalíptica e o plano de Deus através dos séculos, como está escrito assim: "v7 Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém! v8 Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-poderoso". Ap 1.7-8. (...) "v1 2E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra. v13 Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, o Primeiro e o Derradeiro. v14 Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade pelas portas. v15 Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira". Ap 22.12-15. (...) "Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus". Ap 22.20

terça-feira, 22 de junho de 2010

OS HABITANTES DA NOVA JERUSALÉM CELESTIAL



OS NOMES INSCRITOS NO LIVRO DA VIDA DO CORDEIRO (DE JESUS CRISTO )


Jesus chama a atenção dos seus senta discípulos para a maior importância dos seus nomes estarem inscritos nos céus, do que as maravilhas, os milagres, e as libertações operadas em Seu nome, assim: "Depois disso designou o Senhor outros setenta, e os enviou adiante de si, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir. (...) E voltaram os setenta com alegria, dizendo: "Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam. E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu. Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum. Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus." Lc 10.1, 17-20.

Então, com esta visão profética foi quando Jesus se alegrou no Espírito, alertando aos seus discípulos para uma revelação mais importante na eternidade, dizendo: "Naquela mesma hora se alegrou Jesus no Espírito Santo, e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve". Lc 10.21. Por que?

Porque Jesus tinha uma visão maior da posição dos seus escolhidos com Ele na eternidade futura, a saber:

i) No livro da vida do Cordeiro (Jesus). Aqui estão registrados os nomes dos salvos por Jesus. É como um livro oficial de cartório que registra os nomes daqueles que foram redimidos pelo sangue do Cordeiro de Deus. (Ler: Ap 5.8-14). Sabemos pelo Evangelho de João que Jesus é o Cordeiro de Deus, como está escrito assim: "(...) No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (Jo 1.29). Como disse, também, o apóstolo Pedro, que Jesus é o Cordeiro morto antes da fundação do mundo, assim: "(...) Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, o qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós". 1ª Pe 1.18-20. Desta maneira, só "no livro da vida do Cordeiro" (Ap 21.27b), é que vemos a revelação completa onde estão inscritos os nomes daqueles que foram comprados e lavados no sangue de Jesus que é "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Ler: Êx 12.1-14.

ii) Com os habitantes da Nova Jerusalém. Só os que estão incritos no livro da "vida do Cordeiro" habitarão na Nova Jerusalém, pois, nela não entrará coisa alguma que contamine, mas só os que lavaram suas vestiduras espirituais no sangue do Cordeiro, como está escrito: "E não entrará nela (na Nova Jerusalém) coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro, como está escrito: "(...) Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas". Ap 21.27; 22.14.

iii) Como componentes da esposa do Cordeiro. O apostolo João revela que todos os salvos componentes da Nova Jerusalém, constituem a esposa do Cordeiro (Jesus), os quais paticiparão da "ceia das bodas de casamento", após o arrebatamento da Igreja Triunfante, assim: "Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus" (Ap 19.7-9). (...) E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. Ap 21.2 (...) E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro. E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu". Ap 21.9-10.



CONDIÇÕES IMPORTANTES PARA QUE OS NOMES SEJAM INSCRITOS COMO CIDADÃOS NOS CÉUS.

i) Confessar publicamente o nome de Jesus. Condição importante revelada por Jesus quando disse: "(...) Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o cofessarei diante de meu Pai, que está nos céus, mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus". Mt 10.32-33. O apóstolo Paulo com outras palavras afirmou a mesma verdade, assim: "(...) A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação". Rm 10.9-10.

ii) Ser membro da Igreja dos primogênitos que estão inscritos nos céus. O escritor da epístola aos hebreus com uma linguagem detalhada, explicita a condição e o privilégio dos que habitarão na Nova Jerusalém, assim: Hb 12.22-24; "(...) Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos, a universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o sangue de Abel".


iii) Ser batizado nas águas como testemunho público da fé: Como ordenou Jesus após sua ressurreição, assim: "E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado, Mc 16.15-16. (...) Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém." Mt 28.19-20. (Ler: Rm 6.1-11).


iv) Crer no maior testemunho que Deus dá de Seu Filho. Como escreveu o apóstolo João: (...) "Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou. Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu. E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida". 1ª Jo 5.9-12.


v) É preciso crer em Jesus como Salvador e Senhor. Como Paulo e Silas disseram ao carcereiro de Filipos, conforme está escrito em Atos dos apóstolos: "E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas. E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa". At 16.30-31. O apóstolo João afirmou a mesma verdade, também, a assim: "Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus." 1ª Jo 5.13.

Conclusão. Os que creem em Jesus como suficiente Salvador e Senhor irão habitar na Nova Jerusalém celestial, conforme (Ap 21.27), diz as Escrituras: "Quem crê nele (em Jesus) não é condenado, (Jo 3.18a); mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus". (Jo 3.18b). Por isto, ficarão fora da Cidade Santa os que não creem em Jesus, e não têm a coragem de abandonar o mundo corrompido (kosmos), organizado e sistematizado por Satanás, o inimigo Deus, assim: "(...) E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más." (Ler: Jo 3.16-19).


A setença final para aqueles que rejeitam o convite do Evangelho da graça de Deus, está registrado no Apocalipse, assim: (...) "Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte". Ap 21.8. Então, faça a sua decisão hoje mesmo para teres direito a entrar na Nova Jerusalém pelas portas, e habitar nela eternamente com os salvos em Cristo Jesus. Amém.